terça-feira, 25 de abril de 2017

Por que precisamos de tantas novidades?




Será que precisamos mesmo de tantas novidades?
Para que tanta tecnologia se nos tornamos cada vez mais escravos dela?


Para que tanto conforto se não conseguimos dormir em paz à noite?
Será que não temos perdido muito tempo com o excesso de coisas materiais e com a ansiedade por novidades?


Por que o TER se tornou mais importante do que o SER?


Por que tantas facilidades e comodidades não nos têm trazido a paz e a tranquilidade tão almejadas?
Por que há tantos olhares tristes e vazios enquanto as pessoas estão usando celulares e automóveis caríssimos e de última geração?
 

Por que não temos mais tempo para contemplar a criação de Deus, o mundo que Ele fez para nós? 
Por que não temos mais interesse e vontade em contemplar a natureza, o nascer da lua, o pôr do sol? 
Será mesmo que nos falta tempo ou isso é apenas uma desculpa muito bem aceita mental e socialmente?

Por que as coisas simples, as que realmente alimentam nossa alma, foram substituídas pelas que são complicadas e ineficientes para isso?


Será que precisamos mesmo de tantas "novidades"?




Pense nisso... 

Need and want balance


Créditos da imagem: David Castillo Dominici - Free Digital Photos



sexta-feira, 21 de abril de 2017

terça-feira, 18 de abril de 2017

8 maneiras de melhorar o seu inglês


Livros
Todos sabemos que o domínio da língua inglesa é cada vez mais importante na vida profissional e pessoal.
Cada vez mais no deparamos com termos em inglês nas ruas, nos produtos, na mídia em geral.
Por isso, hoje eu gostaria de apresentar algumas sugestões para a prática, lembrando que assim como em tudo na vida, disciplina e persistência são fundamentais para o alcance dos objetivos.



1) Duolingo
O site é bem completo, com dinâmica do curso e layout agradáveis.
Apresenta vários níveis, interação com outros usuários, treinamento em escrita, fala, audição e tradução de textos que são postados e corrigidos pelos próprios participantes.

2) ELS Podcast 

Há vários podcasts sobre temas diversos. No arquivo de áudio, a sequência geralmente é a seguinte: diálogo em velocidade mais lenta com duração de aproximadamente 2 a 3 minutos, explicação sobre o diálogo e novamente o diálogo em velocidade normal.
A explicação é interessante, pois quando há uma palavra nova (ou não muito utilizada) a mesma é soletrada para melhor compreensão. Além disso, a linguagem é bem clara e não tão rápida, o que facilita muito a compreensão para os não nativos.
No site, há também a transcrição do texto, caso seja necessário.

3) Sites e livros
Procure algum assunto pelo qual você se interesse para ler em inglês.
Há muitos sites e blogs com leitura fácil e agradável. Abaixo coloco os que mais gosto:
Lifechack 

Becoming Minimalist
Zen Habits

4) Músicas
Considero uma das melhores maneiras, pois é uma forma agradável de aprendizado, com a pronúncia correta desde o início.

5) E-mail
Se você estiver suficientemente familiarizado com o layout do seu servidor de e-mail, pode mudar o idioma para inglês, pois como já conhece as funções dos botões, ficará mais fácil assimilar as mesmas palavras em inglês de forma prática.

6) Mensagens
Enviar mensagens aos amigos que estiverem dispostos a treinar o idioma. Se possível, utilizar também os "idioms" (expressões idiomáticas), que auxiliam na melhor compreensão e comunicação.

7) Leitura audível 

Em voz alta ou baixa, para treinamento da pronúncia correta.

8) Filmes
Assistir filmes com o áudio original e legendas facilita muito o treinamento da audição e da pronúncia.


Espero que tenham gostado das dicas!

 

Até a próxima.


Créditos da imagem: Danilo Rizzuti - Free Digital Photos


terça-feira, 11 de abril de 2017

Psicopatas do cotidiano (Katia Mecler) – Resenha



Muitos livros inicialmente atraem mais a nossa atenção pela capa e título do que pelo conteúdo, mas em “Psicopatas do cotidiano” esses 3 fatores de complementam de forma qualitativa e criativa.


Psicopatas do Cotidiano

A capa merece destaque, pois a face inexistente é espelhada, por isso, a maioria de nós pode até reconhecer-se ali, se consideramos que possuímos um, algum ou muitos dos traços de personalidade descritos, obviamente não de forma intensa ou disfuncional. Ou sim, e nesse caso, é muito importante que a leitura seja feita de forma muito atenta, com humildade e com a mente aberta, pois naturalmente tendemos a negar ou tratar como normais, coisas e fatos que fogem da normalidade esperada. Em relação a esse assunto, veja o post: Comum ou normal?

A primeira frase da contracapa é: “de perto ninguém é normal”. Se pensarmos um pouco, rapidamente e sem muito esforço nos lembraremos de pessoas inseguras, instáveis, inflexíveis, lunáticas, submissas e desconfiadas.
 

Psicopatas do Cotidiano

Infelizmente tais pessoas não percebem o sofrimento que causam a si próprias e aos que com ela convivem.

O livro tem 256 páginas que são divididas em 16 capítulos. Aborda 10 tipos de transtornos de personalidade e as principais características que precisam ser levadas em conta para fechar o diagnóstico correto, tarefa que não é fácil segundo a autora. Além disso, também aponta algumas dificuldades de convivência e apresenta dicas para melhorá-las.

 

No 1º capítulo há uma curta história de ficção, que ocorre em um hospital. Essa é a base para a descrição dos transtornos (cada 1 das 10 personagens apresenta 1 transtorno específico). Além disso, para melhor compreensão, são utilizados personagens de filmes e livros famosos como exemplos de portadores dos transtornos.

Geralmente, a partir do final da adolescência, as pessoas com algum tipo de transtorno começam a apresentar um padrão de comportamento repetitivo e inflexível, causando danos a si mesmas e aos que com elas convivem.

É importante salientar que a autora deixa bem claro que neste livro o termo psicopata refere-se a atual classificação do CID-10, denominado transtornos específicos de personalidade. Sendo assim, não há nenhuma relação com a antiga classificação relacionada à perda de juízo da realidade, surtos, delírios e alucinações.

“A maneira como interagem com o meio ambiente é que as torna de difícil convivência”, saliente Katia Mecler.


O 2º capítulo do livro, Jeito de ser, é muito interessante pois aborda e explica os seguintes termos:
- Temperamento: “é herdado geneticamente e regulado biologicamente”.
- Caráter: “está ligado à relação do temperamento com tudo o que vivenciamos e aprendemos na relação com o mundo exterior”.
- Personalidade: “é uma organização dinâmica, resultante de fatores de ordem biopsicossocial”. É o nosso “jeito de ser”, único, original, com traços positivos e negativos funcionais. Quando há presença de características permanentes, rígidas e inflexíveis desde muito cedo, talvez estejamos diante de uma personalidade perturbadora, que afeta a si mesmo e todos à sua volta.

- Primeira classificação para o temperamento (elaborada por Hipócrates, na Grécia Antiga): sanguíneo, colérico, fleumático e melancólico.
- Classificação dos 4 domínios (estabelecida pelo psiquiatra Robert Cloninger a partir dos anos 90): evitação de danos, busca de novidades, dependência de recompensa e persistência.
- Sentimento oceânico (de Sigmund Freud): autodestrutividade, cooperatividade, autotranscendência).


O 3º capítulo continua com definições sobre:
- Domínios: características que, quando acentuadas, tornam a pessoa pouco funcional ou inadaptada (em uma ou mais áreas). São eles: afetividade, desinibição e psicoticismo.



No 4º capítulo é explicada a diferença entre transtorno mental e transtorno de personalidade.
O transtorno mental afeta a pessoa em determinadas fases da vida e é frequentemente controlado com medicação e terapia. Exemplos: depressão, distúrbio do pânico, transtorno bipolar e esquizofrenia.
O transtorno de personalidade é uma perturbação mental decorrente de falhas da estruturação do caráter. Não há alternância de fases, como na depressão. Por ser uma organização patológica da personalidade, a resposta à medicação é baixa.



Do 5º ao 14º capítulo são abordados os transtornos de forma individual.
Grupo A: esquizoide, esquizotípico e paranoide.
Grupo B: antissocial, bordeline, histriônico e narcisista.
Grupo C: dependente, evitativo e obsessivo-compulsivo.



O 15º capítulo, Salvando a própria pele, apresenta 9 questões para melhor compreensão do tema.



O 16º capítulo encerra o livro falando que é muito importante não deixar que a situação se transforme em um efeito dominó ao lidar com pessoas com transtornos de personalidade. Há também a indicação de terapia para quem convive com uma pessoa assim (para tornar a convivência mais tranquila) e para o portador (o que dificilmente ocorre, por causa da negação de que há um problema).

Em minha opinião, o único ponto negativo é não haver nenhuma dica sobre como lidar com o transtorno caso o leitor se reconheça com algum dos traços, sendo funcional ou disfuncional.

O livro é muito bom, esclarecedor e possui uma linguagem de fácil entendimento para leigos no assunto.



Recomendo!


Há também uma palestra no Youtube sobre o livro, com a própria autora. A duração é de aproximadamente 1h20min, mas vale muito a pena ver também.


 




Nessa palestra, em uma das perguntas finais, a autora diz que um psicopata não leria esse livro, pois o acharia chato, desinteressante e não conseguiria se identificar com nenhum dos distúrbios apresentados. Ao mesmo tempo, pessoas com poucas possibilidades de possuir tais transtornos se identificariam com vários dos traços de personalidade descritos (aconteceu comigo), teriam interesse no assunto e na leitura.

Se você não precisa conviver com pessoas portadoras dos transtornos de personalidade explanados no livro, que são mais comuns do que imaginamos, então, parabéns, você tem muita sorte!



Até a próxima!