terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Crises hídrica e elétrica


Gostaria de retomar o assunto postado na semana passada.
Infelizmente quem mora em São Paulo sabe que a crise hídrica chegou para valer. E a crise de geração de energia elétrica também.
Falta de chuva? Talvez.
Captação inadequada? Sempre.
Falta de investimento em energia eólica e solar? Com certeza.

O Brasil é um dos países que tinha tudo para ser um dos melhores e mais desenvolvidos do mundo, já que possui a maior floresta e a maior bacia hidrográfica do mundo. Mas o que vemos é o descontrole total em relação ao desmatamento e a ocupação do solo em áreas de matas ciliares para a criação de gado. E dependendo do local, para a criação de moradias também.

Chega a ser surreal que um país com uma costa marítima tão extensa nunca tenha investido seriamente em energia eólica. E também em energia solar em todos os estados, pois aqui há sol em abundância praticamente o ano inteiro.

É triste e lamentável ver a que ponto chegamos...


Termino com uma reportagem que li recentemente:

Um Rio Poluído e SP sem água espantam pesquisadora

Tem um rio passando na cidade e vocês estão sem água? A pesquisadora da Universidade Stanford, na Califórnia, Newsha Ajami, comentou a crise hídrica com espanto ao se dar conta que o problema não é falta de água, mas descaso do governo, ineficiência e falta de planejamento.

Comparando a situação de São Paulo com a da Califórnia, Newsha disse ter ficado surpresa ao chegar à capital paulista e ver o rio Tietê cheio. “Nós [na Califórnia], realmente não temos água, não está chovendo e os nossos rios estão secos.”

O projeto de despoluição do rio Tietê, que corta o estado de São Paulo, começou depois da Conferência Eco-92. São 22 anos com investimentos de mais de R$ 3,6 bilhões dos cofres públicos, mas o Tietê continua sendo um dos rios mais poluídos do país.

    “É, sim, um problema nacional de seca, mas [no Estado] ele é exacerbado pela falta de gerenciamento e de soluções”, disse a pesquisadora à “Folha de S.Paulo.

Os rios brasileiros estão cada dia mais poluídos. Com o aumento da população e da falta de saneamento, sem deixar de citar o inexistente tratamento de esgotos e fossas residenciais, nossos rios agonizam. As indústrias são as maiores poluidoras, porque despejam toneladas de rejeitos químicos diretamente em seus leitos. No Brasil infelizmente não temos tantos exemplos de sucesso na despoluição de rios.

Bons exemplos vem da Inglaterra, com o Rio Tâmisa, na Inglaterra, ficou conhecido como o "Grande Fedor" quando, em 1858, as sessões do Parlamento foram suspensas devido ao mau cheiro.
O projeto de limpeza do Tâmisa começou a ser delineado em 1895. Os primeiros resultados do trabalho apareceriam apenas em 1930.
Entretanto, o crescimento da população fez com que a mancha de poluição subisse novamente o rio e o tornasse poluído na região londrina. Em 1950, o Tâmisa era considerado, outra vez, morto. A nova iniciativa do governo foi a construção das primeiras estações de trabalho de esgoto da cidade. Já na década de 70, os sinais iniciais de que os resultados estavam sendo alcançados apareceram.
Mesmo com os sinais de que a revitalização das águas do Tâmisa é garantida, a Thames Water, empresa de saneamento londrina, mantém um investimento cerrado no tratamento da água e no sistema de esgotos. O rio tornou-se um exemplo de sucesso no programa de despoluição das águas.


O rio Reno é outro exemplo de sucesso , sendo considerado no passado como dos mais poluídos da Europa. Ele nasce na Suíça e deságua no Mar do Norte banhando, assim, vários países europeus. Com a alcunha de ‘’cloaca’’ da Europa, o rio tinha suas águas sujas e com mau cheiro. Um esforço de mais de 20 anos entre a iniciativa privada e os governos dos países banhados pelo Reno, como Alemanha, Suíça e França, possibilitou a recuperação de suas águas.

Fonte: http://barrancas.com.br/um-rio-poluido-e-sp-sem-agua-espantam-pesquisadora/



2 comentários:

  1. Lamentável, Rosana! O ser humano prefere pagar pra ver do que tomar consciencia! :(

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    1. Bruna,
      Infelizmente como espécie ainda somos meio - ou muito? - céticos em relação aos resultados da desastrosa relação entre natureza e humanidade...

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