terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Antenas disfarçadas de árvores?


Novas tecnologias muitas vezes trazem vários inconvenientes além dos benefícios e facilidades esperados. Muitos desses inconvenientes são prejudiciais à saúde e ao ecossistema, além da poluição visual que ocasionam como são o caso das antenas de celular, que possuem essas três características.
Em relação à saúde, o que se sabe até hoje é que há aumento da incidência de câncer e leucemia em regiões próximas a esse tipo de instalação. Cogita-se também que o aumento de doenças neurológicas como Parkinson e Alzheimer tenha alguma correlação com esse tipo de emissão, mas ainda não há estudos conclusivos sobre o assunto. Pessoas hipersensíveis a esse tipo de emissão apresentam sintomas como dor de cabeça, fadiga, dor muscular e estresse, tão comuns a outras doenças modernas.


Em relação ao ecossistema, pouco se sabe sobre o assunto.


A poluição visual causada por essas antenas talvez seja a mais perceptível para todos nós, pois quase sempre percebemos aquela estrutura laranja e branca em nosso campo visual. Para “melhorar” essa situação, empresas começaram a desenvolver em 1996 antenas disfarçadas de árvores, utilizando como modelo espécies nativas da própria região para não destoar do ambiente. O resultado são os exemplos abaixo, fotografados por Dillon Marsh, na África do Sul.







Acredito que a maioria concorda que as estruturas metálicas são feias, mas será que disfarça-las resolve o problema? Eu vejo esse tipo de invenção como falta de ética e de honestidade com a população, mais uma daquelas ideias que não deveriam sequer ter saído do papel, pois os campos eletromagnéticos gerados por essas antenas não são inofensivos e deveriam ser tratados como tal. Além disso, como ficam os pássaros, macacos, preguiças e todos os animais que utilizam as árvores para moradia e alimentação?

O que vocês acham?

Abaixo está o vídeo de uma palestra muito interessante sobre o assunto, que me fez entender de forma mais ampla que apesar de serem invisíveis e inodoros, os campo eletromagnéticos não passam tão despercebidos pelo nosso corpo quando imaginamos. A palestrante sugere inclusive que o celular seja deixado longe da cabeceira da cama e caso seja utilizado como despertador, é mais seguro voltar ao despertador comum, pois ainda não se sabe quase nada sobre os danos que esse hábito pode causar.



Fonte das fotos:
Dilllon Marsh Photography


Boa semana à todos!

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