terça-feira, 6 de setembro de 2016

Quanto tudo falha (Rodolpho Belz) - Resenha


Essa é a minha primeira resenha, espero que gostem.


Ao ler a contracapa, tive a impressão de ser um livro basicamente argumentativo e reflexivo, com a tradicional construção:
1) apresentação;
2) desenvolvimento;
3) conclusão.

Um livro do tipo "divisor de águas", pois lida com um tema tão complexo como descrito na contracapa: "confortar os que vivem angustiados e responder aos porquês da vida". Isso é algo que exige muito conhecimento, sabedoria e trabalho árduo.
Obviamente que para melhor compreensão do assunto por parte dos leitores, exemplos e testemunhos são muito bem-vindos e apropriados.


O livro possui 96 páginas e é dividido em 32 capítulos que não possuem nenhuma conexão entre si. Alguns são iniciados com frases como "conta-se que...", "certo homem...", "o filho de um casal...", o que naturalmente leva o leva o leitor a duvidar da veracidade de tais narrativas.
Após a historinha há uma breve explanação no sentido de motivar o leitor.

Nesse livro inexistem introdução, desenvolvimento de ideias e conclusão, que ao meu ver é o que se espera de um livro com esse título.

A proposta é boa, os textos harmonizam-se com livros de reflexões e meditações diárias, mas não com um livro com esse título. Em minha opinião, a escolha do título foi do tipo caça-níqueis muito infeliz. Para ser mais honesto, poderia haver um subtítulo como "conheça a história de pessoas que conseguiram superar seus problemas".

Posso estar enganada, mas penso que pessoas que compram um livro com esse título não estão tão interessadas em ler historinhas...


Minha conclusão  

O título é excelente... para outro livro.
O conteúdo é razoável... mas não combina com o título.

Enfim, para mim essa combinação não vale o quanto custa.


2 comentários:

  1. Uau! Adorei a resenha. Simples e honesta !!!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Carolina,

      Agradeço pelo comentário. Fico feliz em saber que gostou da minha resenha.

      Uma vez o Flávio Gikovate (psiquiatra) disse que são feitos muitos estudos para a escolha do nome e capa de um livro.
      E se olharmos nas livrarias, os livros atuais parecem seguir cada vez mais nesse sentido.
      Do lado oposto estão os clássicos, com capas não tão bem elaboradas (no sentido do marketing), mas que sempre são procurados.

      Espero fazer outras resenhas em breve.

      Abraços!

      Excluir