quinta-feira, 29 de agosto de 2013

O outro e você


Não é esquisito que:

Quando o outro não faz é preguiçoso.
Quando você não faz.... Está muito ocupado.

Quando o outro fala é intrigante.
Quando você fala...é crítica construtiva.

Quando o outro se decide a favor de um ponto, é cabeça dura.
Quando você faz...  esta sendo firme.

Quando o outro não cumprimenta, é mascarado.
Quando você passa sem cumprimentar... é apenas distração.

Quando o outro fala sobre si mesmo, é egoísta.
Quando você fala...é  porque precisa desabafar.

Quando o outro se esforça para ser agradável, tem segundas intenções.
Quando você age assim... é gentil.

Quando o outro encara os dois lados do problema, está sendo fraco.
Quando você o faz... esta sendo compreensivo.

Quando o outro faz alguma coisa sem ordem, está se excedendo.
Quando você faz... é iniciativa.

Quando o outro progride, teve oportunidade.
Quando você progride... é fruto de muito trabalho.

Quando o outro luta por seus direitos, é teimoso.
Quando você o faz... é prova de caráter.


Condemn and praise signpost

 
Fonte: https://paginas.fe.up.pt/~fsilva/port/Espelho.htm

Créditos da imagem: Stuart Miles - Free Digital Photos

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Defeito ou qualidade?


Percebo que atualmente existe uma certa confusão entre qualidades e defeitos. Algumas qualidades são classificadas como defeitos enquanto alguns defeitos propriamente ditos sequer são mencionados.

Trabalhar demais, ser sincero demais, ser perfeccionista se tornaram defeitos. Mas desde quando essas características são realmente defeitos?

E onde foram parar os defeitos de verdade?
Quem tem coragem de assumi-los? 
Quem de nós ter coragem de dizer que é preguiçoso, presunçoso, orgulhoso, mal-humorado, egoísta, afanador, desorganizado?

Vivemos em uma sociedade cada vez mais hipócrita e superficial.


E me pergunto: até quando?

Valores

Créditos da imagem: Stuart Miles - Free Digital Photos

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Obsessão pelo melhor


Estamos obcecados com "o melhor".
Não sei quando foi que começou essa mania, mas hoje só queremos saber do
"melhor".
Tem que ser o melhor computador, o melhor carro, o melhor emprego, a melhor
dieta, a melhor operadora de celular, o melhor tênis, o melhor vinho. Bom
não basta!

O ideal é ter o top de linha, aquele que deixa os outros pra trás e que nos
distingue, nos faz sentir importantes, porque, afinal, estamos com "o
melhor".
Isso até que outro "melhor" apareça e é uma questão de dias ou de horas até
isso acontecer.

Novas marcas surgem a todo instante. Novas possibilidades também. E o que
era melhor, de repente, nos parece superado, modesto, aquém do que podemos
ter.

O que acontece, quando só queremos o melhor, é que passamos a viver
inquietos, numa espécie de insatisfação permanente, num eterno desassossego.
Não desfrutamos do que temos ou conquistamos, porque estamos de olho no que falta conquistar ou ter.

Cada comercial na TV nos convence de que merecemos ter mais do que temos.
Cada artigo que lemos nos faz imaginar que os outros (ah, os outros...)
estão vivendo melhor, comprando melhor, amando melhor, ganhando melhores salários.
Aí a gente não relaxa, porque tem que correr atrás, de preferência com o
melhor tênis.

Não que a gente deva se acomodar ou se contentar sempre com menos. Mas o
menos, às vezes, é mais do que suficiente.

Se não dirijo a 140, preciso realmente de um carro com tanta potência? Se
gosto do que faço no meu trabalho, tenho que subir na empresa e assumir o
cargo de chefia que vai me matar de estresse porque é o melhor cargo da empresa? E aquela TV de não sei quantas polegadas que acabou com o espaço do meu quarto?

O restaurante onde sinto saudades da comida de casa e vou porque tem o
"melhor chef"? Aquele xampu que usei durante anos tem que ser aposentado
porque agora existe um melhor e dez vezes mais caro? O cabeleireiro do meu bairro tem mesmo que ser trocado pelo "melhor cabeleireiro"?

Tenho pensado no quanto essa busca permanente do melhor tem nos deixados
ansiosos e nos impedido de desfrutar o "bom" que já temos.

A casa que é pequena, mas nos acolhe. O emprego que não paga tão bem, mas
nos enche de alegria. A TV que está velha, mas nunca deu defeito. O homem
que tem defeitos (como nós), mas nos faz mais felizes do que os homens
"perfeitos". As férias que não vão ser na Europa, porque o dinheiro não deu,
mas vai me dar à chance de estar perto de quem amo... O rosto que já não é
jovem, mas carrega as marcas das histórias que me constituem. O corpo que já
não é mais jovem, mas está vivo e sente prazer.

Será que a gente precisa mesmo de mais do que isso? Ou será que isso já é o
melhor e na busca do "melhor" a gente nem percebeu?

(Leila Ferreira - jornalista mineira com mestrado em Letras e doutora em Comunicação em Londres, que optou por viver uma vida mais simples em Belo Horizonte)


"Sofremos demais pelo pouco que nos falta e alegramo-nos pouco pelo muito que temos."
Shakespeare


Equilíbrio

Créditos da imagem: Stuart Miles - Free Digital Photos


sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Ilusão de óptica




Nota: Salvei essa imagem em meu computador há alguns anos e não tenho mais a fonte. Então, se você souber a página onde essa imagem está hospedada, por favor, deixe um comentário abaixo com o link para eu colocar os devidos créditos no post.
Obrigada!



terça-feira, 13 de agosto de 2013

Seja você mesmo

Be yourself

"Seja você mesmo. Ninguém pode dizer que você está fazendo isso errado."

Nota: Salvei essa imagem em meu computador há alguns anos e não tenho mais a fonte. Então, se você souber a página onde essa imagem está hospedada, por favor, deixe um comentário abaixo com o link para eu colocar os devidos créditos no post.
Obrigada!

terça-feira, 6 de agosto de 2013

O valioso tempo dos maduros


Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui
Para frente do que já vivi até agora.
Tenho muito mais passado do que futuro.


Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados.
Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram,
Cobiçando seus lugares, talentos e sorte.


Já não tenho tempo para conversas intermináveis,
Para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas que
Apesar da idade cronológica, são imaturos.


As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência.


Minha alma tem pressa,
Quero viver ao lado de gente humana, muito humana,
Que sabe rir de seus tropeços, que não se encanta com triunfos.


Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade.

O essencial faz a vida valer a pena.
E para mim, basta o essencial.


(Mário de Andrade)

Life Sandglass

Créditos da imagem: Sira Anamwong - Free Digital Photos
 

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Quando me amei de verdade


Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.
E então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome… Auto-estima.

Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.
Hoje sei que isso é… Autenticidade.

Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de… Amadurecimento.

Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é… Respeito.

Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável… Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama… Amor-próprio.



Felicidade

Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.
Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é… Simplicidade.

Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei menos vezes.
Hoje descobri a… Humildade.

Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é… Plenitude.

Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar.
Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.

Tudo isso é… saber viver.

(Kim McMillen
)

Créditos da imagem: Stuart Miles- Free Digital Photos