terça-feira, 18 de outubro de 2016

A arte de transformar algo bom em ruim


Muitas vezes conseguimos tornar enfadonhos, pesados e artificiais os momentos que deveriam ser de alegria, leveza, naturalidade e paz. 

A ilustração abaixo demonstra essa situação de forma direta e inesquecível.



Era um dia de sábado ensolarado e um garoto que morava no campo se divertia aos arredores da casa, antes de ir à igreja com seus pais. 

Quando sua mãe viu que ele corria e pulava, chamou a sua atenção, dizendo:
- Você está de castigo! Sábado não é dia para essas coisas!!! 

Assim, o garoto sentou-se próximo a janela no interior da casa e com a capacidade de julgamento que só uma criança tem, começou a estabelecer na natureza quem era obediente ou não quanto à guarda do sábado. 

Observou os pássaros, voando e cantando alegremente e então concluiu: 
- Eles não estão guardando o sábado. 

Passou a observar os cachorros, que brincavam com uma bola velha, e concluiu: 
- Eles também não sabem guardar o sábado. 

Foi fazendo isso para vacas, cavalos, galinhas, patos, enfim para todos que ele entendia que não estavam guardando o sábado. 

Animais-na-fazenda
Por fim, o garoto teve a atenção direcionada para os arredores da fazenda e viu amarrado um burro, silencioso e cabisbaixo, sem qualquer sinal de empolgação. 
Houve, então uma identificação automática entre eles.  
Por fim, o garoto disse: 
- Este sim sabe guardar o sábado!
(Autor desconhecido)


Será que é realmente isso o que queremos para nossas vidas?


Pense nisso!



Créditos da imagem: bandrat - Free Digital Photos




3 comentários:

  1. Muito interessante, Rosana! Eu, por vezes, fico pensando nisso. Há tantos 'padrões' para as mais diversas situações presentes em nossas vidas e é muito fácil nos perdermos nisso tudo. Definição de felicidade, bem-estar e sucesso costumam se confundir, mas até que ponto chegamos lá? Não é irônico que vivemos numa sociedade que não para, só executa, sem pensar, mas, ao mesmo tempo, nem sabe o que está fazendo? É bem diferente dos cães, por exemplo, que fazem as coisas espontaneamente, mas de seu agrado. Já perdi a conta de quantas vezes fiquei presa num caminho pré-estabelecido, infeliz, sentindo um peso da vida, justamente numa fase em que eu ~deveria estar definindo meu futuro. Meu comentário ficou confuso, né? Peço desculpas. Mas realmente gostei bastante da reflexão proposta. (Meu namorado vai ouvir muito ainda essa noite, haha.)

    No mais, não sei se você recebe notificação das respostas no meu blog, mas eu adorei as suas palavras por lá. :) E, quanto a sugestão de newsletter, estou providenciando e acho que teremos para o próximo mês. :)

    Beijos,
    Bru
    Blog Moderando

    ResponderExcluir
    Respostas

    1. Bruna,

      Que legal ver você por aqui novamente!
      Os padrões parecem ser cada vez mais fortes e evidentes, de forma que sempre temos que estar de acordo com o que a sociedade quer ver em todos os âmbitos da vida.

      Hoje, parece ser uma pessoa de outro mundo quando você diz que para você é importante, por exemplo, caminhar em meio a natureza enquanto há tantos cinemas, shoppings, restaurantes e todo tipo de diversões humanas disponíveis.
      Todas, ou quase todas, as atividades de entretenimento estão relacionadas ao consumo, que muitas vezes é inconsciente ou almeja o "status quo".

      "Não é irônico que vivemos numa sociedade que não para, só executa, sem pensar, mas, ao mesmo tempo, nem sabe o que está fazendo?"
      Eu vejo tudo isso como uma contradição muito grande.
      Hoje em dia, as pessoas falam que não têm tempo para nada.
      Concordo, pois com tantos afazeres diários e tantas coisas em suas casas, quem é que tem tempo?
      Talvez o ato de fazer tudo no automático cada vez mais esteja relacionado ao fato de que conhecer-se a si mesmo é algo desagradável e até assustador. Por isso, quanto mais ruído externo, interno e coisas para preencher a vida, melhor, pois não sobrará tempo para reflexões profundas sobre a própria existência.

      Para mim, os cães são o melhor exemplo de viver o momento presente de forma espontânea e intensa (quando estão felizes).

      "Já perdi a conta de quantas vezes fiquei presa num caminho pré-estabelecido, infeliz."
      Eu te entendo, pois passei e passo por isso também. Acho que todos somos assim, faz parte da natureza humana.
      Sem querer, quando descobrimos que estamos "seguindo a manada", acabamos nos distanciando disso um pouco, mas parece que sempre acabamos voltando aos poucos, talvez por influência ou necessidade.
      Claro que quanto mais nos distanciamos, nossa volta se torna cada vez menos intensa do que antes. Por exemplo, se você come carne, quando resolve parar, pode até voltar, mas se realmente se sente bem não consumindo mais esse tipo de alimento, o gosto que sentia já não é mais o mesmo, pois houve crescimento interior nesse meio tempo.

      Não recebo notificações de resposta do seu blog, pois não encontrei onde marcar para receber.

      Bom saber que gostou da ideia da newsletter, eu vou assinar quando estiver disponível.

      Abraços!

      Excluir
    2. Bruna,

      Depois veja esse post, acho que você vai gostar:

      http://simplicidadeeharmonia.blogspot.com.br/2013/12/o-proximo-ano.html

      Abraços!

      Excluir