terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Alimentação x consequências


Hoje eu gostaria de falar um pouco sobre alimentação.

A pesquisa Erica (Estudo de Riscos Cardiovasculares em Adolescentes) foi feita pelo Ministério da Saúde em parceria com a UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e ouviu adolescentes entre 12 e 17 anos de 1247 escolas em 124 municípios brasileiros.
 

Fast-food-e-alimentacao-natural

No ranking dos alimentos mais consumidos pelos adolescentes estão:
1º lugar: arroz (81,75%)
2º lugar: feijões e leguminosas (67,95%)
3º lugar: pães (55,65%)
4º lugar: sucos (53,44%)
5º lugar: carnes (51,62%)
6º lugar: refrigerantes (44,97%)
7º lugar: doces (39,33%)
8º lugar: café (38,30%)
9º lugar: frango (35,09%)
10º lugar: hortaliças (33,97%)

Entre todos os alimentos citados, você notou a falta de algum?  Veja de novo e tente perceber.



Encontrou?



Acredito que a maioria tenha percebido que não há frutas nessa lista! Pelo menos segundo essa pesquisa divulgada em 07/07/16, as frutas não estão entre os alimentos mais consumidos pelos adolescentes.

Voltando ao ranking, o resultado não é difícil de ser previsto: 17,1% apresentam sobrepeso e 8,4 são considerados obesos.

Em relação aos adultos, os resultados não são tão diferentes: 1 em cada 5 consome refrigerantes ou sucos artificiais diariamente.
Mas pelo menos, 37,6% consome frutas regularmente (o que não é o mesmo que diariamente). Em 2010 esse índice era de 29,9%.

Em uma época na qual informações de qualidade e confiáveis são de fácil acesso, é triste ver tantos jovens com tantos problemas crônicos de saúde. Problemas que eram mais comuns na terceira idade há algumas décadas, hoje estão cada vez mais presentes na vida de jovens, como diabetes e hipertensão. Fatores genéticos têm grande influência, mas a alimentação inadequada, o excesso de açúcar, trigo refinado, gordura e produtos transgênicos juntamente com estresse e horas de sono insuficientes tendem a fazer com que tais distúrbios apareçam cada vez mais cedo.

Não eram sem fundamento as estimativas de que a hipertensão e o câncer seriam as doenças mais incapacitantes do século XXI. Infelizmente é o que está acontecendo, mas mesmo diante de fatos tão desanimadores, é nossa responsabilidade procurar informações sobre o que consumimos, se é realmente o que nosso corpo precisa para funcionar de maneira adequada ou se estamos abreviando o seu pleno funcionamento através de hábitos adquiridos muitas vezes desde a infância, que são considerados “normais" (veja aqui)” e inocentes, mas que são um verdadeiro desastre à nossa saúde.


Como disse o Frugal Simple:
“Você pode ignorar a realidade, mas não pode ignorar as consequências de ignorar a realidade”.

(Ayn Rand)


Pense nisso!


 

Fonte da reportagem: Jornal Metro (08/07/2016)
Créditos da imagem: Sira Anamwong - Free Digital Photos



2 comentários:

  1. Sempre achei que existe um conluio (consciente e inconsciente) entre a indústria alimentícia e a farmacêutica. A primeira fabrica coisas para nos deixarem doentes e a segunda com coisas para nos deixarem dependentes, "liberando-nos" da culpa de comer errado.

    Ambas ganham.

    A gente perde...

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    1. André,

      Eu também acredito na existência de uma ligação muito forte entre as 2 indústrias.
      E vou um pouco mais além: a primeira fabrica coisas que nos deixam doentes. A segunda cria coisas para consertar um pouco os estragos da primeira, mas que ao mesmo tempo acaba criando também outros problemas de saúde que necessitam de outros medicamentos que criam outros problemas e assim por diante.
      Não é à toa que a indústria farmacêutica é uma das mais rentáveis do mundo, possuindo grandes barreiras de entrada, mesmo com o crescimento do mercado de produtos genéricos.

      A "libertação da culpa" que você falou, infelizmente é bem comum mesmo. Por isso, acredito que temperança, equilíbrio e sabedoria são fundamentais. Não é bom deixarmos que nossos hábitos prejudiciais nos dominem, em todos os sentidos.

      Abraços,

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