terça-feira, 13 de março de 2018

O caráter produz coragem


Conforme prometido há muito tempo , esse é o primeiro post de alguns que farei sobre as reflexões do livro “Na Jornada com Cristo”, de Max Lucado. Clique aqui para ver a minha resenha. Meu objetivo é aprofundar um pouquinho mais o artigo, focando o lado do desenvolvimento pessoal, do autoconhecimento. Ao ler os textos, vários questionamentos e pensamentos passaram por minha mente e são eles que quero compartilhar com vocês.

Nessa reflexão, o autor afirma que muitas pessoas tentam enfrentar seus próprios medos com a força. Externamente são intimidadoras, mas por dentro estão tremendo de medo.
Quando o caminho não é a força, usam outras táticas: acúmulo de riquezas, a falsa segurança depositada nos bens materiais, a ânsia por fama ou por status.

Será que tais estratégias realmente funcionam? 
Será que são capazes de nos livrar de nossos medos? – questiona o autor, que encerra o texto com chave de ouro:

“A coragem é o resultado de quem somos. Os apoios externos podem sustentar-nos temporariamente, mas somente o caráter interior produz coragem.”

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Infelizmente o texto descreve bem a situação atual: damos pouca atenção ao que realmente importa e consumimos muito, na tentativa de obter segurança e satisfação passageiras ao preencher com bens materiais e status o vazio que só pode ser preenchido através da plena consciência de quem realmente somos e por Deus (ou por uma força superior, de acordo com a sua crença pessoal).

Encarar nossos próprios medos é difícil, desagradável e assustador. Mas talvez seja uma da poucas maneiras capazes de nos direcionar à maturidade e ao desenvolvimento pessoal sem o apoio de subterfúgios que nos proporcionem a frágil e falsa sensação de segurança, pois bem lá no fundo, no âmago de nosso ser sabemos que tudo isso não passa de auto enganação.

Por isso, precisamos ter coragem para encarar, e na medida do possível superar,  nossos medos, limitações e tendências perniciosas.

O resultado?
Uma vida mais coerente e satisfatória, na qual os bens materiais e a riqueza terão a importância e apropriada, sem exageros para mais ou para menos.


Créditos da imagem: Stuart Miles - Free Digital Photos
Se quiser saber mais sobre caráter, temperamento e personalidade, veja aqui a minha resenha do livro Psicopatas do Cotidiano, de Katia Mecler.


4 comentários:

  1. Em ano de eleição eu fico na vibe de ver até que ponto o caráter interno das pessoas resultará em coragem para elas superarem seu medo e não votarem pensando em receber algo mais do Estado, mas sim vendo-o como uma entidade que precisa diminuir para que possamos ter ao final do processo, mais liberdade.

    O nó da questão é que isso gera mais responsabilidade individual e aí o brasileiro trava...

    Abraço!

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    1. André,

      Gostei do seu comentário. Enquanto o Estado for visto dessa forma, as responsabilidades individuais continuarão em segundo plano para muitos.
      Infelizmente isso é muito forte na cultura do Brasil...

      Abraços,

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  2. Não poderia concordar mais...
    A materialidade, combina com superficialidade... e a satisfação verdadeira... não se encontra no ter... mas no ser...
    Algo que muitos levam uma vida inteira, para entender...
    Um tema bem actual e pertinente!
    Beijinhos
    Ana

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    1. Ana,

      Gostei do que falou: materialidade combina com superficialidade.
      Talvez o mundo se torne menos caótico no dia em que a humanidade perceber que o SER é mais importante do que o TER.

      Abraços!

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