terça-feira, 24 de abril de 2018

Que diferença você quer fazer?


Cada vez mais percebemos o quanto o uso excessivo dos recursos naturais tem prejudicado a natureza de forma geral. Extrações ilegais de matéria-prima, construções ilegais em áreas de mananciais ou de proteção ambiental, excesso de impermeabilização do solo, excesso de poluição, cidades que parecem cicatrizes cinzas em meio ao exuberante verde ao redor. Quanto desequilíbrio! Quantos contrastes!

Por que a ânsia por dominar a natureza e não pela convivência harmônica com ela?

Em pleno século XXI, há excesso de coisas ruins e escassez de coisas boas na relação entre seres humanos e meio ambiente.

Até quando o planeta suportará tantos maus tratos provenientes daqueles que deveriam zelar e não destruir? 

Infelizmente o homo sapiens parece ter deixado de lado a sabedoria e a razão e transformado-se no homo degradandis, que está mais interessado:
- em seus próprios interesses pessoais e quase nada no coletivo;
- no aumento da produção e do consumo, sejam eles úteis e necessários ou não;
- em um sistema ecologicamente insustentável.


Por que consumimos tanto?

Muitas vezes o intenso apelo ao consumo induz a compras por impulso ou aquisições desnecessárias de produtos que estão "na moda". Mas qual é o objetivo de comprar algo apenas por estar "na moda"? Status talvez? Ou o sentimento de estar integrado à sociedade? Qualquer que seja o motivo, a indústria agradece. Mas e o planeta?

Por que precisamos consumir tanto? Muitas vezes a resposta é: "eu preciso disso ou daquilo".
Precisa mesmo?
Se pensarmos um pouco, sabemos que muitas coisas que temos são totalmente desnecessárias e descartáveis. Precisamos aprender a comprar com consciência e a simplificar nossas vidas. E não a complicá-la ainda mais com excessos irrelevantes.

Passamos de 7 bilhões de pessoas e a exploração dos recursos naturais no patamar em que se encontra não deixa o tempo necessário para que a natureza consiga recuperar-se.

Dia 22/04 foi o Dia da Terra. Por isso, hoje resolvi falar sobre esse assunto, que é considerado chato por muitos. Infelizmente tornou-se um tema necessário devido ao homo degradandis no qual nos tornamos...

Não sei se vocês viram o vídeo abaixo. Estava na página inicial do Google no domingo. É curto, não chega a 2 minutos. Vale a pena ver. E rever. Gostaria de encerrar esse post com uma frase que retirei dele. 


"Todos os indivíduos são importantes, cada um deles exerce algum impacto no planeta todos os dias e cabe a nós escolher que tipo de diferença queremos fazer."
Jane Goodall, antropóloga


Voltando ao título do post: que diferença você quer fazer hoje?





Fonte consultada: http://www.anped.org.br/sites/default/files/trabalho-gt22-4187.pdf

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Para pensar #48


Somos livres para escolher, mas prisioneiros das consequências.
Pablo Neruda



terça-feira, 17 de abril de 2018

Hábitos saudáveis


Conforme prometido anteriormente, esse é o terceiro post sobre algumas reflexões do livro "Na jornada com Cristo", de Max Lucado. Para ver os anteriores, veja os links no final do post.

Meu objetivo é aprofundar um pouco mais o assunto, focando o lado do desenvolvimento pessoal e do autoconhecimento. Ao ler os textos, vários questionamentos e pensamentos passaram por minha mente. São eles que quero compartilhar com vocês.


Essa reflexão inicia com uma frase que dispensa comentários:
“O crescimento é o objetivo do cristão.
A maturidade é o seu dever.”

O tema proposto é a tão conhecida “zona de conforto”, que muitas vezes se torna tão desconfortável a ponto de tornar esse nome estranho, incoerente e sem conexão com a realidade, sendo mais apropriado sua mudança para “zona de desconforto”.

O crescimento e o desenvolvimento são os objetivos de todos nós, em todas as áreas da vida. Mas são de verdade mesmo, rotineiramente falando? Ou ficam na categoria do "deveriam ser"?

Geralmente é tentador e confortável ficarmos no lugar por nós escolhido, por tempo indefinido.
Mas será que isso é bom?
Será que nos proporciona algum crescimento?
Por que agimos dessa forma? Por medo? Por preguiça?
Por que será que temos tanto medo do desconhecido?


porta-de-saida-com-ceu-na-saída

O texto propõe um exercício simples, mas profundo.
“Lembre-se de uma época não muito distante de sua vida. Um ou dois anos atrás.“

Então, faça uma pergunta a si mesmo:
“Como você compara sua vida hoje com a daquele tempo?”

Você pode fazer essa pergunta para todos os setores (familiar, espiritual, profissional, saúde, finanças, formação acadêmica, etc).

Então estará apto a questionar-se de forma sincera: estou realmente aprendendo a aprender? Aprendendo a mudar?

Muitas vezes paradigmas precisam ser substituídos ou abandonados para não atrapalharem nosso próprio desenvolvimento.


Hábitos...

Palavra simples, tão comum, mas tão difícil de ser colocada em prática no momento de substituir ações indesejadas por outras que nos façam bem e proporcionem o nosso crescimento!

O objetivo dessa reflexão é incentivar a adoção de hábitos saudáveis em nossa rotina. Hábitos com os quais nos identifiquemos, que façam sentido para nós.

Apesar dessa mudança não ser impossível, é bem difícil devido a nossa própria psicoadaptação ao estilo de vida escolhido. 
Por isso, minha sugestão é: comece mudando um hábito por bimestre. Ou demore o tempo necessário até perceber consistência e solidez na mudança.


puzzle

Como costumo dizer, “muitas vezes menos é mais”. Por isso, ao mudar um hábito a cada dois meses, você terá conseguido substituir ou formar 6 novos hábitos de forma consistente e consciente em um ano.

O resultado desse esforço?
Crescimento e desenvolvimento pessoal sólidos nas coisas que realmente importam para você.



Links
1º post - O caráter produz coragem
2° post - Concentre-se na tarefa que você tem em mãos
Na jornada com Cristo (Max Lucado) – Resenha

Créditos das imagens
Saída: Naypong - Free Digital Photos
Puzzle: dream designs - Free Digital Photos



sexta-feira, 13 de abril de 2018

Para pensar #47


Diga-me e eu esqueço,
mostre-me e eu me lembrarei, 
envolva-me e eu aprenderei.
Benjamin Franklin




terça-feira, 10 de abril de 2018

Como ter pensamentos mais claros


O excesso de informações e de estímulos sensoriais tão comuns na sociedade em que vivemos resulta em uma mente sobrecarregada, que frequentemente divaga e alterna entre pensamentos, sem focar-se em nenhum.

Esse hábito de pensar ininterruptamente em qualquer coisa que nos venha à mente, acaba prejudicando nossa saúde física e mental, através de sintomas como fadiga crônica, falta de concentração e de clareza de pensamentos.



cabeca-homem-natureza-dentro-mente-calma


Como mudar essa situação

Eu gostaria de sugerir 3 ideias para que você consiga iniciar o caminho de volta e ter uma mente mais clara e calma.

1) Aprenda um idioma
Considero essa sugestão muito eficaz. A encontrei no livro Trabalhe 4 horas por semana, de Timothy Ferriss. Se quiser ver minha resenha desse livro, clique aqui.

Em outro idioma nossas frases e pensamentos ficarão mais claros devido ao vocabulário mais restrito. Não haverá espaço para o encadeamento de pensamentos negativos, disfuncionais ou problemáticos de forma mais profunda. Nossa atenção volta-se ao básico, ao desconforto principal, mas não há espaço e nem palavras para descrever e alimentar todos os desconfortos, sensações e dúvidas subsequentes.

Aprender um novo idioma não é algo fácil, mas muitas vezes superestimamos as dificuldades desse desafio enquanto subestimamos os benefícios que tal aprendizado pode nos proporcionar – o mesmo ocorre com várias tarefas ou objetivos que temos.

Para pensar: será que em outro idioma, os pensamentos também seriam ininterruptos em sua mente?

Minha experiência: nesses momentos, naturalmente eu consigo ter mais controle e consciência sobre o que estou pensando, até porque muitas vezes é preciso pensar para então formar o pensamento ou frase em outro idioma.

Além disso, essa dica tem como “brinde” o aprendizado de outra língua, o que talvez possa ser muito útil futuramente. Eu aconselho iniciar pelo inglês (ou ficar apenas nele), pois é considerada a língua padrão dos seres humanos. Se o seu interesse for por esse idioma, sugiro que veja o post 8 maneiras de melhorar o seu inglês.

“Aprenda um idioma e você ganhará um segundo par de lentes através do qual poderá questionar e compreender o mundo”.
Timothy Ferriss


2) Pratique mindfulness
Estar presente de forma integral e consciente no “agora” diminui os pesados e muitas vezes desnecessários fardos de preocupações e ansiedades.

Se quiser saber mais sobre o assunto, veja aqui meu post sobre essa técnica.


3) Aprenda Libras
Além da eventual utilidade em caso de necessidade, principalmente para quem trabalha com o público externo, a estrutura e o raciocínio enxuto dessa linguagem também ajuda a tornar nossa mente mais clara devido ao uso de frases e sinais breves e diretos.
Além disso, em uma sociedade que está começando a pensar com seriedade na questão da acessibilidade, estar capacitado para a comunicação com surdos pode ser profissionalmente bem interessante.
Para iniciantes, além de muita informação e vídeos disponíveis na internet, eu gostaria de sugerir o curso Introdução à Libras do ENAP – Escola Nacional de Administração Pública, que possui muitos vídeos explicativos e certificado, se aprovado. As turmas são abertas periodicamente, basta verificar o calendário de cursos no próprio site. Clique aqui para ver o catálogo.


Conclusão
Acredito que essas 3 dicas sejam auxiliares muito úteis para o alcance de um diálogo interno mais direto e saudável. Dessa forma, é possível nos conhecermos melhor, sabendo de forma clara quais são nossos valores e objetivos. Além disso, conseguiremos eliminar de nossas vidas o excesso de detalhes improdutivos, desnecessários, disfuncionais e estressantes. Com certa frequência nos perdemos nos detalhes e até nos detalhes dos próprios detalhes, algo que diminuirá significativamente, pois teremos mais controle sobre nossos pensamentos.

Você utiliza alguma dessas técnicas para deixar a mente mais clara? Ou conhece outras? Convido-o a compartilhar aqui suas dicas, para enriquecer ainda mais o post e consequentemente nossas vidas.


Créditos da imagem: Idea Go Free Digital Photos