terça-feira, 22 de agosto de 2017

Minha coleção de hemoglobinas


05/07/2017 tornou-se um dia inesquecível para mim. Ao descer do ônibus que utilizo para ir ao trabalho, pisei em um desnível, caí e torci o tornozelo.

Doeu demais.

Entorse
O motorista foi embora, mesmo tendo visto o que ocorreu pelo espelho retrovisor. Fiquei com aquela sensação de impotência, raiva, vulnerabilidade e outros sentimentos afins.

“Só pode ser um sonho” – foi o meu primeiro pensamento, pois o dia anterior já havia sido tenso.

Sentido uma dor considerável, consegui caminhar os 800 metros até o meu local de trabalho – como o trajeto ficou longo! 

Então notei que havia um grande edema em meu tornozelo esquerdo, em formato de bola, que no laudo do exame foi descrito com o curioso nome “coleção de hemoglobinas”. Felizmente não houve fraturas ou rompimentos, mas diversos estiramentos de ligamentos, edemas, inflamações e todas as dores e sensações que os acompanham, como intensas “agulhadas” e uma espécie de coceira interna (coisas totalmente novas para mim).

Passaram-se praticamente 7 semanas.
Dias de repouso, imobilização, preocupação, compressas de gelo, pesadelos, ansiedade e tensão. As dores e os edemas estão lenta e gradativamente diminuindo, assim como a ansiedade e a tensão.


No início de agosto comecei as sessões de fisioterapia. Nunca imaginei que em tão pouco tempo a amplitude de movimentos fosse tão afetada. Alguns exercícios são desconfortáveis e dolorosos, mas necessários. Assim é também a vida: momentos bons e ruins alternam-se ininterruptamente, com alguns durando mais e outros durando menos.

Não podemos nem conseguimos controlar tudo o que nos acontece – algo desconfortável e desagradável para todos nós (ou pelo menos para a maioria).

Segundo o princípio 90/10 de Stephen Covey, 10% do que ocorre na vida estão relacionados com o que se passa conosco. Os outros 90% estão relacionados com a forma como reagimos ao que nos ocorre. Durante esse tempo (e com uma boa dose de esforço), tenho tentado colocar isso em prática com boas leituras, bom pensamentos, boa música, alimentação e sono adequados (esses 2 últimos são especialmente importantes para a recuperação e para a saúde em geral).

Esse tem sido um tempo pare treinar a disciplina e a concentração, para modificar hábitos alimentares errados (espero ter força de vontade para continuar por esse caminho). E o mais importante: fortalecimento e mais comprometimento espiritual.


“Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus”.
Romanos 8:28

Racionalmente não é fácil pensar dessa forma. Talvez seja até impossível. Mas é assim que quero compreender não só o que ocorreu comigo, mas a vida em geral.

Quantos acontecimentos são casuais?
Quantos são desvios de caminho?
Quantos são livramentos?
Quantos são “coincidências” surpreendentemente incríveis?
Quantos são inicialmente ruins, mas que transformam-se em coisas boas com o passar do tempo?

Não sabemos. Pelo menos por enquanto.


Até a próxima.


Créditos da imagem: yodiyim - Free Digital Photos

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Os alimentos mais viciantes da atualidade



Um grupo de pesquisadores da Universidade Michigan (EUA) fez um estudo no ano de 2015, com o objetivo de descobrir quais são os alimentos mais viciantes da dieta moderna, que tanto valoriza o sabor e a praticidade dos alimentos prontos.

Dos 20 alimentos citados, acredito que a maioria faça parte da alimentação diária de muitos leitores do blog.

Fiquei surpresa ao verificar que nozes e ovos também fazem parte desse grupo.  Isso ocorre por serem alimentos ricos em gordura. Os outros, além de gordura, podem ser ricos em açúcar e/ou altamente processados.


Pizza


O que exatamente causa o vício?
Segundo o professor Gilberto Brasiliano, o “centro de recompensas” que temos no cérebro é ativado por alimentos ricos em açúcar e gordura, sendo essa a mesma área relacionada à vícios.

“Os alimentos altamente processados tendem a desencadear respostas biológicas que são semelhantes às de comportamentos viciantes, principalmente por estarem relacionados a altos níveis de recompensa ” – explica o professor Gilberto Brasiliano.

Confira abaixo a lista dos alimentos mais viciantes.

20 – Ovos
19 -  Nozes
18 – Muffins
17 – Bife
16 – Gummies
15 – Cereal matinal
14 – Pipoca amanteigada
13 – Salgadinhos assados
12 – Frango frito
11 – Bacon
10 – Queijo
09 – Bolo
08 – Refrigerante
07 – Cheeseburger
06 – Batata-frita
05 – Sorvete
04 – Cookies
03 – Salgadinhos
02 – Chocolate
01 – Pizza

Fiquei surpresa ao constatar que pizza está em primeiro lugar, principalmente por ser predominantemente salgada.

A mesma pesquisa demonstra também que os alimentos não processados, com nenhum ingrediente refinado são os alimentos menos viciantes. Entre eles estão: pepino, arroz integral, banana, morango, cenoura, brócolis.


Testando!
Para mim, somente o item 2 é viciante, mas não de forma exagerada. Os outros que consumo (9, 15, 19, 20 e 10 – somente muzzarela) não alcançaram esse status, pois raramente percebo que quero muito consumir algum deles, pois não fazem tanta diferença em meus hábitos alimentares.



Agora é a sua vez!
Gostaria de sugerir que você também fizesse esse teste por algumas semanas ou meses, para verificar quais alimentos são mais propensos a desencadear esse tipo de resposta biológica em seu organismo.

Na lista acima com o top 20 não há nenhuma fruta, verdura, tubérculo ou legume. Talvez porque a composição química desses alimentos seja equilibrada, com o objetivo de alimentar e não de viciar ou sobrecarregar o organismo – se consumidos em quantidades adequadas.

A maioria dos alimentos da lista proporciona o aumento dos radicais livres, que por sua vez acelera o envelhecimento. Além disso, sobrecarrega o pâncreas devido aos constantes picos glicêmicos e pode acarretar outros problemas agudos e crônicos.

Segundo Conceição Trucom, “hoje sabe-se que o pâncreas é um órgão atrofiado devido ao enorme estresse que sofre desde a mais tenra idade. E uma informação chocante: hoje, uma criança com 2-3 anos de idade já consumiu todo o açúcar que um adulto 100 anos atrás, consumia ao longo de toda a sua vida.”


Então eu pergunto: precisamos mesmo desses alimentos?




Cesta de frutas

Quanto mais natural o alimento for, melhor para a saúde.

A simplicidade, tão esquecida em vários aspectos da vida, parece também ter sido relegada à segundo plano na alimentação. Mas não precisamos – e nem devemos – deixar que os hábitos da sociedade de consumo dominem também essa área fundamental da vida.

Por motivos óbvios, a indústria quer vender. Mas será que precisamos mesmo comprar?


Pense nisso!




Créditos da imagens:
Pizza:  artemisphoto - Free Digital Photos
Cesta de frutas:  Ambro - Free Digital Photos 

Referências:
http://boaforma.abril.com.br/dieta/os-alimentos-mais-viciantes-segundo-um-estudo-de-michigan/
http://www.megacurioso.com.br/ciencia/85701-pesquisa-revela-quais-sao-os-20-alimentos-mais-viciantes-de-todos.htm
http://ns.umich.edu/new/noticias-em-portugues/22762-igual-a-nicotina-e-o-alcool-batata-frita-chocolate-e-pizza-tambem-viciam
http://ns.umich.edu/new/noticias-em-portugues/22762-igual-a-nicotina-e-o-alcool-batata-frita-chocolate-e-pizza-tambem-viciam
http://www.boasaude.com.br/noticias/701/acucar-no-sangue-pode-aumentar-producao-de-radical-livre.html
http://www.envelhecimento.med.br/radicaisLivres.php
http://www.minhavida.com.br/beleza/materias/4973-acucar-causa-envelhecimento-da-pele
https://www.docelimao.com.br/site/especial-kids/alimentacao/435-acucar-gostoso-veneno-ou-doce-ilusao.html
http://www.mundoboaforma.com.br/como-os-picos-de-insulina-afetam-seu-corpo-e-como-evita-los/
http://riodesaude.blogspot.com.br/2014/09/nao-sobrecarregar-o-pancreas-causando.html



terça-feira, 1 de agosto de 2017

Computadores x Descargas Elétricas


A conexão via cabo da rede de telefonia, através da qual recebemos os dados da internet, não pode possuir filtros, pois tais dispositivos prejudicam a intensidade do sinal, que é muito sensível à interferências.

Modem

Por isso, sobretensões na rede externa – principalmente aquelas ocasionadas por intempéries – podem prejudicar os equipamentos que estejam diretamente conectados à linha telefônica, causando danos aos componentes do modem ou do computador. O segundo caso ocorreu com um colega de trabalho e então pensei em criar esse post, pois suponho que muitas pessoas não saibam que a corrente pode passar pelo modem e atingir a placa-mãe do computador, assim como eu não sabia.

A sobrecarga danificou 3 capacitores, que custaram menos de R$ 2,00 cada, mas a mão de obra custou R$ 130,00. Não sei se o preço foi caro ou não, mas sei que a formação técnica em eletrônica/informática não é barata e exige muita dedicação. Além disso, soldar capacitores (ou qualquer outra coisa) em uma placa-mãe, que tem tantas trilhas e componentes tão próximos, não é para qualquer um. Sobre esse assunto, gostaria de sugerir a leitura do post: Quanto vale o seu conhecimento? Postar link quanto vale o seu conhecimento?

Assim como somos instruídos a retirar os aparelhos eletrônicos das tomadas em caso de tempestades, o mesmo deveria ocorrer com o cabo telefônico conectado ao modem. De qualquer forma, fica a dica. Como precaução, tenho feito assim desde o ocorrido.

Até a próxima!


Créditos da imagem: interphasesolution - Free Digital Photos

terça-feira, 25 de julho de 2017

Ignorância Seletiva


O excesso de informações e estímulos mentais aos quais somos expostos diariamente é enorme, mas não costumamos dar muita – ou nenhuma – atenção a essa questão.
Muitas vezes, isso ocorre não por falta de interesse, mas simplesmente por falta de conhecimento.

Para melhor compreensão sobre o assunto, sugiro um exercício: pense na quantidade de informações irrelevantes para a sua vida que tomaram o seu tempo nas últimas 24 horas. Ou faça esse teste nas próximas 24 horas.
Tenho quase certeza que irá se surpreender com a grande quantidade de informações irrelevantes ou até mesmo inúteis que fizeram parte desse curto período de tempo de sua vida.

Agora, pense nisso de forma mais ampla. Meses. Anos. Décadas.

Acredito que se fosse possível somarmos a quantidade de tempo que perdemos com coisas inúteis, ficaríamos chocados.

Se aprofundássemos o pensamento para o fato de que a vida é formada por tempo (segundos, minutos, dias, anos), acredito que ficaríamos mais do que chocados.

Quanto do seu precioso, insubstituível e finito tempo foi praticamente perdido com informações irrelevantes?


Vida

Assim como águas passadas não movem moinhos, é importante ficar atento a essa questão. É fundamental aprendermos a filtrar o que é importante para nós, independentemente de ser um assunto muito comentado, mas que não causa impacto algum em nossas vidas – e muitas vezes nem é do nosso interesse.

É muito importante termos sabedoria para utilizar nosso tempo e nossa mente com temas realmente importantes para nós, temas que sejam relevantes e auxiliares no crescimento pessoal e como membros da sociedade.


Ideias

Além disso, dificilmente ideias surgirão em uma mente tão ocupada com notícias diárias.

Por isso, convido você a praticar a ignorância seletiva por uma semana. Então, você verá quanto tempo e vida desperdiçou com notícias e fatos banais, fúteis e totalmente inúteis a você mesmo.

Pense nisso!


Para saber mais sobre o assunto:
Nós escolhemos a realidade que queremos viver
http://www.valoresreais.com/2014/08/11/nos-escolhemos-realidade-que-queremos-viver/
Ignorância Seletiva
http://transcendenciafinanceira.com/ignorancia-seletiva.html

Créditos das imagens: 
Vida - Sira Anamwong - Free Digital Photos
Ideias - jscreationzs - Free Digital Photos


sexta-feira, 21 de julho de 2017

A determinação para achar o sentido da vida - Eduardo Marinho at TEDxAvCataratas



Reflexões óbvias para poucos, mas que no fundo, acredito que todos saibam.
Será que realmente temos a sensação de realização genuína?

Descrição no YouTube:
Eduardo Marinho, artista plástico com histórias fora do convencional, compartilhará suas perspectivas únicas e profundas da vida urbana. Ele consegue fazer as pessoas lembrar coisas que elas sabem, mas, geralmente, esquecem.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Entretenimento x contentamento


Há algum tempo, em uma conversa entre colegas, ouvi algo que acho merecer um post. 

Era manhã de segunda-feira e um deles falou, todo sorridente:
- Passei o fim de semana inteiro assistindo o seriado X no Ne....ix.
- Que legal! Eu também preciso
(precisa mesmo?) assistir o seriado Y – outro respondeu.
 

Controle remoto

Aparentemente todos aprovaram a maneira como o fim de semana fora utilizado. Menos eu, que obviamente fiquei quieta, mas me sentido deslocada, vivendo em uma sociedade com hábitos aparentemente comuns, mas para mim tão estranhos e distantes da minha essência. Veja aqui a diferença entre comum e normal.

Essa não foi a primeira pessoa que ouço dizer ter gasto suas horas sua vida assistindo de forma sucessiva vários episódios de temporadas de seriados. Então, fiquei pensando: será que após 5 horas assistindo televisão ininterruptamente, a pessoa ainda está se divertindo de verdade? Ou será que continua assistindo, na esperança de obter a mesma sensação de divertimento que as outras pessoas dão a entender que conseguem?

Será que alguém consegue mesmo se divertir assistindo televisão como no exemplo inicial do post?

Já ouvi relatos semelhantes de pessoas de várias faixas etárias: 20, 30, 40, 50 anos. E acho que você também. Mas nunca vi nenhuma criança falar algo assim. Acho que nem elas teriam paciência para ficar tanto tempo em frente à televisão de forma estática (exceção para os videogames). Além disso, seus pais não permitiriam.

Sinceramente, não vejo sentido em hábitos como esse. Talvez sejam hábitos de uma sociedade ávida por consumo, novidades, informação, realização, diversão, entretenimento, contentamento, completude, felicidade...
Hábitos de uma sociedade que anseia por uma vida que faça sentido.
Que anseia pela vida que realmente vale a pena ser vivida. Sobre isso, indico o video "Um instante de vida que poderia durar um pouco mais", do professor Clóvis de Barros Filho. Clique aqui para assistir.



Praia


Créditos das imagens:
Praia - worradmu - Free Digital Photos
Controle remoto - graur razvan ionut - Free Digital Photos


terça-feira, 11 de julho de 2017

Como aumentar a produtividade e o foco


Você já reparou que quando há algo importante a fazer, frequentemente o cérebro fica nos lembrando da tarefa pendente?

Por exemplo, procurar um documento, pagar uma fatura, agendar uma consulta médica, anotar uma ideia, comprar algo não habitual no supermercado, verificar o extrato bancário... enfim, são várias “pequenas” tarefas importantes que não fazem parte do cotidiano que ficam “martelando” na mente.

 

Post it


Se a tarefa puder ser concluída em menos de 2 minutos, o ideal é executá-la logo, resolvendo assim a questão. Veja aqui sobre a Regra dos 2 Minutos.

Se isso não for possível, o ideal é anotá-la em uma Lista de Tarefas ou em uma Agenda, pois dessa forma o cérebro fica “liberado” da obrigação da lembrança contínua da questão pendente.

O resultado?
A concentração, o foco e a produtividade melhoram significativamente.
Simples e eficaz.

Em minha vida esse hábito tem proporcionado excelentes resultados e espero que aconteça o mesmo para você.

Recomendo também a leitura da resenha do livro Você sabe estudar? – Parte 1 e Parte 2, que aborda técnicas para a obtenção de melhores resultados nos estudos.

 

Até a próxima!

Créditos da imagem: Graphics Mouse - Free Digital Photos

terça-feira, 4 de julho de 2017

Quanto vale o seu conhecimento?


Muitas vezes achamos que o preço pago por um serviço é caro demais.
Mas será que é mesmo?
 

Certo dia, o gerente de uma multinacional teve um problema com seu computador que utilizava para gerenciar mais de 20 filiais de sua empresa. Não podendo perder tempo com isso, chamou um técnico para que resolvesse o problema de seu computador o mais rápido possível.

O técnico chegou, olhou, olhou e olhou... Após alguns minutos (poucos), apenas apertou um parafuso e o computador voltou a funcionar perfeitamente.

O executivo perguntou ao técnico quanto tinha ficado o serviço. 

O técnico simplesmente respondeu “mil reais”. 
O executivo não entendeu o motivo de o valor ter sido tão alto, então, para ver se colocava o técnico em uma encruzilhada pediu para que fizesse um relatório do serviço.

Electronic Fixing

Então o técnico lhe apresentou o seguinte relatório:
Apertar o parafuso = R$1,00.
Saber qual parafuso apertar: R$999,00.
Total: R$1.000,00.

Sem dizer nada, o executivo fez o cheque e pagou.



Fonte da parábola: http://www.administradores.com.br/artigos/negocios/quanto-vale-o-seu-conhecimento/24813/

Créditos da imagem: Surachai - Free Digital Photos

terça-feira, 27 de junho de 2017

Na jornada com Cristo (Max Lucado) – Resenha




Max Lucado

O livro possui 160 páginas e é basicamente formado por reflexões curtas, de 2 a 4 páginas retiradas de outros livros do autor.
 

No final há um esboço para um plano de ação com objetivos e providências a serem tomadas. Uma semana, 1 mês, 6 meses, 1 ano, etc. Achei interessante a marcação de datas, pois os termos curto, médio e longo prazo muitas vezes acabam se tornando muito vagos, dificultando o alcance dos objetivos.

A descrição na contracapa nos instiga a refletir um pouco mais sobre o sentido da vida e o motivo de fazermos o que fazermos – trabalhar, estudar, etc.
 

Max Lucado
(para ampliar, clique nas fotos)

O livro proporciona uma leitura agradável, tranquila, leve e de fácil entendimento. Apresenta questões relevantes, mas não de forma mais substancial ou profunda. São reflexões para momentos de dúvidas ou dificuldades, que podem proporcionar algum alento, alguma “luz” no sentido de clarear um pouco a mente.

Posteriormente farei comentários sobre algumas reflexões que achei interessantes. Apesar de ser um livro predominantemente religioso, muitos textos são úteis para várias áreas da vida, independentemente de qualquer afinidade ou interesse por espiritualidade ou religiosidade.

Em minha opinião, o livro cumpre o objetivo proposto – apesar de não ser o tipo de leitura que me agrade tanto, pois prefiro livros com conteúdo mais profundo e desafiador.

Até a próxima!


terça-feira, 20 de junho de 2017

Shopping Center


Shopping Center
Nunca gostei de shoppings centers. Como o próprio nome diz, sempre os vi em primeiro lugar como locais de consumo, muitas vezes impulsivos ou compulsivos.

Locais onde o layout, a iluminação, a temperatura, os sons e os perfumes são minuciosamente planejados de forma a proporcionar sensações de bem-estar e tranquilidade, que por sua vez geram um tipo meio difuso, confuso e irreal de confiança e otimismo que induzem muitos ao consumo.

Nunca entendi muito bem o motivo das pessoas gostarem tanto de shoppings centers, ainda mais em pleno século XXI, no qual grande parte das compras são feitas online. Mesmo neste cenário, a quantidade de empreendimentos desse tipo continua a crescer no Brasil.

Porque as outras opções de atividades e passeios aos finais de semana não conseguem atrair muitos dos frequentadores dos shoppings centers? Encontrei uma resposta bem coerente e adequada na crônica Lugar de Passear, de Ivan Ângelo.

Inicialmente ele cita que há aproximadamente 50 anos eram comuns passeios em ruas de compras, galerias e grandes magazines como Mappin e Mesbla. Mas hoje, quem consideraria seguro e um bom programa familiar, passeios por ruas como a 25 de março em São Paulo? Quem em sã consciência levaria seus entes queridos para passear nesses locais, que geralmente são sujos, esburacados, pichados, com construções mal-acabadas, flanelinhas por todos os lados, poluição de todos os tipos, trombadinhas, falta de cidadania e falta de segurança?

Em geral, o shopping center é um ambiente familiar, organizado e seguro que proporciona ao menos momentaneamente a liberdade e a dignidade perdidas de poder sentar-se em um banco para conversar ou tomar um sorvete tranquilamente, de poder caminhar de forma descontraída sem desconfiar do rapaz que vem em sua direção. Nesse ponto faço uma ressalva, pois até os shoppings centers foram atingidos pela violência que assola o país. Precisamos ter cautela em todos os locais que frequentamos, pois não há lugar 100% seguro. Além disso, segundo os especialistas em segurança, pessoas distraídas são alvo fácil. Veja aqui. Mesmo assim, felizmente a incidência de ocorrências desse tipo no interior dos shoppings centers é menor.

Os passeios nesses locais tornaram-se comuns, mas não deveriam ser encarados com tanta normalidade (veja aqui a diferença entre comum e normal), ainda mais se levarmos em conta o clima e as opções de entretenimento naturais e urbanas das cidades brasileiras de médio e grande porte.

É triste ver o nível de degradação e dos problemas cada vez mais crônicos das cidades. Parece até que dentro dos shoppings centers estamos em outro país, no qual cidadania, dignidade, segurança, liberdade, educação e limites não são meras palavras de dicionário úteis apenas para enfeitar discursos em períodos eleitorais nesse país.


Créditos da imagem: cp2studio - Free Digital Photos

terça-feira, 13 de junho de 2017

Servir da melhor forma possível. Sempre.


Sempre que pensamos em dons espirituais, pensamos e queremos possuir os que consideramos mais relevantes, aqueles considerados realmente importantes pela sociedade, independentemente de qual seja a sua crença. Mediunidade, exorcismo, cura, premonição, pregação, profecia, etc.

Pensamos em grandes chamados, grandes oportunidades, grandes realizações. Pensamos tanto nisso, que acabamos perdendo de vista o que Deus realmente gostaria que fizéssemos em Sua obra, pois cada um tem uma função, assim como ocorre em nosso próprio corpo.

Tudo o que chegar às nossas mãos, devemos fazê-lo da melhor forma possível, para que nosso testemunho fale mais alto do que nossas palavras. Como diz o ditado, a palavra convence, mas o exemplo arrasta.

Para ilustrar, gostaria de compartilhar uma breve parábola que me tocou profundamente.


"Uma mãe pensava no quanto gostaria de fazer um serviço que considera importante e de valor para Deus, mas com tantos afazeres domésticos e uma filha de 4 anos, não conseguia transformar seu objetivo em realidade.

Então, sua filha pediu:
- Mamãe, conserta o braço da minha boneca? Eu não consigo!

Por várias vezes a criança pediu ajuda para esse problema que para ela era muito importante, mas a mãe estava tão concentrada em seus pensamentos, que não ajudou a filha e ainda brigou até que a menina desistiu e foi embora. A mãe queria apenas sossego naquele momento. E mais nada.

Então, desapontada, a menina saiu choramingando e adormeceu em um canto da casa com a boneca no colo.

Após algum tempo, a mãe viu a menina adormecida, ainda com lágrimas no rosto e a boneca no colo.

E só então entendeu a lição: um pequeno serviço a ser feito, mas muito importante para a filha.

Servir ao Senhor da melhor forma possível, onde estivesse. Essa era a sua missão."



Os benefícios dessa atitude serão muitos, não só no âmbito espiritual, mas em vários outros aspectos da vida, pois agindo assim, novas conexões cerebrais serão criadas reforçando um hábito, o que trará como resultado mais satisfação pessoal, bem estar e muitos outros benefícios.

Pense nisso!



Felicidade


Créditos da imagem: Stuart Miles - Free Digital Photos

sexta-feira, 9 de junho de 2017

O que aprendi com 10 dias de silêncio - Renato Stefani - TEDxMauá


Esse vídeo fala entre outras coisas, sobre a impermanência da natureza versus a permanência que desde cedo somos doutrinados a buscar. Muitas vezes (ou quase nunca) percebemos, mas as consequências desse hábito podem ser desastrosas.

"De acordo com nossos valores ocidentais, confundimos conforto com felicidade. Temos a ilusão de que o quentinho da cama é a felicidade. Mas não é." - diz o palestrante

Esse vídeo também fala sobre a intolerância à dor, o que me fez lembrar de um post que escrevi sobre isso, o texto Geração Analgésico.

terça-feira, 6 de junho de 2017

Borderline e Psicopatia - Consultorio de Familia


Esse vídeo esclarecedor é continuação do programa apresentado no post da semana passada.
Muitas vezes pensamos que algumas atitudes nossas ou de pessoas com as quais convivemos são normais, mas em alguns casos não são. Por isso, a informação é muito importante.
Sobre o assunto, fiz também a resenha do livro Psicopatas do cotidiano - Katia Mecler




terça-feira, 30 de maio de 2017

A Neurociência da Felicidade - Consultório de Família


Esse vídeo tem aproximadamente 55 minutos, por isso não vou me estender na introdução. São abordadas as novas descobertas da neurociência em relação à felicidade e também um pouco sobre psicopatias (sobre esse assunto, fiz a resenha do livro Psicopatas do cotidiano (Katia Mecler).



terça-feira, 23 de maio de 2017

Sabedoria todo dia (Lourival Lopes) - Resenha



Esse pequeno livro em formato de bolso possui 366 páginas. Em cada um delas há uma reflexão prática, que pode ser lida em menos de 2 minutos de maneira lenta, o que é mais adequado para esse tipo de leitura.

Sabedoria todo dia - Lourival Lopes
(clique na imagens do post para ampliá-las)

As reflexões são numeradas sequencialmente para serem lidas durante 1 ano. Ou podem ser lidas de forma aleatória, abrindo-se 1 página ao acaso - o que fiz desde que ganhei esse livro.

Esse ano resolvi mudar e escolhi a leitura sequencial, o que está sendo interessante e útil por 2 motivos principais:
1) A leitura realmente completa do livro;
2) Mais disciplina e comprometimento com a leitura, pois uma página específica para cada dia aumenta também o poder de criação desse hábito diário.

Na apresentação, o autor descreve um dos objetivos do livro:

"As mensagens aqui apresentadas destinam-se a dar fortaleza ante as necessidades do cotidiano e a acender luzes permanentes de sabedoria e amor, posto que estão impregnadas de espiritualidade e elevação."

Coloco abaixo uma das mensagens, para que você tenha uma pequena ideia do que encontrará neste livro.


Sabedoria todo dia - Lourival Lopes

Conclusão
Um oásis em meio a grande quantidade de informações, demandas, pressões, decepções e problemas cotidianos: é assim que considero esse livro.
Leitura fácil, agradável, com textos curtos e profundos, que podem ser muito úteis como auxiliares em nosso crescimento interior.


Recomendo!

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Felicidade é aqui e agora - Clóvis de Barros Filho - TEDxSãoPaulo


"Cada instante da vida é uma oportunidade mágica, irrecuperável, absolutamente inédita, nunca antes vivida.
É esse momento que eu tenho para fazer nesse lugar, o melhor que eu puder fazer."

Clóvis de Barros Filho

terça-feira, 16 de maio de 2017

Pobre demais para morar no Brasil


Hoje eu gostaria de compartilhar um video muito interessante.
O custo de vida no Brasil é muito alto em relação à outros países e além disso a ostentação é muito forte. E para piorar o que já é ruim, a péssima qualidade do transporte público tornou o fato de ter um automóvel quase uma obrigação para o brasileiro. E quem não tem, muitas vezes é visto até como um ser de outro planeta.

O video faz comparações breves entre os preços que pagamos aqui e os preços praticados em outros países. A diferença chega a ser surreal. Para finalizar, aborda também a diferença entre consumo consciente e consumismo. 

Vale muito a pena ver.




Até a próxima!

terça-feira, 9 de maio de 2017

É para isso que você trabalha


Há alguns meses vi uma propaganda de um automóvel com a frase-título deste post.

Então pergunto: É?
É para isso mesmo que você trabalha?

Frase simples, comum, muito conhecida.
Frase afirmativa, quase imperativa.
Frase daquelas que tocam emocionalmente as pessoas, incentivando-as ao consumo – uma das principais atribuições do tão poderoso marketing da atualidade.

Fiquei pensando no impacto dessa propaganda (a frase e a imagem) na mente das crianças, que desde muito cedo começam a associar trabalho com consumo. Inicialmente e por motivos óbvios, não o seu próprio trabalho, mas o de seus pais.

Trabalhou? Compre!
Trabalhou? Compre!
Trabalhou mais? Compre mais!
Trabalhou menos? Ah, mesmo assim, vamos consumir como de costume!

Consumir...
Indefinidamente.
Sem muitos critérios ou sem nenhum critério.
Sem reflexões.
O importante é estar atualizado, é trocar o velho pelo novo.


Necessidades e desejos

O consumismo cada vez mais exagerado na época de final de ano nos mostra o legado que cada geração tem deixado: tudo sempre um pouquinho pior, com árvores cada vez maiores e mais enfeitadas, mais presentes, mais invenções – úteis ou inúteis – que o dinheiro pode comprar.
Exagero em compras de um lado, alegria do comércio de outro.

Voltando ao carro, em muitos casos a mente dos adultos parece ser muito semelhante à das crianças nesse sentido, mas com uma diferença: há uma longa lista de justificativas e razões para o consumo.
Eis algumas:
Eu mereço.
Eu trabalho para isso mesmo.
A vida é uma só.
Se eu morrer, vai ficar tudo aí mesmo...
Eu "preciso" desse ___________! (Precisa mesmo?)

Não existe uma campanha – e acho que nunca existiu -  que divulgasse algo como:
Esteja satisfeito com o que você já tem.
Você precisa mesmo comprar esse _______________?
Pense bem antes da compra!
Se o que você possui está funcionando e atende suas necessidades, por que quer comprar um novo?
Se você pensou em comprar algo por impulso, espere mais uma semana e veja o que acontece.

Utopia em um mundo capitalista. Eu sei.
Mas talvez em um futuro não tão distante, os problemas ambientais cada vez mais intensos e óbvios devido à exploração exagerada dos recursos naturais levem algumas empresas a um tipo de abordagem menos imperativa e afirmativa. Os acontecimentos ambientais puxam para esse lado enquanto o mercado puxa para o outro.
Quem prevalecerá?
Só o tempo dirá...

Por isso, afirmações como a do título precisam ser analisadas com muito cuidado e filtradas pela nossa mente, para não cairmos na tentação do consumo por impulso ou pela falsa sensação do “eu mereço”.

Gostaria de encerrar esse post com uma frase da qual gosto muito:


“Rico não é aquele que mais tem e sim aquele que precisa de menos."
Gretz



Até a próxima!



Créditos da imagem: Stuart Miles - Free Digital Photos

terça-feira, 2 de maio de 2017

Milagres


Quando falamos em milagres, geralmente qual é o nosso primeiro pensamento? Grandes feitos, curas impossíveis, livramentos improváveis. Tenho quase certeza de que neste momento você se lembrou de algum desses milagres que consideramos mais significativos. 

Mas e quanto aos pequenos milagres que ocorrem conosco diariamente, mas que não percebemos? Um desvio de caminho, uma palavra prejudicial não proferida, um encontro inusitado, um desencontro providencial... são muitos os pequenos milagres diários não percebidos.

Flores

O desabrochar de uma flor, a capacidade de recuperação dos corpos de todos os seres vivos, o funcionamento da mente - que nunca será totalmente compreendida pela ciência humana... pequenos milagres diários, que de alguma forma ajudam a dar sentido e sabor à vida, como se fossem peças de um enorme quebra-cabeças.

Hoje, olhe ao seu redor com bastante atenção.
Considerando o mundo superficial, consumista, confuso e violento no qual vivemos, talvez a sensação de completude, o ato de realmente viver o momento presente e a admiração pelas coisas simples também sejam verdadeiros milagres.

Para finalizar, gostaria de deixar uma reflexão atribuída ao filósofo francês Blaise Pascal.

"Blaise Pascal, um famoso filósofo e matemático francês, chegou para seu pai e disse:
- Papai, aconteceu um milagre comigo hoje!
- Sim meu filho, o que foi?
- Eu fiz uma viagem de 15 km a cavalo. Em um momento, meu cavalo galopava vagarosamente, tropeçou e caiu, mas não me machuquei.
- É verdade, meu filho, isso é um grande milagre. Contudo, aconteceu um milagre ainda maior comigo!
- O que foi papai?
- Eu também fiz uma longa viagem a cavalo. O meu cavalo galopava a toda velocidade e não tropeçou nenhuma vez!"


Pense nisso!


Fonte da reflexão: Livro Não desista dos seus sonhos - Hernandes Dias Lopes
Créditos da imagem: Arquivo pessoal


terça-feira, 25 de abril de 2017

Por que precisamos de tantas novidades?




Será que precisamos mesmo de tantas novidades?
Para que tanta tecnologia se nos tornamos cada vez mais escravos dela?


Para que tanto conforto se não conseguimos dormir em paz à noite?
Será que não temos perdido muito tempo com o excesso de coisas materiais e com a ansiedade por novidades?


Por que o TER se tornou mais importante do que o SER?


Por que tantas facilidades e comodidades não nos têm trazido a paz e a tranquilidade tão almejadas?
Por que há tantos olhares tristes e vazios enquanto as pessoas estão usando celulares e automóveis caríssimos e de última geração?
 

Por que não temos mais tempo para contemplar a criação de Deus, o mundo que Ele fez para nós? 
Por que não temos mais interesse e vontade em contemplar a natureza, o nascer da lua, o pôr do sol? 
Será mesmo que nos falta tempo ou isso é apenas uma desculpa muito bem aceita mental e socialmente?

Por que as coisas simples, as que realmente alimentam nossa alma, foram substituídas pelas que são complicadas e ineficientes para isso?


Será que precisamos mesmo de tantas "novidades"?




Pense nisso... 

Need and want balance


Créditos da imagem: David Castillo Dominici - Free Digital Photos



sexta-feira, 21 de abril de 2017

terça-feira, 18 de abril de 2017

8 maneiras de melhorar o seu inglês


Livros
Todos sabemos que o domínio da língua inglesa é cada vez mais importante na vida profissional e pessoal.
Cada vez mais no deparamos com termos em inglês nas ruas, nos produtos, na mídia em geral.
Por isso, hoje eu gostaria de apresentar algumas sugestões para a prática, lembrando que assim como em tudo na vida, disciplina e persistência são fundamentais para o alcance dos objetivos.



1) Duolingo
O site é bem completo, com dinâmica do curso e layout agradáveis.
Apresenta vários níveis, interação com outros usuários, treinamento em escrita, fala, audição e tradução de textos que são postados e corrigidos pelos próprios participantes.

2) ELS Podcast 

Há vários podcasts sobre temas diversos. No arquivo de áudio, a sequência geralmente é a seguinte: diálogo em velocidade mais lenta com duração de aproximadamente 2 a 3 minutos, explicação sobre o diálogo e novamente o diálogo em velocidade normal.
A explicação é interessante, pois quando há uma palavra nova (ou não muito utilizada) a mesma é soletrada para melhor compreensão. Além disso, a linguagem é bem clara e não tão rápida, o que facilita muito a compreensão para os não nativos.
No site, há também a transcrição do texto, caso seja necessário.

3) Sites e livros
Procure algum assunto pelo qual você se interesse para ler em inglês.
Há muitos sites e blogs com leitura fácil e agradável. Abaixo coloco os que mais gosto:
Lifechack 

Becoming Minimalist
Zen Habits

4) Músicas
Considero uma das melhores maneiras, pois é uma forma agradável de aprendizado, com a pronúncia correta desde o início.

5) E-mail
Se você estiver suficientemente familiarizado com o layout do seu servidor de e-mail, pode mudar o idioma para inglês, pois como já conhece as funções dos botões, ficará mais fácil assimilar as mesmas palavras em inglês de forma prática.

6) Mensagens
Enviar mensagens aos amigos que estiverem dispostos a treinar o idioma. Se possível, utilizar também os "idioms" (expressões idiomáticas), que auxiliam na melhor compreensão e comunicação.

7) Leitura audível 

Em voz alta ou baixa, para treinamento da pronúncia correta.

8) Filmes
Assistir filmes com o áudio original e legendas facilita muito o treinamento da audição e da pronúncia.


Espero que tenham gostado das dicas!

 

Até a próxima.


Créditos da imagem: Danilo Rizzuti - Free Digital Photos


terça-feira, 11 de abril de 2017

Psicopatas do cotidiano (Katia Mecler) – Resenha



Muitos livros inicialmente atraem mais a nossa atenção pela capa e título do que pelo conteúdo, mas em “Psicopatas do cotidiano” esses 3 fatores de complementam de forma qualitativa e criativa.


Psicopatas do Cotidiano

A capa merece destaque, pois a face inexistente é espelhada, por isso, a maioria de nós pode até reconhecer-se ali, se consideramos que possuímos um, algum ou muitos dos traços de personalidade descritos, obviamente não de forma intensa ou disfuncional. Ou sim, e nesse caso, é muito importante que a leitura seja feita de forma muito atenta, com humildade e com a mente aberta, pois naturalmente tendemos a negar ou tratar como normais, coisas e fatos que fogem da normalidade esperada. Em relação a esse assunto, veja o post: Comum ou normal?

A primeira frase da contracapa é: “de perto ninguém é normal”. Se pensarmos um pouco, rapidamente e sem muito esforço nos lembraremos de pessoas inseguras, instáveis, inflexíveis, lunáticas, submissas e desconfiadas.
 

Psicopatas do Cotidiano

Infelizmente tais pessoas não percebem o sofrimento que causam a si próprias e aos que com ela convivem.

O livro tem 256 páginas que são divididas em 16 capítulos. Aborda 10 tipos de transtornos de personalidade e as principais características que precisam ser levadas em conta para fechar o diagnóstico correto, tarefa que não é fácil segundo a autora. Além disso, também aponta algumas dificuldades de convivência e apresenta dicas para melhorá-las.

 

No 1º capítulo há uma curta história de ficção, que ocorre em um hospital. Essa é a base para a descrição dos transtornos (cada 1 das 10 personagens apresenta 1 transtorno específico). Além disso, para melhor compreensão, são utilizados personagens de filmes e livros famosos como exemplos de portadores dos transtornos.

Geralmente, a partir do final da adolescência, as pessoas com algum tipo de transtorno começam a apresentar um padrão de comportamento repetitivo e inflexível, causando danos a si mesmas e aos que com elas convivem.

É importante salientar que a autora deixa bem claro que neste livro o termo psicopata refere-se a atual classificação do CID-10, denominado transtornos específicos de personalidade. Sendo assim, não há nenhuma relação com a antiga classificação relacionada à perda de juízo da realidade, surtos, delírios e alucinações.

“A maneira como interagem com o meio ambiente é que as torna de difícil convivência”, saliente Katia Mecler.


O 2º capítulo do livro, Jeito de ser, é muito interessante pois aborda e explica os seguintes termos:
- Temperamento: “é herdado geneticamente e regulado biologicamente”.
- Caráter: “está ligado à relação do temperamento com tudo o que vivenciamos e aprendemos na relação com o mundo exterior”.
- Personalidade: “é uma organização dinâmica, resultante de fatores de ordem biopsicossocial”. É o nosso “jeito de ser”, único, original, com traços positivos e negativos funcionais. Quando há presença de características permanentes, rígidas e inflexíveis desde muito cedo, talvez estejamos diante de uma personalidade perturbadora, que afeta a si mesmo e todos à sua volta.

- Primeira classificação para o temperamento (elaborada por Hipócrates, na Grécia Antiga): sanguíneo, colérico, fleumático e melancólico.
- Classificação dos 4 domínios (estabelecida pelo psiquiatra Robert Cloninger a partir dos anos 90): evitação de danos, busca de novidades, dependência de recompensa e persistência.
- Sentimento oceânico (de Sigmund Freud): autodestrutividade, cooperatividade, autotranscendência).


O 3º capítulo continua com definições sobre:
- Domínios: características que, quando acentuadas, tornam a pessoa pouco funcional ou inadaptada (em uma ou mais áreas). São eles: afetividade, desinibição e psicoticismo.



No 4º capítulo é explicada a diferença entre transtorno mental e transtorno de personalidade.
O transtorno mental afeta a pessoa em determinadas fases da vida e é frequentemente controlado com medicação e terapia. Exemplos: depressão, distúrbio do pânico, transtorno bipolar e esquizofrenia.
O transtorno de personalidade é uma perturbação mental decorrente de falhas da estruturação do caráter. Não há alternância de fases, como na depressão. Por ser uma organização patológica da personalidade, a resposta à medicação é baixa.



Do 5º ao 14º capítulo são abordados os transtornos de forma individual.
Grupo A: esquizoide, esquizotípico e paranoide.
Grupo B: antissocial, bordeline, histriônico e narcisista.
Grupo C: dependente, evitativo e obsessivo-compulsivo.



O 15º capítulo, Salvando a própria pele, apresenta 9 questões para melhor compreensão do tema.



O 16º capítulo encerra o livro falando que é muito importante não deixar que a situação se transforme em um efeito dominó ao lidar com pessoas com transtornos de personalidade. Há também a indicação de terapia para quem convive com uma pessoa assim (para tornar a convivência mais tranquila) e para o portador (o que dificilmente ocorre, por causa da negação de que há um problema).

Em minha opinião, o único ponto negativo é não haver nenhuma dica sobre como lidar com o transtorno caso o leitor se reconheça com algum dos traços, sendo funcional ou disfuncional.

O livro é muito bom, esclarecedor e possui uma linguagem de fácil entendimento para leigos no assunto.



Recomendo!


Há também uma palestra no Youtube sobre o livro, com a própria autora. A duração é de aproximadamente 1h20min, mas vale muito a pena ver também.


 




Nessa palestra, em uma das perguntas finais, a autora diz que um psicopata não leria esse livro, pois o acharia chato, desinteressante e não conseguiria se identificar com nenhum dos distúrbios apresentados. Ao mesmo tempo, pessoas com poucas possibilidades de possuir tais transtornos se identificariam com vários dos traços de personalidade descritos (aconteceu comigo), teriam interesse no assunto e na leitura.

Se você não precisa conviver com pessoas portadoras dos transtornos de personalidade explanados no livro, que são mais comuns do que imaginamos, então, parabéns, você tem muita sorte!



Até a próxima!


sexta-feira, 7 de abril de 2017

Para começar bem o dia #1


Hoje vou iniciar uma nova postagem às sextas-feiras. Será uma frase, um vídeo, uma música ou uma foto. Algo para iniciar bem o dia.

Espero que gostem!



Albert Schweitzer






terça-feira, 4 de abril de 2017

Nosso elo com o paraíso


Ah, os cães! 
Só quem os tem ao seu lado sabe como são criaturas especiais, tão importantes auxiliadores para a harmonia e o equilíbrio diários. 
Eles nos dão muito, muito mais do que merecemos e não pedem absolutamente nada em troca.
Temos muito, muito mesmo a aprender com eles.

Cães
Os cães são nosso elo com o paraíso. 
Eles não sabem o que é maldade, inveja ou insatisfação. 
Sentar-se numa colina ao lado de um cão numa tarde maravilhosa, é estar de volta ao Éden, onde não fazer nada não era tédio - era paz.
Milan Kundera

Créditos da imagem: Bill Perry - Free Digital Photos