sexta-feira, 23 de junho de 2017

terça-feira, 20 de junho de 2017

Shopping Center


Shopping Center
Nunca gostei de shoppings centers. Como o próprio nome diz, sempre os vi em primeiro lugar como locais de consumo, muitas vezes impulsivos ou compulsivos.

Locais onde o layout, a iluminação, a temperatura, os sons e os perfumes são minuciosamente planejados de forma a proporcionar sensações de bem-estar e tranquilidade, que por sua vez geram um tipo meio difuso, confuso e irreal de confiança e otimismo que induzem muitos ao consumo.

Nunca entendi muito bem o motivo das pessoas gostarem tanto de shoppings centers, ainda mais em pleno século XXI, no qual grande parte das compras são feitas online. Mesmo neste cenário, a quantidade de empreendimentos desse tipo continua a crescer no Brasil.

Porque as outras opções de atividades e passeios aos finais de semana não conseguem atrair muitos dos frequentadores dos shoppings centers? Encontrei uma resposta bem coerente e adequada na crônica Lugar de Passear, de Ivan Ângelo.

Inicialmente ele cita que há aproximadamente 50 anos eram comuns passeios em ruas de compras, galerias e grandes magazines como Mappin e Mesbla. Mas hoje, quem consideraria seguro e um bom programa familiar, passeios por ruas como a 25 de março em São Paulo? Quem em sã consciência levaria seus entes queridos para passear nesses locais, que geralmente são sujos, esburacados, pichados, com construções mal-acabadas, flanelinhas por todos os lados, poluição de todos os tipos, trombadinhas, falta de cidadania e falta de segurança?

Em geral, o shopping center é um ambiente familiar, organizado e seguro que proporciona ao menos momentaneamente a liberdade e a dignidade perdidas de poder sentar-se em um banco para conversar ou tomar um sorvete tranquilamente, de poder caminhar de forma descontraída sem desconfiar do rapaz que vem em sua direção. Nesse ponto faço uma ressalva, pois até os shoppings centers foram atingidos pela violência que assola o país. Precisamos ter cautela em todos os locais que frequentamos, pois não há lugar 100% seguro. Além disso, segundo os especialistas em segurança, pessoas distraídas são alvo fácil. Veja aqui. Mesmo assim, felizmente a incidência de ocorrências desse tipo no interior dos shoppings centers é menor.

Os passeios nesses locais tornaram-se comuns, mas não deveriam ser encarados com tanta normalidade (veja aqui a diferença entre comum e normal), ainda mais se levarmos em conta o clima e as opções de entretenimento naturais e urbanas das cidades brasileiras de médio e grande porte.

É triste ver o nível de degradação e dos problemas cada vez mais crônicos das cidades. Parece até que dentro dos shoppings centers estamos em outro país, no qual cidadania, dignidade, segurança, liberdade, educação e limites não são meras palavras de dicionário úteis apenas para enfeitar discursos em períodos eleitorais nesse país.


Créditos da imagem: cp2studio - Free Digital Photos

terça-feira, 13 de junho de 2017

Servir da melhor forma possível. Sempre.


Sempre que pensamos em dons espirituais, pensamos e queremos possuir os que consideramos mais relevantes, aqueles considerados realmente importantes pela sociedade, independentemente de qual seja a sua crença. Mediunidade, exorcismo, cura, premonição, pregação, profecia, etc.

Pensamos em grandes chamados, grandes oportunidades, grandes realizações. Pensamos tanto nisso, que acabamos perdendo de vista o que Deus realmente gostaria que fizéssemos em Sua obra, pois cada um tem uma função, assim como ocorre em nosso próprio corpo.

Tudo o que chegar às nossas mãos, devemos fazê-lo da melhor forma possível, para que nosso testemunho fale mais alto do que nossas palavras. Como diz o ditado, a palavra convence, mas o exemplo arrasta.

Para ilustrar, gostaria de compartilhar uma breve parábola que me tocou profundamente.


"Uma mãe pensava no quanto gostaria de fazer um serviço que considera importante e de valor para Deus, mas com tantos afazeres domésticos e uma filha de 4 anos, não conseguia transformar seu objetivo em realidade.

Então, sua filha pediu:
- Mamãe, conserta o braço da minha boneca? Eu não consigo!

Por várias vezes a criança pediu ajuda para esse problema que para ela era muito importante, mas a mãe estava tão concentrada em seus pensamentos, que não ajudou a filha e ainda brigou até que a menina desistiu e foi embora. A mãe queria apenas sossego naquele momento. E mais nada.

Então, desapontada, a menina saiu choramingando e adormeceu em um canto da casa com a boneca no colo.

Após algum tempo, a mãe viu a menina adormecida, ainda com lágrimas no rosto e a boneca no colo.

E só então entendeu a lição: um pequeno serviço a ser feito, mas muito importante para a filha.

Servir ao Senhor da melhor forma possível, onde estivesse. Essa era a sua missão."



Os benefícios dessa atitude serão muitos, não só no âmbito espiritual, mas em vários outros aspectos da vida, pois agindo assim, novas conexões cerebrais serão criadas reforçando um hábito, o que trará como resultado mais satisfação pessoal, bem estar e muitos outros benefícios.

Pense nisso!



Felicidade


Créditos da imagem: Stuart Miles - Free Digital Photos

sexta-feira, 9 de junho de 2017

O que aprendi com 10 dias de silêncio - Renato Stefani - TEDxMauá


Esse vídeo fala entre outras coisas, sobre a impermanência da natureza versus a permanência que desde cedo somos doutrinados a buscar. Muitas vezes (ou quase nunca) percebemos, mas as consequências desse hábito podem ser desastrosas.

"De acordo com nossos valores ocidentais, confundimos conforto com felicidade. Temos a ilusão de que o quentinho da cama é a felicidade. Mas não é." - diz o palestrante

Esse vídeo também fala sobre a intolerância à dor, o que me fez lembrar de um post que escrevi sobre isso, o texto Geração Analgésico.

terça-feira, 6 de junho de 2017

Borderline e Psicopatia - Consultorio de Familia


Esse vídeo esclarecedor é continuação do programa apresentado no post da semana passada.
Muitas vezes pensamos que algumas atitudes nossas ou de pessoas com as quais convivemos são normais, mas em alguns casos não são. Por isso, a informação é muito importante.
Sobre o assunto, fiz também a resenha do livro Psicopatas do cotidiano - Katia Mecler




terça-feira, 30 de maio de 2017

A Neurociência da Felicidade - Consultório de Família


Esse vídeo tem aproximadamente 55 minutos, por isso não vou me estender na introdução. São abordadas as novas descobertas da neurociência em relação à felicidade e também um pouco sobre psicopatias (sobre esse assunto, fiz a resenha do livro Psicopatas do cotidiano (Katia Mecler).



terça-feira, 23 de maio de 2017

Sabedoria todo dia (Lourival Lopes) - Resenha



Esse pequeno livro em formato de bolso possui 366 páginas. Em cada um delas há uma reflexão prática, que pode ser lida em menos de 2 minutos de maneira lenta, o que é mais adequado para esse tipo de leitura.

Sabedoria todo dia - Lourival Lopes
(clique na imagens do post para ampliá-las)

As reflexões são numeradas sequencialmente para serem lidas durante 1 ano. Ou podem ser lidas de forma aleatória, abrindo-se 1 página ao acaso - o que fiz desde que ganhei esse livro.

Esse ano resolvi mudar e escolhi a leitura sequencial, o que está sendo interessante e útil por 2 motivos principais:
1) A leitura realmente completa do livro;
2) Mais disciplina e comprometimento com a leitura, pois uma página específica para cada dia aumenta também o poder de criação desse hábito diário.

Na apresentação, o autor descreve um dos objetivos do livro:

"As mensagens aqui apresentadas destinam-se a dar fortaleza ante as necessidades do cotidiano e a acender luzes permanentes de sabedoria e amor, posto que estão impregnadas de espiritualidade e elevação."

Coloco abaixo uma das mensagens, para que você tenha uma pequena ideia do que encontrará neste livro.


Sabedoria todo dia - Lourival Lopes

Conclusão
Um oásis em meio a grande quantidade de informações, demandas, pressões, decepções e problemas cotidianos: é assim que considero esse livro.
Leitura fácil, agradável, com textos curtos e profundos, que podem ser muito úteis como auxiliares em nosso crescimento interior.


Recomendo!

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Felicidade é aqui e agora - Clóvis de Barros Filho - TEDxSãoPaulo


"Cada instante da vida é uma oportunidade mágica, irrecuperável, absolutamente inédita, nunca antes vivida.
É esse momento que eu tenho para fazer nesse lugar, o melhor que eu puder fazer."

Clóvis de Barros Filho

terça-feira, 16 de maio de 2017

Pobre demais para morar no Brasil


Hoje eu gostaria de compartilhar um video muito interessante.
O custo de vida no Brasil é muito alto em relação à outros países e além disso a ostentação é muito forte. E para piorar o que já é ruim, a péssima qualidade do transporte público tornou o fato de ter um automóvel quase uma obrigação para o brasileiro. E quem não tem, muitas vezes é visto até como um ser de outro planeta.

O video faz comparações breves entre os preços que pagamos aqui e os preços praticados em outros países. A diferença chega a ser surreal. Para finalizar, aborda também a diferença entre consumo consciente e consumismo. 

Vale muito a pena ver.




Até a próxima!

terça-feira, 9 de maio de 2017

É para isso que você trabalha


Há alguns meses vi uma propaganda de um automóvel com a frase-título deste post.

Então pergunto: É?
É para isso mesmo que você trabalha?

Frase simples, comum, muito conhecida.
Frase afirmativa, quase imperativa.
Frase daquelas que tocam emocionalmente as pessoas, incentivando-as ao consumo – uma das principais atribuições do tão poderoso marketing da atualidade.

Fiquei pensando no impacto dessa propaganda (a frase e a imagem) na mente das crianças, que desde muito cedo começam a associar trabalho com consumo. Inicialmente e por motivos óbvios, não o seu próprio trabalho, mas o de seus pais.

Trabalhou? Compre!
Trabalhou? Compre!
Trabalhou mais? Compre mais!
Trabalhou menos? Ah, mesmo assim, vamos consumir como de costume!

Consumir...
Indefinidamente.
Sem muitos critérios ou sem nenhum critério.
Sem reflexões.
O importante é estar atualizado, é trocar o velho pelo novo.


Necessidades e desejos

O consumismo cada vez mais exagerado na época de final de ano nos mostra o legado que cada geração tem deixado: tudo sempre um pouquinho pior, com árvores cada vez maiores e mais enfeitadas, mais presentes, mais invenções – úteis ou inúteis – que o dinheiro pode comprar.
Exagero em compras de um lado, alegria do comércio de outro.

Voltando ao carro, em muitos casos a mente dos adultos parece ser muito semelhante à das crianças nesse sentido, mas com uma diferença: há uma longa lista de justificativas e razões para o consumo.
Eis algumas:
Eu mereço.
Eu trabalho para isso mesmo.
A vida é uma só.
Se eu morrer, vai ficar tudo aí mesmo...
Eu "preciso" desse ___________! (Precisa mesmo?)

Não existe uma campanha – e acho que nunca existiu -  que divulgasse algo como:
Esteja satisfeito com o que você já tem.
Você precisa mesmo comprar esse _______________?
Pense bem antes da compra!
Se o que você possui está funcionando e atende suas necessidades, por que quer comprar um novo?
Se você pensou em comprar algo por impulso, espere mais uma semana e veja o que acontece.

Utopia em um mundo capitalista. Eu sei.
Mas talvez em um futuro não tão distante, os problemas ambientais cada vez mais intensos e óbvios devido à exploração exagerada dos recursos naturais levem algumas empresas a um tipo de abordagem menos imperativa e afirmativa. Os acontecimentos ambientais puxam para esse lado enquanto o mercado puxa para o outro.
Quem prevalecerá?
Só o tempo dirá...

Por isso, afirmações como a do título precisam ser analisadas com muito cuidado e filtradas pela nossa mente, para não cairmos na tentação do consumo por impulso ou pela falsa sensação do “eu mereço”.

Gostaria de encerrar esse post com uma frase da qual gosto muito:


“Rico não é aquele que mais tem e sim aquele que precisa de menos."
Gretz



Até a próxima!



Créditos da imagem: Stuart Miles - Free Digital Photos

terça-feira, 2 de maio de 2017

Milagres


Quando falamos em milagres, geralmente qual é o nosso primeiro pensamento? Grandes feitos, curas impossíveis, livramentos improváveis. Tenho quase certeza de que neste momento você se lembrou de algum desses milagres que consideramos mais significativos. 

Mas e quanto aos pequenos milagres que ocorrem conosco diariamente, mas que não percebemos? Um desvio de caminho, uma palavra prejudicial não proferida, um encontro inusitado, um desencontro providencial... são muitos os pequenos milagres diários não percebidos.

Flores

O desabrochar de uma flor, a capacidade de recuperação dos corpos de todos os seres vivos, o funcionamento da mente - que nunca será totalmente compreendida pela ciência humana... pequenos milagres diários, que de alguma forma ajudam a dar sentido e sabor à vida, como se fossem peças de um enorme quebra-cabeças.

Hoje, olhe ao seu redor com bastante atenção.
Considerando o mundo superficial, consumista, confuso e violento no qual vivemos, talvez a sensação de completude, o ato de realmente viver o momento presente e a admiração pelas coisas simples também sejam verdadeiros milagres.

Para finalizar, gostaria de deixar uma reflexão atribuída ao filósofo francês Blaise Pascal.

"Blaise Pascal, um famoso filósofo e matemático francês, chegou para seu pai e disse:
- Papai, aconteceu um milagre comigo hoje!
- Sim meu filho, o que foi?
- Eu fiz uma viagem de 15 km a cavalo. Em um momento, meu cavalo galopava vagarosamente, tropeçou e caiu, mas não me machuquei.
- É verdade, meu filho, isso é um grande milagre. Contudo, aconteceu um milagre ainda maior comigo!
- O que foi papai?
- Eu também fiz uma longa viagem a cavalo. O meu cavalo galopava a toda velocidade e não tropeçou nenhuma vez!"


Pense nisso!


Fonte da reflexão: Livro Não desista dos seus sonhos - Hernandes Dias Lopes
Créditos da imagem: Arquivo pessoal


terça-feira, 25 de abril de 2017

Por que precisamos de tantas novidades?




Será que precisamos mesmo de tantas novidades?
Para que tanta tecnologia se nos tornamos cada vez mais escravos dela?


Para que tanto conforto se não conseguimos dormir em paz à noite?
Será que não temos perdido muito tempo com o excesso de coisas materiais e com a ansiedade por novidades?


Por que o TER se tornou mais importante do que o SER?


Por que tantas facilidades e comodidades não nos têm trazido a paz e a tranquilidade tão almejadas?
Por que há tantos olhares tristes e vazios enquanto as pessoas estão usando celulares e automóveis caríssimos e de última geração?
 

Por que não temos mais tempo para contemplar a criação de Deus, o mundo que Ele fez para nós? 
Por que não temos mais interesse e vontade em contemplar a natureza, o nascer da lua, o pôr do sol? 
Será mesmo que nos falta tempo ou isso é apenas uma desculpa muito bem aceita mental e socialmente?

Por que as coisas simples, as que realmente alimentam nossa alma, foram substituídas pelas que são complicadas e ineficientes para isso?


Será que precisamos mesmo de tantas "novidades"?




Pense nisso... 

Need and want balance


Créditos da imagem: David Castillo Dominici - Free Digital Photos



sexta-feira, 21 de abril de 2017

terça-feira, 18 de abril de 2017

8 maneiras de melhorar o seu inglês


Livros
Todos sabemos que o domínio da língua inglesa é cada vez mais importante na vida profissional e pessoal.
Cada vez mais no deparamos com termos em inglês nas ruas, nos produtos, na mídia em geral.
Por isso, hoje eu gostaria de apresentar algumas sugestões para a prática, lembrando que assim como em tudo na vida, disciplina e persistência são fundamentais para o alcance dos objetivos.



1) Duolingo
O site é bem completo, com dinâmica do curso e layout agradáveis.
Apresenta vários níveis, interação com outros usuários, treinamento em escrita, fala, audição e tradução de textos que são postados e corrigidos pelos próprios participantes.

2) ELS Podcast 

Há vários podcasts sobre temas diversos. No arquivo de áudio, a sequência geralmente é a seguinte: diálogo em velocidade mais lenta com duração de aproximadamente 2 a 3 minutos, explicação sobre o diálogo e novamente o diálogo em velocidade normal.
A explicação é interessante, pois quando há uma palavra nova (ou não muito utilizada) a mesma é soletrada para melhor compreensão. Além disso, a linguagem é bem clara e não tão rápida, o que facilita muito a compreensão para os não nativos.
No site, há também a transcrição do texto, caso seja necessário.

3) Sites e livros
Procure algum assunto pelo qual você se interesse para ler em inglês.
Há muitos sites e blogs com leitura fácil e agradável. Abaixo coloco os que mais gosto:
Lifechack 

Becoming Minimalist
Zen Habits

4) Músicas
Considero uma das melhores maneiras, pois é uma forma agradável de aprendizado, com a pronúncia correta desde o início.

5) E-mail
Se você estiver suficientemente familiarizado com o layout do seu servidor de e-mail, pode mudar o idioma para inglês, pois como já conhece as funções dos botões, ficará mais fácil assimilar as mesmas palavras em inglês de forma prática.

6) Mensagens
Enviar mensagens aos amigos que estiverem dispostos a treinar o idioma. Se possível, utilizar também os "idioms" (expressões idiomáticas), que auxiliam na melhor compreensão e comunicação.

7) Leitura audível 

Em voz alta ou baixa, para treinamento da pronúncia correta.

8) Filmes
Assistir filmes com o áudio original e legendas facilita muito o treinamento da audição e da pronúncia.


Espero que tenham gostado das dicas!

 

Até a próxima.


Créditos da imagem: Danilo Rizzuti - Free Digital Photos


terça-feira, 11 de abril de 2017

Psicopatas do cotidiano (Katia Mecler) – Resenha



Muitos livros inicialmente atraem mais a nossa atenção pela capa e título do que pelo conteúdo, mas em “Psicopatas do cotidiano” esses 3 fatores de complementam de forma qualitativa e criativa.


Psicopatas do Cotidiano

A capa merece destaque, pois a face inexistente é espelhada, por isso, a maioria de nós pode até reconhecer-se ali, se consideramos que possuímos um, algum ou muitos dos traços de personalidade descritos, obviamente não de forma intensa ou disfuncional. Ou sim, e nesse caso, é muito importante que a leitura seja feita de forma muito atenta, com humildade e com a mente aberta, pois naturalmente tendemos a negar ou tratar como normais, coisas e fatos que fogem da normalidade esperada. Em relação a esse assunto, veja o post: Comum ou normal?

A primeira frase da contracapa é: “de perto ninguém é normal”. Se pensarmos um pouco, rapidamente e sem muito esforço nos lembraremos de pessoas inseguras, instáveis, inflexíveis, lunáticas, submissas e desconfiadas.
 

Psicopatas do Cotidiano

Infelizmente tais pessoas não percebem o sofrimento que causam a si próprias e aos que com ela convivem.

O livro tem 256 páginas que são divididas em 16 capítulos. Aborda 10 tipos de transtornos de personalidade e as principais características que precisam ser levadas em conta para fechar o diagnóstico correto, tarefa que não é fácil segundo a autora. Além disso, também aponta algumas dificuldades de convivência e apresenta dicas para melhorá-las.

 

No 1º capítulo há uma curta história de ficção, que ocorre em um hospital. Essa é a base para a descrição dos transtornos (cada 1 das 10 personagens apresenta 1 transtorno específico). Além disso, para melhor compreensão, são utilizados personagens de filmes e livros famosos como exemplos de portadores dos transtornos.

Geralmente, a partir do final da adolescência, as pessoas com algum tipo de transtorno começam a apresentar um padrão de comportamento repetitivo e inflexível, causando danos a si mesmas e aos que com elas convivem.

É importante salientar que a autora deixa bem claro que neste livro o termo psicopata refere-se a atual classificação do CID-10, denominado transtornos específicos de personalidade. Sendo assim, não há nenhuma relação com a antiga classificação relacionada à perda de juízo da realidade, surtos, delírios e alucinações.

“A maneira como interagem com o meio ambiente é que as torna de difícil convivência”, saliente Katia Mecler.


O 2º capítulo do livro, Jeito de ser, é muito interessante pois aborda e explica os seguintes termos:
- Temperamento: “é herdado geneticamente e regulado biologicamente”.
- Caráter: “está ligado à relação do temperamento com tudo o que vivenciamos e aprendemos na relação com o mundo exterior”.
- Personalidade: “é uma organização dinâmica, resultante de fatores de ordem biopsicossocial”. É o nosso “jeito de ser”, único, original, com traços positivos e negativos funcionais. Quando há presença de características permanentes, rígidas e inflexíveis desde muito cedo, talvez estejamos diante de uma personalidade perturbadora, que afeta a si mesmo e todos à sua volta.

- Primeira classificação para o temperamento (elaborada por Hipócrates, na Grécia Antiga): sanguíneo, colérico, fleumático e melancólico.
- Classificação dos 4 domínios (estabelecida pelo psiquiatra Robert Cloninger a partir dos anos 90): evitação de danos, busca de novidades, dependência de recompensa e persistência.
- Sentimento oceânico (de Sigmund Freud): autodestrutividade, cooperatividade, autotranscendência).


O 3º capítulo continua com definições sobre:
- Domínios: características que, quando acentuadas, tornam a pessoa pouco funcional ou inadaptada (em uma ou mais áreas). São eles: afetividade, desinibição e psicoticismo.



No 4º capítulo é explicada a diferença entre transtorno mental e transtorno de personalidade.
O transtorno mental afeta a pessoa em determinadas fases da vida e é frequentemente controlado com medicação e terapia. Exemplos: depressão, distúrbio do pânico, transtorno bipolar e esquizofrenia.
O transtorno de personalidade é uma perturbação mental decorrente de falhas da estruturação do caráter. Não há alternância de fases, como na depressão. Por ser uma organização patológica da personalidade, a resposta à medicação é baixa.



Do 5º ao 14º capítulo são abordados os transtornos de forma individual.
Grupo A: esquizoide, esquizotípico e paranoide.
Grupo B: antissocial, bordeline, histriônico e narcisista.
Grupo C: dependente, evitativo e obsessivo-compulsivo.



O 15º capítulo, Salvando a própria pele, apresenta 9 questões para melhor compreensão do tema.



O 16º capítulo encerra o livro falando que é muito importante não deixar que a situação se transforme em um efeito dominó ao lidar com pessoas com transtornos de personalidade. Há também a indicação de terapia para quem convive com uma pessoa assim (para tornar a convivência mais tranquila) e para o portador (o que dificilmente ocorre, por causa da negação de que há um problema).

Em minha opinião, o único ponto negativo é não haver nenhuma dica sobre como lidar com o transtorno caso o leitor se reconheça com algum dos traços, sendo funcional ou disfuncional.

O livro é muito bom, esclarecedor e possui uma linguagem de fácil entendimento para leigos no assunto.



Recomendo!


Há também uma palestra no Youtube sobre o livro, com a própria autora. A duração é de aproximadamente 1h20min, mas vale muito a pena ver também.


 




Nessa palestra, em uma das perguntas finais, a autora diz que um psicopata não leria esse livro, pois o acharia chato, desinteressante e não conseguiria se identificar com nenhum dos distúrbios apresentados. Ao mesmo tempo, pessoas com poucas possibilidades de possuir tais transtornos se identificariam com vários dos traços de personalidade descritos (aconteceu comigo), teriam interesse no assunto e na leitura.

Se você não precisa conviver com pessoas portadoras dos transtornos de personalidade explanados no livro, que são mais comuns do que imaginamos, então, parabéns, você tem muita sorte!



Até a próxima!


sexta-feira, 7 de abril de 2017

Para começar bem o dia #1


Hoje vou iniciar uma nova postagem às sextas-feiras. Será uma frase, um vídeo, uma música ou uma foto. Algo para iniciar bem o dia.

Espero que gostem!



Albert Schweitzer






terça-feira, 4 de abril de 2017

Nosso elo com o paraíso


Ah, os cães! 
Só quem os tem ao seu lado sabe como são criaturas especiais, tão importantes auxiliadores para a harmonia e o equilíbrio diários. 
Eles nos dão muito, muito mais do que merecemos e não pedem absolutamente nada em troca.
Temos muito, muito mesmo a aprender com eles.

Cães
Os cães são nosso elo com o paraíso. 
Eles não sabem o que é maldade, inveja ou insatisfação. 
Sentar-se numa colina ao lado de um cão numa tarde maravilhosa, é estar de volta ao Éden, onde não fazer nada não era tédio - era paz.
Milan Kundera

Créditos da imagem: Bill Perry - Free Digital Photos


terça-feira, 28 de março de 2017

Uma frase que dispensa apresentações


Pessoas sábias gastam o seu tempo com o que é realmente importante.
(autor desconhecido)
 
Equilíbrio

Créditos da imagem: Stuart Miles - Free Digital Photos

terça-feira, 21 de março de 2017

The Scarecrow

 
Uma curta animação (3:22 min) para reflexão.
É o tipo de video do qual não encontrei muito o que dizer, mas espero que gostem, pois vale muito a pena assistir.





Se o video não carregar, o link é esse: https://www.youtube.com/watch?v=lUtnas5ScSE


Até a próxima!

terça-feira, 14 de março de 2017

Evite os 100 erros mais comuns da língua portuguesa com esse jogo


Quantas vezes não ficamos em dúvida sobre a grafia correta de uma palavra, a maneira correta de uma concordância ou de um tempo verbal?


Língua Portuguesa


Esse jogo simples com 5 níveis de dificuldade nos ajuda a relembrar ou aprender algumas peculiaridades da língua portuguesa de forma agradável e leve. Além disso, há uma breve explicação sobre cada acerto ou erro.

Conhecimento nunca é demais, não é mesmo? Por isso, espero que você goste desse jogo do Portal UOL – Educação.

Clique aqui  ou na imagem para acessar.




http://educarparacrescer.abril.com.br/100-erros/index.shtml



Créditos da imagem: Stuart Miles - Free Digital Photos

terça-feira, 7 de março de 2017

O teste das 3 peneiras


Provavelmente você já ouviu esse ensinamento em alguma época de sua vida.

Infelizmente muitas vezes nossas afirmações não passam no teste abaixo, gerando desconforto, ressentimentos, raiva, desconfiança, medo, decepção entre outros sentimentos e sensações desagradáveis.

Da próxima vez em que você estiver em dúvida sobre comentar algo com uma pessoa, lembre-se dessa historinha:


Um rapaz procurou Sócrates e disse-lhe que precisava contar-lhe algo sobre alguém.

Sócrates ergueu os olhos do livro que estava lendo e perguntou:

- O que você vai me contar já passou pelas três peneiras?

- Três peneiras? - indagou o rapaz.

- Sim! A primeira peneira é a VERDADE. O que você quer me contar dos outros é um fato? Caso tenha ouvido falar, a coisa deve morrer aqui mesmo. Suponhamos que seja verdade. Deve, então, passar pela segunda peneira: a BONDADE. O que você vai contar é uma coisa boa? Ajuda a construir ou destruir o caminho, a fama do próximo? Se o que você quer contar é verdade e é coisa boa, deverá passar ainda pela terceira peneira: a NECESSIDADE. Convém contar? Resolve alguma coisa? Ajuda a comunidade? Pode melhorar o planeta?

Arremata Sócrates:

- Se passou pelas três peneiras, conte! Tanto eu, como você e seu irmão iremos nos beneficiar.
Caso contrário, esqueça e enterre tudo. Será uma fofoca a menos para envenenar o ambiente e fomentar a discórdia entre irmãos.
 



Pontos positivos


Lembre-se: muitas vezes, o silêncio é ouro.

 

Até a próxima!


Fonte da parábola: https://pensador.uol.com.br/frase/NTU5ODg/
Créditos da imagem: Stuart Miles - Free Digital Photos

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Consumidores mastigando pouco?


Consumismo


Um dos maiores erros dos consumidores do mundo contemporâneo é que estamos mastigando pouco. Essa foi a conclusão do educador financeiro Marcos Silvestre no texto: O erro dos consumidores? Estão mastigando pouco!
 

A analogia é muito adequada e criativa, pois o que tem se tornado cada vez mais comum na alimentação (mas não normal, veja aqui) está sendo utilizado também em relação ao consumo.

Todos sabemos que mastigar várias vezes o alimento, sem pressa e em um ambiente agradável e adequado são práticas fundamentais para uma boa digestão. Mas quem habitualmente age dessa forma?

Segundo Silvestre, ao mastigar pouco, comemos muito mais do que o necessário, saboreamos pouco e engolimos rápido demais.
Tudo isso resulta em uma digestão mais lenta e difícil, menor absorção de nutrientes e sensação de saciedade por menor tempo. Imagine esse hábito sendo praticado em longo prazo!

Em relação ao consumo, será que não estamos trilhando o mesmo caminho?

Temos pressa em consumir, mas por pouco tempo, pois logo o objeto de consumo já não desperta mais tanto interesse. Então, temos novamente desejos de compra, que nos levam a mais consumo com satisfação cada vez mais passageira, dando lugar a novos desejos de consumo em um círculo vicioso muito intenso, dinâmico e destruidor do orçamento doméstico, dos recursos naturais e gerador de mais lixo.

E assim, muitas vezes vamos nos tornando acumuladores de coisas que não nos interessam ou que não mais usaremos, mas que queremos comprar simplesmente pelo ato de comprar. Podem ser livros, roupas, sapatos, filmes, jogos. Objetos que temos apenas pela ânsia de ter, pois no fundo sabemos que dificilmente usaremos novamente aquele objeto.

As gerações passadas davam muito mais valor ao que possuíam, pois, a escassez de recursos financeiros obrigava as famílias a limitarem gastos com supérfluos, então tudo era muito bem aproveitado. Infelizmente o apelo do marketing e a facilidade para comprar resultaram em indivíduos insaciáveis e com satisfação fugaz em relação ao que foi comprado.

Como disse o Guilherme no blog Valores Reais: deixe as coisas gastarem. Se ainda está sendo útil e atendendo suas necessidades, por que comprar outro? Porque está um pouco desatualizado? Porque está fora de moda? Porque “todo mundo” tem um modelo novo e mais moderno?

Se não conseguirmos nos dominar nesse sentido, o consumismo nos dominará, causando um impacto ambiental maior ainda do que o atual já não suportado pelo planeta.

Por isso, antes de fazer novas aquisições, reflita se a compra é realmente indispensável ou se não é uma nova influência da mídia e/ou da sociedade criando uma nova necessidade desnecessária.

Pense nisso!




Créditos da imagem: Stuart Miles - Free Digital Photos

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Você sabe estudar? – Cláudio de Moura Castro - Resenha (Parte 2)


Conforme prometido no post anterior, essa é a segunda parte da minha resenha do livro Você sabe estudar?


Você sabe estudar? – Cláudio de Moura Castro

Capítulo IV – Bons hábitos de estudo

Nesse capítulo são abordadas dicas para a criação de novos hábitos de estudos, como:
- Ler antes da aula, pois ao familiarizar-se previamente com o assunto, o aprendizado será muito maior e proveitoso;
- Tomar boas notas nas aulas, pois reforçam o aprendizado;
- Fazer anotações e resumos, pois também auxiliam na melhor compreensão do que foi estudado.

O item “Como ler um livro”, o primeiro que li, aborda:
- Leitura passiva, na qual as novas informações são guardadas na memória como a receita de um bolo ou o roteiro de uma viagem.
- Leitura ativa, na qual há informações, mas também ideias a serem compreendidas e assimiladas, o que é melhor alcançado colocando-se no lugar do autor.

Aprender a ler com competência é fundamental para o aproveitamento do conteúdo estudado.

É apresentado um roteiro bem interessante, o qual proporciona o aumento do interesse pelo assunto, podendo até mesmo ciar uma certa dose de curiosidade.

Esse capítulo aborda também a leitura superficial (na qual são lidos título, prefácio, sumário, bibliografia, capa e capítulos mais importantes) e a leitura analítica (metódica, do início ao fim, de forma linear ou apenas as partes que interessam ao leitor, mas sempre em sequência).
Após isso é hora de retornar aos capítulos mais difíceis, que agora serão mais facilmente compreendidos devido a leitura prévia.

Outra ideia interessante desse capítulo é a leitura comparativa, na qual são procuradas ideias sobre o mesmo assunto para confrontá-las entre si e verificar a contribuição do autor sobre o tema.

Outro item relevante desse capítulo é: Biblioteca e a internet: como sobreviver na selva da desinformação

Informações erradas ou sem a citação de fontes confiáveis são muito comuns na internet, por isso, precisamos nos precaver de ler ou utilizar tais informações, que dão margem à dúvida e prejudicam a credibilidade do autor perante os leitores.
Para isso, é imprescindível verificar a veracidade e a origem do material pesquisado, a reputação dos autores, inclusive se estão dispostos a mostrar como conseguiram os dados ou chegaram à conclusão apresentada.



Capítulo V – Técnicas para entender a matéria


Decorar fórmulas de física ou matemática fica muito mais fácil ao correlacionarmos tais fórmulas ao mundo real, como se fizéssemos parte do problema a ser resolvido.
A boa educação não é formada apenas por informações, mas também pela capacidade de pensar e solucionar problemas e criar novas ideias com essas informações. Antes a decoreba era vista como normal, agora o que conta é a real compreensão sobre o assunto. Acredito que ainda levará muito tempo para que a decoreba seja realmente deixada de lado, mas um grande passo foi dado nesse sentido através da criação de vídeos didáticos, principalmente com animações, que facilitam o aprendizado.

“Se acho que posso, posso,
Se acho que não posso, fracasso”.

Quem nunca passou pela situação de deparar-se com uma matéria muito difícil, algo que realmente não entra na cabeça?
Para o aprendizado bem-sucedido tornar-se realidade são necessários: crença na própria capacidade, persistência e boa direção do esforço.

Mas, e quando o assunto é chato? Aprender sobre o que gostamos é fácil. Mas, e quando não gostamos do assunto? Nesse caso é muito importante encontrarmos algo que nos interesse no assunto e fazer uma correlação com a realidade.



Capítulo VI – Técnicas para não esquecer


Esse capítulo começa explicando porque é bom esquecer. Imagine se nos lembrássemos de tudo? Nossa mente ficaria totalmente congestionada. Por isso, retemos apenas o que é importante, de acordo com nossas afinidades e gostos pessoais.
Para não esquecer é indicado também a repetição, que reforçará o aprendizado. E estudar, (estudar muito!), até que a compreensão do assunto seja realmente sentida.
No caso de fórmulas ou nomes, associá-las a músicas também apresenta bons resultados.

 

Capítulo VII – A arte de fazer provas sem nervosismo
 

Tarefa difícil, principalmente em provas escolares importantes ou concursos públicos. Mas não impossível.
Veja algumas dicas importantes:
1º dica: procurar provas anteriores, para verificar o estilo, as possíveis “pegadinhas” e o grau de dificuldade dessas provas.
2º dica: sempre revise a prova antes da entrega, pois isso mostrará alguns erros tolos de nossa parte.
3º dica: não fique afobado, pois o nervosismo (seu ou dos outros) só atrapalhará. Se estudou o necessário, não é momento de deixar que a ansiedade reduza sua capacidade de raciocínio.


Conclusão

 
O livro “Você sabe estudar?” é muito adequado para quem quer aprender de forma eficaz, retendo na memória apenas o que é realmente importante para o objetivo ser alcançado. Os variados exercícios práticos auxiliam na melhor compreensão do que foi lido e também na mudança dos hábitos de estudo.

O livro proporciona uma leitura leve, agradável e de fácil entendimento, o que é reforçado pelo layout, cores e ilustrações. É um excelente auxiliar para estudantes de todos os níveis.


 

Recomendo!


terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Você sabe estudar? – Cláudio de Moura Castro - Resenha (Parte 1)


Quem nunca passou pela situação de estudar muito uma matéria, mas perceber ao final do estudo que o aprendizado foi muito abaixo do esperado?
Pior ainda quando o esforço e o tempo gastos não foram suficientes para que a nota esperada (ou necessária) fosse alcançada.


Você sabe estudar? – Cláudio de Moura Castro

O livro Você sabe estudar? objetiva ser um auxílio nesse sentido. Na própria capa está escrito:
“Quem sabe (estudar), estuda menos e aprende mais”.


Acredito ser esse um dos sonhos de todo estudante: aprender mais em menos tempo.


O livro, da editora Penso, possui 176 páginas. Como a minha resenha ficou um pouco extensa, dividirei em 2 posts.
 

Divisão do livro
O livro é dividido em 7 partes subdivididos em capítulos, que não precisam ser necessariamente lidos em sequência.
Eu, por exemplo, comecei a leitura pelo capítulo 4, item D: “Como ler um livro”.
Nada melhor do que começar a ler um livro aprendendo na prática a melhor maneira de leitura.

Um ponto positivo é o projeto gráfico, que proporciona uma leitura agradável e dinâmica, com tópicos e frases importantes bem destacadas. Nada de monotonia!
Outro ponto que gostei é a presença constante de exemplos e a parte prática, o que é muito bom como auxílio inicial para colocar a teoria em prática.



Introdução
O livro inicia falando sobre a importância do treinamento contínuo.
“Aprender é coisa que se aprende”, pois através da execução contínua e disciplinada de técnicas, aprende-se muito com o mínimo de esforço possível, o que resulta em motivação e maior interesse no assunto estudado, que facilitam ainda mais o aprendizado, formando um círculo virtuoso. Além disso, muitas vezes o estudante acaba gostando do que aprendeu, pois fica satisfeito com os resultados alcançados.

 

Capítulo I - Aprendi, mas já esqueci!
Quanto maior for o interesse ou a utilização do assunto aprendido, maior será a sua fixação na mente. É algo que será levado durante a vida. Quando isso não ocorre, é sinal de que o assunto foi apenas superficialmente aprendido e não perdurará por muito tempo na mente.

 

Capítulo II - Preparativos: o ambiente é para ajudar, não para atrapalhar
O ambiente deve ser organizado e limpo para facilitar o bom aproveitamento do estudo. A cadeira deve ser confortável, mas não tanto para não favorecer cochilos frequentes. A mesa e a iluminação também precisam ser adequadas ao estudo.

A organização externa influencia a organização interna: ”mesa arrumada, cabeça arrumada”.
“A ordem (ou desordem) física ao nosso redor condiciona a ordem (ou desordem) que reina em nossa cabeça. Se a mente está confusa e não conseguimos arrumar os pensamentos para começar a estudar, um ambiente bagunçado só pode atrapalhar”.

Outro problema muito prejudicial ao rendimento do estudo são as interrupções. Há momentos em que isso não pode ocorrer, caso contrário, afetará os estudos.

Para melhorar a concentração, há algumas dicas valiosas, como respiração profunda ou pensar em coisas agradáveis que serão feitas posteriormente. Cada pessoa se identifica melhor com uma técnica, então, a melhor coisa é focar nessa técnica específica para obter melhores resultados em relação a concentração.

 

Capítulo III – O tempo é a sua maior riqueza, há que administrá-lo
Aqui novamente é abordada a organização, pois o tempo precisa ser particionado de forma para que todas as tarefas previstas sejam executadas de forma eficaz e o resultado alcançado.
Geralmente gastamos muito tempo com atividades não tão importantes enquanto as prioridades ficam para segundo plano. Por isso devemos fazer uma lista numerada por ordem de importância.
E segui-la.
Essa atitude fará uma grande diferença em relação ao tempo diário mal aproveitado.

Urgente x Importante
É necessário priorizar o que é importante para que não se torne urgente. De urgência em urgência o tempo passa, o que era importante torna-se urgente e a vida se resume a “apagar incêndios” em vez de preveni-los.

Esse capítulo também aborda a importância do hábito de criar listas ou agendas. Dessa forma, o cérebro fica liberado da tarefa de lembrar-se continuamente de algo, resultando em concentração e maior rendimento. Eu costumo fazer essas listas há algum tempo e funcionam mesmo! Em breve farei um post sobre esse assunto.

“Disciplina é fazer o que precisa ser feito quando não estamos com vontade”.
Você conhece alguém que já nasceu com essa predisposição? Eu não.
Quantas vezes você começou algo e abandonou pela metade, falando (para si ou para outros) que vai terminar, mas nunca termina?
A disciplina (de forma geral) é um hábito que precisa ser aprendido e praticado para surtir efeito.

Descansar e dormir também são bons hábitos para aumentar a capacidade do cérebro em absorver o conteúdo estudado. Tudo deve ser feito com equilíbrio e se nas últimas décadas dormir foi considerado “perda de tempo”, felizmente os cientistas têm conseguido provar que não é bem assim que as coisas funcionam e que o cérebro precisa sim de descanso adequado para funcionar de forma plena. Caso contrário, o aprendizado e a produtividade são prejudicados.



Aguardem a continuação no próximo post.



Até mais!

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Bônus demográfico


Acredito que esse termo seja desconhecido pela maioria de vocês.
Eu o conheci no ano passado, ao ler uma entrevista do professor José Eustáquio Alves, demógrafo do IBGE na revista Veja (22/09/2015).


População

É uma rara janela de oportunidade para um país, no qual a maior parte da população é economicamente ativa, com menos quantidade de crianças e idosos. Quando bem administrada, proporciona saúde, educação e qualidade de vida à população.

No Brasil, o bônus demográfico iniciou-se em 1970 e terminará na década de 2030, mas a oportunidade foi perdida quase que em sua totalidade por causa dos problemas atuais e passados.

Como foi dito no post 200 = 162 = 81 = 29? - Realidade ilógica e perversa, o Brasil possui 81% da população em idade economicamente ativa, mas apenas metade está trabalhando, quando o mínimo para aumentar o desenvolvimento do país seria de 70% trabalhando.

Há necessidade de criação de mais de 22 milhões de vagas de empregos, mas atualmente ocorre exatamente o contrário: 2016 terminou com mais de 12 milhões de desempregados. O problema é que na próxima década haverá menor crescimento da população em idade ativa e maior crescimento das que não estão aptas ao mercado de trabalho (crianças e idosos). Na década de 2040, a população idosa será inclusive maior do que a de crianças. Consegue imaginar a gravidade do problema?

Um dos motivos do país ter chegado a essa situação foi a preocupação dos últimos governos em incentivar o consumo e o crédito fácil em vez de procurar meios de aumentar os investimentos, pois desenvolvimento e investimento caminham juntos. A educação e a infraestrutura brasileiras também continuam precárias. Há poucas hidrovias e ferrovias se consideramos o potencial e as dimensões geográficas do país.

Os governos anteriores, com inflação fora de controle e instabilidade política também deram sua contribuição para prejudicar o uso adequado do bônus demográfico.

Talvez você esteja pensando se ainda dá tempo de fazer alguma coisa. Segundo José Eustáquio Alves, sim.
1) Investimentos em educação – atualmente 10 milhões de jovens fazem parte do grupo nem-nem: nem trabalham e nem estudam;
2) Crescimento econômico entre 4% a 5% ao ano;
3) Ingresso de mais pessoas no mercado de trabalho;
4) Acabar com favorecimentos políticos.

Infelizmente o próprio demógrafo vê essas ações como muito improváveis de ocorrer.

Apesar da janela se fechar em mais de 15 anos, o resultado nós já sentimos: envelhecimento da população sem atendimento decente e digno na área de saúde pública (salvo raras exceções), falta de qualidade de vida nas grandes cidades e aposentadorias cada vez menores.

Ao contrário do Japão e da Coreia do Sul, o Brasil talvez seja realmente o primeiro país a ficar velho sem ficar rico, como eu disse no post 200 = 162 = 81 = 29? - Realidade ilógica e perversa.
 


Quem viver, verá....


Créditos da imagem: xedos4 - Free Digital Photos


terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Meio triste ou meia triste?


Muitas vezes confundimos quando utilizar meio ou meia. Mas você já viu uma meia triste? Eu não.


Meias


Meia é um substantivo enquanto meio é um advérbio de intensidade.

Meio e meia também podem ser utilizados como numerais fracionários, flexionados quanto ao gênero.
Exemplos:
Meio-dia e meia
Meia garrafa de água
Meio litro de suco
Meio copo de água



Simples, não?

Até a próxima!


Fonte consultada: http://www.gabarite.com.br/dica-concurso/211-meio-ou-meia-aprenda-quando-usar
Créditos da imagem: Gualberto107 - Free Digital Photos

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Alimentação x consequências


Hoje eu gostaria de falar um pouco sobre alimentação.

A pesquisa Erica (Estudo de Riscos Cardiovasculares em Adolescentes) foi feita pelo Ministério da Saúde em parceria com a UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e ouviu adolescentes entre 12 e 17 anos de 1247 escolas em 124 municípios brasileiros.
 

Junk Food or Healthy Food?

No ranking dos alimentos mais consumidos pelos adolescentes estão:
1º lugar: arroz (81,75%)
2º lugar: feijões e leguminosas (67,95%)
3º lugar: pães (55,65%)
4º lugar: sucos (53,44%)
5º lugar: carnes (51,62%)
6º lugar: refrigerantes (44,97%)
7º lugar: doces (39,33%)
8º lugar: café (38,30%)
9º lugar: frango (35,09%)
10º lugar: hortaliças (33,97%)

Entre todos os alimentos citados, você notou a falta de algum?  Veja de novo e tente perceber.



Encontrou?



Acredito que a maioria tenha percebido que não há frutas nessa lista! Pelo menos segundo essa pesquisa divulgada em 07/07/16, as frutas não estão entre os alimentos mais consumidos pelos adolescentes.

Voltando ao ranking, o resultado não é difícil de ser previsto: 17,1% apresentam sobrepeso e 8,4 são considerados obesos.

Em relação aos adultos, os resultados não são tão diferentes: 1 em cada 5 consome refrigerantes ou sucos artificiais diariamente.
Mas pelo menos, 37,6% consome frutas regularmente (o que não é o mesmo que diariamente). Em 2010 esse índice era de 29,9%.

Em uma época na qual informações de qualidade e confiáveis são de fácil acesso, é triste ver tantos jovens com tantos problemas crônicos de saúde. Problemas que eram mais comuns na terceira idade há algumas décadas, hoje estão cada vez mais presentes na vida de jovens, como diabetes e hipertensão. Fatores genéticos têm grande influência, mas a alimentação inadequada, o excesso de açúcar, trigo refinado, gordura e produtos transgênicos juntamente com estresse e horas de sono insuficientes tendem a fazer com que tais distúrbios apareçam cada vez mais cedo.

Não eram sem fundamento as estimativas de que a hipertensão e o câncer seriam as doenças mais incapacitantes do século XXI. Infelizmente é o que está acontecendo, mas mesmo diante de fatos tão desanimadores, é nossa responsabilidade procurar informações sobre o que consumimos, se é realmente o que nosso corpo precisa para funcionar de maneira adequada ou se estamos abreviando o seu pleno funcionamento através de hábitos adquiridos muitas vezes desde a infância, que são considerados “normais" (veja aqui)” e inocentes, mas que são um verdadeiro desastre à nossa saúde.


Como disse o Frugal Simple:
“Você pode ignorar a realidade, mas não pode ignorar as consequências de ignorar a realidade”.

(Ayn Rand)


Pense nisso!


 

Fonte da reportagem: Jornal Metro (08/07/2016)
Créditos da imagem: Sira Anamwong - Free Digital Photos



terça-feira, 17 de janeiro de 2017

200 = 162 = 81 = 29? - Realidade ilógica e perversa


Para iniciar esse post, gostaria de informar alguns dados:
1) Em 2016, a Receita Federal recebeu aproximadamente 29 milhões de declarações de Ajuste Anual de Imposto de Renda.
2) A declaração foi obrigatória para renda anual superior a R$ 28.123,91.
3) O Brasil possui 81% da população em idade economicamente ativa, segundo José Eustáquio Alves – demógrafo do IBGE em entrevista à Revista Veja (22/07/2015).
4) A população brasileira é de aproximadamente 200 milhões de pessoas.

5) A tabela de correção do imposto de renda está inexplicável e absurdamente defasada em mais de 80%.
Ao correlacionar os dados, consegue perceber algo estranho?

Um país com 200 milhões de habitantes, renda mínima baixa para a obrigatoriedade de entrega da declaração, 81% da população em idade economicamente ativa e mesmo assim, apenas 14,5% dessa população recebe mais de R$ 28.123,91 por ano para entregar a declaração? Há declarações conjuntas, mas não as levarei em consideração para simplificar a ideia. De qualquer maneira, mesmo que elas dobrassem a quantidade de declarações, ainda seria um número baixo, considerando-se os outros 3 dados iniciais do post, pois 81% da população está em idade economicamente ativa.


Impostos

Segundo José Eustáquio Alves (citado acima):
- Somente metade dos 162 milhões de habitantes em idade economicamente ativa trabalha (dados de 2015, antes da recessão acentuada, então podemos considerar que a situação é bem pior atualmente). De fato, somente 81 milhões de pessoas trabalhavam em 2015;
- Desses 81 milhões, 35% entregaram a declaração.
Então, 65% dos trabalhadores, que são a metade da população ativa, não ganha mais de R$ 28.123,91 por ano?

Não é de hoje que vemos:
- A estagnação dos salários, que muitas vezes apresentam perdas reais;
- O aumento dos impostos;
- Estagflação (cenário de estagnação com inflação).

Um estudo do economista Mansueto de Almeida Júnior mostra que de 1991 a 2004 a renda real foi de 103% enquanto a arrecadação de impostos foi de 184%. Dados atuais seriam mais impressionantes ainda, pois a arrecadação bate recordes ano após ano, sem o devido retorno ao contribuinte através de serviços públicos de qualidade.

O poder de compra é muito prejudicado devido a quantidade inexplicável de impostos, tributos, taxas, etc.
Veja no link abaixo a porcentagem de impostos em uma lista de produtos:
Porcentagem de impostos embutidos em produtos e serviços

No mês de março/16, lembro de ter visto uma repórter falando em uma grande emissora de tv: “Esse ano são esperadas a entrega de aproximadamente 29 milhões de declarações de imposto de renda.” E desde então estive pensando em escrever a respeito disso, embora entenda muito pouco de economia (correções ao texto são bem-vindas).

População: 200 milhões.
Declarações entregues: 29 milhões.
Renda mínima para obrigatoriedade da entrega: R$ 28.123,91 anuais.

Será que é impressão minha ou realmente há algo muito estranho nisso tudo?

Percebo que o país está envelhecendo pobre, ao contrário do Japão, que ficou rico antes de ficar velho. Mas esse é um assunto para outro post, que farei em breve.



Até a próxima.



Créditos da imagem: Stuart Miles - Free Digital Photos