terça-feira, 26 de junho de 2018

O gene da felicidade


Recentemente li um artigo que saiu na Revista Veja (edição de 28 de dezembro de 2016), de Will Starr – escritor britânico.

Gostei tanto do texto, que resolvi escrever um post baseando-me nele e acrescentando minhas considerações. Usei inclusive o mesmo título, pois não encontrei outro mais adequado.

Como eu disse no post Felicidade existe?, desde muito cedo na vida me questiono sobre a existência da felicidade – ou não seriam apenas momentos de contentamento?

Será que podemos mesmo alcançar a felicidade plena e genuína em um mundo corrompido pelo pecado?

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Medicina genômica

A neurociência e a medicina genômica são atualmente as duas ciências mais avançadas da atualidade, com descobertas muito relevantes na área de saúde. 


Medicina genômica social

Segundo Will Starr, em 2007 foi feita uma pesquisa por John Cacioppo (professor de psicologia e neurociência comportamental da Universidade de Chicago), Steve Cole (professor de medicina da Universidade de Los Angeles) entre outros. Eles encontraram uma ligação entre a solidão e o comportamento dos genes (o texto não informa quais são os genes específicos das pesquisas).

O estudo, que está sendo repetido em escalas maiores, contou com a participação de 14 pessoas, das quais 6 sentiam-se isoladas socialmente e 8 não se sentiam assim.

Amostras sanguíneas foram recolhidas e o resultado foi significativo: nos solitários, a alteração nos genes aumentou o risco de doenças inflamatória e diminui a reação antiviral. ”Parecia que o cérebro desses indivíduos estava programado para associar solidão com perigo e deixar o corpo em estado defensivo." – afirma Will Starr

Segundo Cacioppo, ao ajudar a cicatrização de feridas e o combate de infecções, a sensação de perigo poderia ser boa, porém não se pode viver assim por muito tempo.

De acordo com Will Starr, "inflamações promovem o crescimento de células cancerígenas e a formação de placas nas artérias. Levam à incapacitação das células cerebrais, o que aumenta a suscetibilidade de doenças auto-degenerativas". De acordo com Cole, "o estresse como reação exige “hipotecar nossa saúde de longo prazo em favor da sobrevivência a curto prazo.”

Hedonismo x Eudemonia

Em 2010, Steve Cole falou sobre seu trabalho em uma conferência em Las Vegas. Barbara Fredrickson, uma psicóloga muito conhecida da Universidade da Carolina do Norte estava na plateia e pensou o seguinte: se estados de estresse (como a solidão) alteraram o genoma de forma negativa, o que poderia ocorrer com experiências positivas?

Considerando que aspectos hedonistas (prazer imediato) e eudemônicos (propósito e sentido da vida) de bem estar já haviam sido relacionados à longevidade, à observação parecia plausível.

Então, Bárbara Fredrickson e Steve Cole iniciaram uma nova pesquisa. Ela acreditava que o hedonismo proporcionaria melhores resultados, por ser algo mais real e não abstrato como o propósito de vida da eudemonia. Ele estava cético em encontrar algo que conseguisse relacionar felicidade e biologia, pois já havia feito pesquisas nesse sentido com ioga, tai chi, meditação, etc. Mas os resultados obtidos foram nulos.

A pesquisa dos 2 cientistas foi feita com 80 pessoas e por muitos de seus trabalhos anteriores estarem relacionados ao sofrimento, Cole sabia o que procurava nas amostras sanguíneas.


Resultado impressionante

No final, descobriu-se que as alterações genéticas no eudemonismo e não no hedonismo.  A pesquisa foi repetida 3 vezes em 2013, com o mesmo resultado.

A felicidade eudemonica proporciona menos inflamações e maior reação antiviral. De acordo com Cole, "os achados mostram que a falta de felicidade eudemônica pode ser tão prejudicial quanto o cigarro ou a obesidade.”

Considerando o resultado negativo do aumento das inflamações citadas anteriormente, percebemos o quanto o senso de propósito e de pertencimento são importantes.

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Conclusão

Precisamos estar conscientes da importância do crescimento contínuo. Acredito que as pesquisas acima possam ser um “norte” para as nossas decisões de curto, médio e longo prazo, pensando inclusive no bem-estar e na saúde de forma geral.

Precisamos ter um propósito maior na vida, algo como uma missão. E também projetos menores, como as tarefas e atividades diárias. Talvez esses sejam os degraus de nossa existência – alguns de contentamento ou felicidade, alguns de ajustes, alguns de tristeza, mas todos com um único objetivo: a excelência em nossas ações, projetos e atividades cotidianas. A excelência como pessoas.

Você já reparou como se sente quando foi muito bem sucedido em algo que fez, mesmo que seja uma atividade não tão prazerosa ou significativa para o seu propósito maior, como pintar uma casinha de cachorro ou um quarto? Ou organizar um armário ou uma horta? Provavelmente tenha se sentido muito bem, com aquela sensação de missão cumprida.

Acho que a eudemonia é isso: faz com que nos sintamos vivos de verdade.


Precisamos aprender a fazer o nosso melhor sempre. Como disse Mário Sérgio Cortella: “Precisamos fazer o nosso melhor com as condições que temos hoje para que quando tivermos melhores condições, possamos fazer melhor ainda”.


Créditos das imagens: Pixabay


sexta-feira, 22 de junho de 2018

Para pensar #57


Hoje eu gostaria de compartilhar um vídeo sobre neurociência, abordando basicamente investimentos. 

Por ser um tema tão interessante e amplo, o vídeo fala sobre muitos conceitos e dicas úteis para todos nós, como as descobertas que foram feitas nas últimas décadas, por exemplo, a neuroplasticidade - antes acreditava-se que aos 25 anos o cérebro estava totalmente formado, mas a ciência demonstrou que não é bem assim.

O vídeo também fala sobre o fato de termos 86 bilhões de neurônios e de sermos seres emocionais que raciocinam e não o contrário, como acreditamos. Enfim, são muitos assuntos.

Vale muito a pena ver até o final. Acredito que te proporcionará muitas reflexões e novos conhecimentos.



terça-feira, 19 de junho de 2018

Cura para o vazio da alma - Vasti de Souza Viana - Resenha


Todos nós já sentimos um certo desconforto que nada nem ninguém consegue preencher. Essa sensação de vazio e incompletude pode durar alguns dias, meses, anos ou décadas, sendo que uma parte conseguimos resolver por nós mesmos através de satisfações alcançadas ou momentos de felicidade. Mesmo assim, parece que sempre há algo faltando, mas que não sabemos o que é - esse é o tema desse livro, que possui uma abordagem mais espiritual.

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"Muitos de nós sentimos certo vazio, um misto de fadiga, desgaste e inquietude, falta de algo que não se sabe bem o que é.
Será que existe algo poderoso que cure esse vazio e satisfaça plenamente essa carência de alma?" (reflexão na primeira página do livro).


O livro foi lançado pela Ideal Gráfica e Editora em 2014 e possui 128 páginas divididas em 20 capítulos - todos com perguntas para reflexão no final. Há também exercícios em vários capítulos, o que é muito útil para melhor assimilação e prática do conteúdo.

Fé, oração e comunhão são fundamentais para alcançar os objetivos propostos no livro, sendo que nossa motivação para nos relacionarmos com Deus deve ser primordialmente o amor que Ele nos dedica.


Descubra algo novo

Esse é o primeiro capítulo do livro, no qual a autora diz:
"Deus deseja que mantenhamos comunhão com Ele, mas na ausência dessa comunhão, procuramos algo para preencher essa insatisfação, como coisas inadequadas ou perigosas. Mesmo coisas que em si são inocentes, podem tornar-se crueis dominadoras, se lhe permitirmos tomar o lugar de Deus em nossa vida."

Exemplos: recreações perigosas; filmes exageradamente emocionantes, violentos, dramáticos ou sensuais; glutonaria; consumismo, falta de temperança, etc. 

Por que essas coisas são tão procuradas? Por que será que nos acostumamos e gostamos delas?

Será que as procuraríamos se possuíssemos verdadeiramente os frutos do Espírito?

"Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.
Contra estas coisas não há lei."
Gálatas 5:22,23

Por isso, precisamos orar mais. É primordial encontrarmos tempo para essa atividade espiritual essencial, mesmo com tantas tarefas diárias.

Dias ruins chegam para todos e são nesses momentos que mais percebemos a fragilidade de nossa relação com Deus e de nossas orações, caso não sejam a prioridade em nossa vida cotidiana.

A oração precisa ter conteúdo, pois muitas vezes as fazermos mais pela força do hábito do que pela força da fé. "Oramos como quem olha uma vitrine, isto é, sem esperar que algo importante vá acontecer. Olhar vitrine não custa nada, mas deixa as pessoas de mãos vazias", disse Catherine Marshal.

Quanto mais orarmos a Deus, mais vontade teremos de orar, sendo o inverso também verdade. Precisamos suprimir nossa imaturidade no relacionamento com Deus e ter a mente disciplinada e interessada em meditar nas Escrituras e em orar. Dessa forma, conseguiremos ter uma ligação mais significativa com Deus. A maior motivação para isso é que "em Sua presença há plenitude de alegria."  Salmos 16:11


Sequência lógica de assuntos

Para que a oração seja mais proveitosa, coerente e sem repetição de assuntos, a autora sugere a seguinte sequência:

1) Confessar cada pecado, aceitar o perdão de Deus e perdoar nossos ofensores.

2) Adorar e louvar a Deus pelo que Ele é e pelo que Ele faz.

3) Petições pessoais e intercessoras.

4) Expressar confiança, fé e alegria de que Deus responderá nossas petições à Sua maneira.

5) Demonstrar gratidão.

6) Ouvir. A oração é um diálogo com Deus e não um monólogo. Por isso,"um dos grandes segredos das orações poderosas é aprender a ouvir a voz de Deus. Podemos ouví-Lo enquanto oramos ou ficando em silêncio por alguns momentos após a oração" - sugere a autora.


Sequência de temas para a semana

Gostei dessa sugestão, pois muitas vezes oramos pelos mesmos temas todos os dias, o que sobrecarrega a oração com mais do mesmo. Não raro nos perdemos ao expressar todos os nossos pedidos e intercessões além da adoração, louvores e agradecimentos em uma única oração. Dessa forma, a oração fica confusa, dispersiva e longa, o que muitas vezes provoca desânimo.

Para solucionar esse problema, a autora sugere que cada tema seja abordado em um dia da semana, sendo que problemas mais sérios merecem atenção diária.

Considere que as sugestões abaixo devem ser personalizadas de acordo com as necessidades de cada um:

Domingo: Ore por si mesmo em âmbito geral.

Segunda-feira: Ore por essa mesmas coisas por seu cônjuge.

Terça-feira: Ore por seus filhos, netos e familiares, dizendo seus nomes e necessidades. Acrescento também aqui seus animais de estimação.

Quarta-feira: Ore por pedidos de outras pessoas, dizendo seus nomes e necessidades.

Quinta-feira: Ore por seu País, Estado, Cidade, autoridades; chefe e colegas de trabalho. Acrescento aqui também orar pela natureza de forma geral.

Sexta-feira: Ore pelo pastor de sua igreja e seus familiares, missionários, projetos evangelísticos, etc.

Sábado: Ore agradecendo, louvando e reconhecendo a majestade de Deus. Adore a Deus como Soberano de sua vida.


Orar caminhando

Enquanto caminha, a autora sugere que oremos intercedendo por algumas pessoas que cruzaram em nosso caminho - o que pode ser feito também em grupo.


A hora diária que pode mudar o seu dia

Quando pensamos na correria diária, geralmente não vemos como dedicar 1 hora inteira à oração e comunhão com Deus, mas com tempo e prática percebemos o quão importante são esses momentos, pois "muita oração, muito poder; pouca oração, pouco poder".

Assim como a mudança de outros hábitos passa por estratégias, com esse não é diferente. Veja abaixo as etapas:

1º etapa: Contemplação - há conhecimento, mas ainda não há prática.
2º etapa: Preparação - início do aprendizado na prática.
3º etapa: Ação - prática regular por alguns meses.
4º etapa: Manutenção - quanto o novo hábito é praticado por 6 meses ou mais, pode-se considerar implantado.

Como inicialmente 1 hora por dia pode parecer muito, a autora sugere começar com 10 minutos, aumentando 5 minutos a cada semana. Após isso, se não for possível orar por 1 hora consecutiva, pode-se dividir os 60 minutos em 2 ou 3 partes.


Minha experiência

Orar durante 1 hora por dia não é tão difícil quanto parece inicialmente. Com o tempo, todos os minutos começam a ser satisfatoriamente preenchidos por você ou por Deus.


A oração modelo

Em um dos últimos capítulos do livro, a autora aborda a oração mais conhecida de todos os tempos: o Pai Nosso.

Essa oração não é apenas para ser recitada, mas para servir realmente de modelo, tanto que em Lucas 11:1 há o pedido dos discípulos à Jesus: "Senhor, ensina-nos a orar, como também João ensinou aos seus discípulos."

"Uma coisa é ler ou recitar uma oração, outra muito melhor é saber como orar. A Oração do Senhor cobre todas as coisas. Se em nossas orações seguirmos esse modelo, podemos ter certeza de que estamos orando como Jesus ensinou", diz a autora.

A oração do Pai Nosso possui 2 partes:
1º parte: glorificar a Deus.
2º parte: suprir as necessidades humanas.

De acordo com esse modelo, podemos perceber que o objetivo principal da oração é glorificar a Deus e somente depois, falar sobre as nossas necessidades.

"Nossas orações não modificam a Deus. Elas modificam a nós mesmos, nos elevam para mais perto dEle".


Conclusão

O livro é essencialmente espiritual, apresenta bons argumentos, exercícios e reflexões.

A leitura é agradável, com linguagem simples e de fácil entendimento, sendo algumas vezes mais profunda, como esperado para o tema. 

É um livro que recomendo àqueles que buscam desenvolver e aprimorar suas orações e comunhão diária com Deus. Porém, apesar de ser muito bom ao propor o melhor aproveitamento da oração, é sábio ter em mente que Deus não é como um restaurante self-service ou o gênio da lâmpada da ficção. Além disso, muitos de nossos pedidos não trariam bons resultados para nossas vidas, pois nossa visão é muito limitada.

Acredito que precisamos orar à Deus com fé e confiança suficientes para conseguirmos dizer com convicção e tranquilidade: "Que seja feita a Sua vontade em minha vida".

Encerro minha resenha com a última frase do último capítulo do livro:

"Nossa busca pela satisfação da alma através da sublime amizade com Deus continuará sempre, enquanto o Senhor nos conceder vida."


sexta-feira, 15 de junho de 2018

Para pensar #56


Fora o cão, um livro é, provavelmente, o melhor amigo do homem, porque dentro do cachorro, provavelmente, é muito escuro para ler.
Groucho Marx

terça-feira, 12 de junho de 2018

Quando a tristeza é necessária


Ninguém gosta de tristeza. Nunca.

Muitas vezes a evitamos. Outras vezes, a ignoramos, fingindo que não é em nossa porta que ela está batendo.

Esquecemos que muitas vezes a tristeza é necessária, importante e útil em nossa vida, pois nos mostra que há algo errado necessitando de correção.

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Em vez de fugirmos da tristeza, precisamos aprender a entender o que ela tem a nos ensinar.


Tristeza sem motivo

Apesar de muitas vezes não conseguirmos distinguir a causa, não acredito que exista uma única tristeza sem motivo. A própria consciência da mortalidade e a angústia existencial e/ou espiritual muitas vezes são causas de sentimentos tristes. E apesar de serem casos sem solução - pois é de conhecimento público que mais cedo ou mais tarde todos morreremos, o que causa angústia em maior ou em menor grau em todos nós - até aqui a tristeza é útil, pois nos ajuda a não desperdiçarmos a vida com o que não vale a pena.


Bons motivos para estarmos tristes

Sei que a frase acima soa bem estranha e até paradoxal, mas há muitas situações em que deveríamos agradecer pela tristeza. Veja alguns exemplos:

1) Se você faz um curso, tem uma profissão ou mora em um local que não gosta, ainda bem que a tristeza está presente! Ela poderá te levar à reflexões e às mudanças necessárias para que consiga estar em situações e locais que façam com que você realmente se sinta bem.

2) Se você costuma mentir, mas acha isso normal e não se sente desconfortável, talvez seja adequado prestar atenção em sua atitude, pois a honestidade, a integridade, a coerência e a moral foram danificadas.

3) Se você maltratou ou inferiorizou alguém por ser você superior na hierarquia da empresa para a qual trabalha e se sentiu bem agindo assim, também seria adequado prestar atenção, pois a consciência de que todos somos seres humanos falhou para você.  Trate os outros como gostaria de ser tratado: se isso não ocorrer, é saudável e natural que algum sentimento derivado da tristeza apareça em algum momento.

4) Se você é estudante e costuma tirar notas baixas nas avaliações, mas não fica nem um pouco triste quando isso ocorre, também é sábio verificar sua atitude, pois notas baixas significam reprovação e falta de preparação adequada para desafios maiores, como vestibulares e concursos públicos.

5) Se você costuma falar mal de uma pessoa para outras pessoas - a famosa fofoca - e acha isso normal, é bom refletir sobre isso, pois em algum momento é natural a consciência pesar e sentimentos tristes surgirem. Se isso não ocorrer, parece que algo está errado.

6) Imagine que você furtou algo. O ilusório triunfo inicial será substituído em pouco tempo por sentimentos que culminarão em tristeza, pois valores pessoais como honestidade e integridade foram jogados por terra. Porém, se você não se sentir desconfortável com sua atitude, é o momento para também refletir sobre suas atitudes, pois a consciência do que é certo e errado apresentou uma falha grave. No Brasil, infelizmente temos inúmeros exemplos nesse sentido.


Conclusão

Ficar triste não é agradável, mas necessário para o desenvolvimento pessoal, pois a tristeza age como um "freio" em atitudes que poderiam ser desastrosas externa e internamente.

Não ignore a tristeza, pois ela é necessária ao equilíbrio e à consciência de que somos seres finitos, vulneráveis e frágeis - apesar de sermos também fortes de várias maneiras.

Talvez tristeza e alegria sejam como os dois lados de uma moeda: ambas se complementam em seres pecadores como nós. É impossível imaginar o mundo atual sem esses dois sentimentos, que em conjunto com o medo e a raiva são a base de todos os outros sentimentos.

Da próxima vez em que você se sentir triste, procure identificar o que originou tal sentimento e o que você pode aprender com essa situação específica.

Se procurar lá no fundo - no fundo mesmo - talvez possa até encontrar respostas surpreendentes.

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Site consultado:  Emoções básicas - conceitos
Créditos das imagens: Tristeza - Segredos de Concurso e RTP411 Free Digital Photos

sexta-feira, 8 de junho de 2018

terça-feira, 5 de junho de 2018

Grande ideia + falta de ação = nada


Acontece comigo com frequência em relação ao blog: tenho uma boa ideia para um post. Tomo nota. Tenho outra boa ideia. Tomo nota também. E outra ideia. Mais uma nota. 

E dessa forma tenho várias folhas com notas... Notas que já não valem muito, pois no momento em que a ideia surgiu, naturalmente apareceu também um certo encadeamento de pensamentos que dariam vida à ideia. Mas como esse encadeamento ficou somente na mente, logo se dissipou como o vento.


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Outro fator importante é o momento em que a ideia surgiu. Qual era o contexto externo e o estado de espírito? Quais eram os sentimentos presentes? Se a ideia e o encadeamento de pensamentos somados ao contexto geral do momento não forem trabalhados em conjunto, corre-se o risco de perder a ideia e a inspiração que poderiam resultar em algo bom. Ou muito bom.


O que quero dizer é

Quando você tiver uma ideia - se a ocasião permitir - sugiro que registre o máximo que puder no momento, procure não se distrair com outros pensamentos, mas volte-se somente àqueles que podem enriquecer e agregar valor à ideia original.

Pensando dessa forma, a maneira como eu agia, raramente proporcionava o resultado esperado, pois as ideias anotadas não possuíam mais o encadeamento de pensamentos e o contexto original. É talvez possível conseguir um novo encadeamento, mas o original foi perdido para sempre. E talvez junto com ele também tenham sido perdidos a frase perfeita ou algo especial que traria um certo brilho ao texto. Ao mesmo tempo, pode ocorrer o mesmo com um novo encadeamento de pensamentos, mas eu prefiro usar o original, pois sempre resultam em bons posts.

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A música perdida

Há muito tempo criei uma música da qual gostei bastante. Gostei tanto, que pensei (modéstia à parte): "Ficou tão boa que jamais a esquecerei."

Toquei várias vezes essa música, o que reforçou minha irracional autossuficiência. Nunca gravei sequer um esboço. Tampouco anotei seus acordes.

Eu nunca havia feito algo assim! Sempre todas foram devidamente escritas, com observações e anotações, exatamente para eu não esquecer algum detalhe relevante. Muitas foram gravadas.

Eu não queria perder nenhuma, nem as que não me agradavam tanto, mas com a música que falei acima, agi de forma totalmente diferente, pois ficou tão boa (para mim), que achei ser impossível esquecê-la. Mas errei. 

Acabei esquecendo....

Só me lembro que haviam os acordes E e G. O restante, foi perdido para sempre.


Como faço hoje

Para não cair no mesmo erro da música perdida ou das ideias não utilizadas do início do texto, sempre que penso em um assunto que poderia se tornar um post interessante, procuro voltar minha atenção somente à esse tema, não deixando que outras ideias - muitas também interessantes - ocupem espaço e prejudiquem o desenvolvimento da primeira ideia. Se surgir uma ideia muito boa, anoto para não perdê-la, mas não demoro para transformá-la em um post.

Acredito que os resultados alcançados estejam sendo bons, pois além do aumento de visitas e comentários no blog, me sinto mais satisfeita com meus posts, no sentido de que acabam reforçando para mim mesma quais são meus valores, ideais e objetivos de vida.

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Conclusão

Apesar da modernidade dar tanto valor à pessoas multitarefas, somos naturalmente seres mono-tarefas. 

Dedicar-se à uma atividade por vez, além de ser mais gratificante, é também muito menos estressante. E no mundo das ideias, talvez aconteça a mesma coisa - pelo menos para mim têm sido assim: uma ideia bem desenvolvida pode transformar-se em um post muito bom, mas para isso é necessário abdicar das outras ideias que não tem relação com o tema, mas que também lutam pela atenção mental.

Como costumo dizer, muitas vezes menos é mais. Por isso, precisamos ter sabedoria, discernimento e disciplina necessários para dar atenção ao que realmente merece nossa atenção no momento.


E você?
Qual é o seu método para o desenvolvimento de posts?


Artigos recomendados:

https://amenteemaravilhosa.com.br/multitarefa-perigo-para-cerebro/
http://www.renataspallicci.com.br/carreira/multitarefa/

Créditos das imagens
Master isolated images, dream designs, digitalart  - Free Digital Photos

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Para pensar #54


Nós somos o que repetidamente fazemos. A excelência não é um ato, mas um hábito.
Brian P. Moran