terça-feira, 28 de agosto de 2018

Transtorno de acumulação


Você já deve ter visto essa cena: uma casa com muitos objetos espalhados de forma desordenada, do lado de dentro e também no quintal.

Frequentemente tal acúmulo congestiona as áreas da casa e alteram de forma significativa seu uso originalmente previsto. Além da sujeira e insetos que obviamente tal excesso e bagunça atraem.


casa-baguncada

Há acumuladores para quase tudo o que conhecemos: revistas, jornais, recortes de jornais, caixas usadas de pizza, livros, louças, sapatos, joias, plantas, materiais de construção, filmes, madeiras, parafusos, animais de estimação, materiais elétricos, papéis, peças de computadores ou até mesmo computadores inteiros, brinquedos, etc. Com a internet, acredito que a acumulação virtual também tenha aumentado de forma significativa na vida de muitas pessoas.

O caso mais inusitado que ouvi dizer até hoje foi em um dos programas "No Divã do Gikovate", que era transmitido pela Rádio CBN. O ouvinte relatou que seu colega de quarto revirava os recipientes com lixo da cidade a procura de documentos de identificação. E quando os encontrava, levava para casa! Para piorar a situação, havia também a coleção de jornais...


Coleção x acumulação

De forma funcional é agradável o ato de colecionar algo. Talvez ajude a dar algum sentido a vida, proporcionar o senso de pertencimento. E proporcione também um pouco de felicidade.

Quem não se lembra dos álbuns de figurinhas na infância? Nem sei se ainda existem, provavelmente não.

Conforme vamos crescendo, as coleções mudam: revistas, livros, miniaturas diversas, perfumes, cd's (que praticamente não existem mais), pôsteres de artistas, jogos de video-game, etc.

Então, chega um momento na vida em que nossas coleções - tão amadas durante muitos anos - já não fazem mais tanto sentido assim para nós.

Após algum tempo, geralmente uma das opções abaixo é escolhida:

1) Venda.
2) Doação.
3) Guardar para filhos ou netos.
4) Guardar uma parte como lembrança, caso isso seja possível. Não dá para guardar uma parte de uma boneca, por exemplo, mas um cd, um livro ou uma miniatura sim.

Em caso de venda ou doação, não há angústia ou tristeza pelo fato de nos desfazermos das coleções. Quando vendo ou doo algo que não tem mais utilidade ou que não faz mais sentido para mim, procuro pensar também no quanto tal objeto poderá ser útil à outra pessoa, cumprindo a função para a qual foi criado - que não é estar guardado indefinidamente em um armário ocupando espaço.

Particularmente acredito que precisamos abrir espaço para o novo em nossas vidas. E uma das maneiras de fazer isso é tirando muitas coisas que temos em excesso, mas que sabemos que não usaremos ou não queremos mais - o famoso "destralhar" - que não é fácil, mas acredito que seja necessário para vivermos de forma equilibrada.

Não lembro quem é o autor da frase, mas resume bem o que penso:
Casa bagunçada = Pensamentos bagunçados = Vida bagunçada

Já reparou que acumuladores geralmente não se desenvolvem, parece que a vida deles não deslancha?


Mas o acumulador não pensa assim...

Para o acumulador, tirar qualquer objeto causa desconforto, angústia e até raiva - se o objeto for tirado por outra pessoa.

A casa pode estar repleta de coisas imprestáveis e inúteis, mas o portador desse transtorno vê normalidade em meio ao caos da bagunça, desorganização e sujeira.

De maneira disfuncional, muitos acreditam na necessidade de guardar tudo, pois algum dia, em um futuro muito distante, quem sabe aquele único parafuso - em meio a 500 - não será realmente útil? Ou quem sabe aquele pedaço de portão enferrujado velho sirva para algo? Ou então o cabo de antena analógica do televisor? Nunca se sabe.... - É assim que funciona uma parte da mente do acumulador.

Por incrível que pareça, para cada objeto guardado há sempre uma justificativa - que faz sentido apenas para o acumulador.


O valor sentimental

Nas coleções que citei acima e também em muitos objetos que possuímos, é inegável a existência do valor sentimental - acredito até que em muitos casos, o sentimento seja o responsável por tornar muitos objetos especiais.

No caso do acumulador, não que todos os objetos sejam especiais - há os que podem ser nunca serão utilizados no futuro, mas há um excesso de objetos relacionados à memória, como página se mais páginas de revistas e jornais,  roupas, artigos para casa, e até objetos de pessoas falecidas. Objetos que nunca são ou serão usados, "para preservar a memória de fulano". Há quem guarde até dentaduras de quem já não está mais nesse mundo!

Como dá para perceber, são pessoas que possuem um apego exagerado e disfuncional por quase tudo o que possuem. Mas como não estão satisfeitas com tantos objetos, querem possuir mais ainda! Tanto que há casos em que autoridades precisam ser acionadas para efetuar a limpeza do local - a contragosto do acumulador, claro.

O mais assustador é que tudo é feito de forma consciente e intencional - isso dá uma ideia de quão misterioso é o nosso próprio cérebro.


Voltando um pouco ao passado

Há meio século ou mais, as privações eram maiores, por isso acumulava-se mais. Era algo muito normal. Mas fazia sentido.

Guardar, por exemplo, uma caixa com 50 parafusos e pregos não utilizados fazia sentido, pois a chance de serventia posterior era muito grande. Pelos relatos, parece que quase tudo, de uma forma ou de outra, era aproveitado ou reaproveitado, mas hoje, com uma certa facilidade para comprar-se parafusos (para seguir o exemplo acima), que custam R$ 0,10, R$ 0,50 ou até que custe R$ 5,00, não faz sentido guardar 500 deles para depois ter que procurar 1 entre 500. Mas para o acumulador, faz sentido! E muito, pois o raciocínio é mais ou menos assim: "Ainda bem que guardei, por isso acho que tenho o parafuso exato que preciso. Agora é só procurar 1 entre os 500".


ilustracao-de-uma-sinapse-cerebral

O pior ainda está por vir

Somos criaturas de hábitos. Cada um deles forma conexões cerebrais que ficam mais - ou menos - fortalecidas com o passar do tempo. Quanto mais acessado um determinado caminho, mais fácil será a execução das sinapses. Um exemplo é aprender um instrumento musical. Ou aprender a dirigir. Ou cozinhar. No início, pensar em todos os passos e executá-los de forma assertiva é bem difícil, mas com o tempo, tudo começa a fluir naturalmente., pois as conexões cerebrais envolvidas estão bem estabelecidas. Todas as atividades que fazemos habitualmente, ser uma pessoa agradável ou ranzinza, etc: você já reparou que tudo se intensifica com o passar do tempo?

Com a acumulação não é diferente. Por isso, a intervenção médica é muito importante, antes que o problema se torne crônico ou de difícil solução. O problema é convencer uma pessoa com transtorno de acumulação a procurar ajuda, pois assim como em outros transtornos psiquiátricos, quem padece desse mal acha que o problema são os outros, que está sendo perseguido, que não é compreendido, que os outros é que tem excesso de zelo e organização, etc.

Será que é uma disfunção que faz parte da personalidade como ocorre com os antissociais? Sinceramente não sei.


baloes-de-pensamento-vazios

Momento de reflexão

Para finalizar, gostaria de sugerir que você reflita nesse tema de forma muito sincera com você mesmo.

Você possui objetos que sabe que nunca mais vai usar, mas tem dificuldade em dar um novo destino à eles?

Percebe que seus armários estão quase cheios de objetos que não são mais úteis à você?

Os cômodos de sua casa estão livres de coisas espalhadas pelo meio do caminho?

Você tem objetos que acreditou talvez precisar algum dia, mas do qual durante os últimos 5 ou 10 anos nunca necessitou?

Talvez no início seja menos complicado a reversão do transtorno de acumulação, pois as sinapses ainda não são tão sólidas. 

Se você se identificou com alguma das questões acima ou reconheceu-se no post, gostaria de sugerir que reflita muito no assunto, pergunte a opinião de seus familiares e amigos. Se necessário, procure ajuda especializada, pois a consciência de que algo está errado juntamente com o interesse e a vontade de procurar um tratamento adequado são muito importantes para o alcance de bons resultados.

Assim como em tudo na vida, com o tempo as sinapses cerebrais voltadas à acumulação vão sendo fortalecidas enquanto a consciência sobre a posse excessiva de objetos inúteis vai sendo enfraquecida.
É assim que nosso cérebro funciona. Para o bem ou para o mal.


Obs: esse post foi baseado em minha experiência pessoal com um parente próximo acumulador, que nunca assumiu o problema e consequentemente sempre negou-se a fazer qualquer tratamento. 
O resultado? Terrível para ele e para todos os que com ele convivem.

Créditos das imagens: Pixabay


sexta-feira, 24 de agosto de 2018

terça-feira, 21 de agosto de 2018

O Touro Ferdinando - sugestão de filme #1


Hoje vou iniciar uma nova categoria no blog: filmes.

Há 10 anos, provavelmente eu indicasse também filmes de ação e suspense além dos poucos que estarão aqui, mas mudei durante esse tempo e muito do que me interessava já não interessa mais. E vice-versa. Acredito que o mesmo tenha ocorrido com você, não apenas em relação a filmes, mas a tudo o que faz parte de sua vida.

Sobre os filmes (ação e suspense, no meu caso), fico pensando: será que eu gostava de verdade desses filmes ou os assistia mais "por obrigação", já que eram muito populares e comentados?


Um exemplo do fundo do baú

Nunca gostei de filmes de terror, mas os assisti na adolescência como se fosse mesmo por obrigação, para fazer parte do grupo. Para poder comentar algo depois. Para fazer de conta que eu também gostei.

Que atitude boba a minha! Quanto tempo desperdiçado com recreações que não me agradavam - se é que dá para chamar de recreação aquela tensão, medo e estresse que tais filmes causavam em mim.


As coisas mudam

Com o tempo, fui percebendo que eu não gostava tanto assim de filmes - já passei semestres sem assistir um único filme em casa. Cinema? Só fui na infância - nunca foi uma diversão do meu agrado.

Atualmente, de vez em quando assisto algum - a maioria são animações. Passei a ser mais seletiva, pois não quero perder tempo assistindo algo que não seja do meu interesse ou agrado. Gosto de filmes para relaxar, sorrir, refletir. Filmes que proporcionem bem-estar. Nada muito além disso.

Para iniciar essa nova categoria no blog, minha sugestão é a animação O Touro Ferdinando.


Touro Ferdinando

Além das curtas esquetes que existem durante todo o filme, há bons temas para reflexão, como a indústria cruel das touradas, o destino dos animais de criadouros e a própria personalidade do Ferdinando: quantas vezes somos praticamente forçados a fazer algo que está em desacordo com nossas ideias, valores, objetivos e dons? Ao agir dessa forma, as últimas coisas em que deveríamos pensar é em obter alegria e realização.

Quantas vezes temos coragem de dizer "não" e seguir o nosso próprio caminho, aquele que realmente resultará em bons sentimentos e realização pessoal? Acredito que esse seja um bom filme para pensarmos melhor nas questões acima.

E você, já assistiu "O Touro Ferdinando"? Se sim, tirou alguma lição do filme?

Acredito que é muito interessante conhecer outras opiniões, até porque muitas vezes não notamos o que outra pessoa notou, seja algo positivo ou negativo. Deixe seus comentários abaixo!

Fonte da imagem: Diário do Aço - O Touro Ferdinando

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Para pensar #65


Fracassamos quando...

Visualizamos a derrota, 
antes da batalha.
Quando abandonamos a luta,
com medo da discórdia.

Quando ouvimos o Não,
antes da pergunta.
Quando silenciamos,
com medo da resposta.

Fracassamos,

Quando o dia amanhece,
na hora que deitamos.
Quando o sono vem,
e não nos entregamos.

Quando o medo de sonhar,
se transforma em pesadelo.
Quando a vida se dilui,
na busca que fazemos.

Fracassamos,

Quando a chave da verdade,
abre as portas da mentira.
Quando lamentamos na chegada,
a hora da partida.
Quando o Amor vai a leilão,
no martelo da cobiça.

Fracassamos,
Quando choramos a morte
diante da vida.


Fonte: Novo Tempo


terça-feira, 14 de agosto de 2018

Medicina genômica


A medicina genômica é o que existe de mais avançado atualmente em relação as descobertas científicas na área de saúde.

Acredito que a medicina genômica e a neurociência vieram para desconstruir paradigmas equivocados, que muitas vezes mais prejudicam do que ajudam a humanidade.

Os tratamentos alopáticos tradicionais consertam um problema e criam outros devido a quantidade imensa de efeitos colaterais causados pelos medicamentos. Como disse o psiquiatra Flávio Gikovate, "o melhor é não ficar doente".

Ainda que a medicina genômica não esteja disponível para a maioria dos mortais, acredito que vale a pena conhecê-la.

Possuímos 20 mil genes em nosso DNA. Não que todos sejam utilizados, muito pelo contrário, mas em um certo momento da vida eles podem ser "acionados".

O câncer é um bom exemplo: é uma doença que tem se espalhado cada vez mais devido a muitos fatores, como alimentação de má qualidade, descanso inadequado, poluição, carga genética dos antepassados, etc.


dna


Você sabia?

Quando um gene é alterado, nada ocorre.
Quando dois genes são alterados, nada ocorre também.
Quando três genes são alterados, há o tumor benigno.
Quando quatro genes são alterados, há o tumor maligno.

Ou seja, a diferença entre um tumor benigno e um maligno é de apenas 1 gene entre 20 mil!

Abaixo, coloco dois vídeo do Dr. Jea Myung Yoo (médico e  especialista em genoma humano) sobre o assunto. São longos, mas vale a pena assisti-los.
Acredito que muito - não tudo - do que ele diz pode fazer uma grande diferença na vida de todos nós.






Veja 45:00 - alterações genéticas que ocasionam o câncer.


O Dr. Jea sempre diz que a cura do câncer é fácil. Em um local apropriado, com o mínimo de estresse e poluição, acrescido de descanso adequado, ar puro, água pura, muita alimentação natural e nada de alimentos industrializados, talvez isso seja realmente possível.

Vivemos na época da indústria da doença, por isso, mesmo em meio ao caos alimentar e do sedentarismo da sociedade moderna, podemos ter hábitos e um estilo de vida mais saudável e simples. Nossa saúde agradece.

Espero que gostem dos vídeos!


terça-feira, 7 de agosto de 2018

Junk food mental


Até pouco tempo atrás, a maioria das pessoas não via nenhum problema em comer produtos ricos em açúcar refinado ou gordura. E qual foi o resultado?

O número de casos de diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares cresceu assustadoramente.

Uma boa parcela da população parece que ainda não está muito consciente do problema – as prateleiras dos supermercados repletas de refrigerantes e doces que parecem apenas açúcar colorido são um bom exemplo.

Ao mesmo tempo, um grupo que felizmente cresce cada vez mais percebeu os malefícios do excesso de açúcar refinado e gorduras. E a indústria, sempre muito atenta às novas tendências, necessidades e desejos, tem desenvolvido cada vez mais produtos para esse público, como os produtos orgânicos, com menos gorduras saturadas e trans.

Se na alimentação sabemos o que destrói nosso próprio organismo, no mundo digital o junk food reina quase soberano.

dois-garotos-olhando-mensagens-nos-seus-celulares

Ânsia por conexão

Há poucos dias uma colega esqueceu seu smartphone na empresa. Ela disse que sentia como se estivesse faltando uma parte do seu corpo – o mesmo que ouvi em uma situação semelhante em 2009, ou seja, há 9 anos!

Será que de lá para cá a situação melhorou ou piorou? Ao meu ver, piorou. E muito. Pessoas andam a maior parte do tempo com o celular nas mãos, o tempo todo conversam com você ao mesmo tempo em que leem mensagens ou assistem vídeos, enquanto almoçam, enfim, é raro desgrudarem de tal máquina nos momentos em que estão acordadas – e muitos ainda dormem com o celular ao lado. E ligado! Veja no vídeo do post Antenas disfarçadas de árvores? os malefícios desse hábito.

Um dos argumentos para essa quase simbiose é: “pode ocorrer alguma coisa importante". Notícia ruim sempre chega de um jeito ou de outro, então melhor desgrudar um pouco do aparelho, exceto se alguém de casa ainda não chegou. Considerando a crescente violência urbana no país, manter o celular ligado nesses momentos é uma atitude prudente. Mas quando todos estiverem em casa, desligue o aparelho! Para muitos, parece até que não há vida sem celular...


Você consome ou está sendo consumido?

As empresas de tecnologia querem a sua atenção. E o seu tempo. Como eu disse várias vezes aqui no blog, o tempo é o único recurso não-renovável que possuímos. Passou, não volta mais. É o ativo mais valioso que temos, pois, o nosso tempo é a nossa vida! A vida não existe sem o tempo – já pensou nisso?

Obviamente as empresas sabem qual é o valor do tempo. Do seu tempo, inclusive. Reed Hasting, CEO da Netflix disse algo até chocante, mas que é a pura realidade: seus competidores não são as redes sociais, mas sim o sono dos espectadores.

Por que será que em um passado não tão distante, as redes de televisão aberta passaram a transmitir durante as 24 horas do dia? E o rádio, que já fazia isso décadas antes? Será por acaso? Claro que não.


Vídeos fofos

Quando você assiste um vídeo em sites especializados, na barra lateral esquerda aparecerão vídeos sobre o mesmo tema. Sem dúvida isso facilita muito, principalmente se for um assunto mais difícil de ser encontrado. O problema é quando o internauta começa a assistir vídeos aleatoriamente. O famoso ”só mais um” nunca – ou quase nunca - é levado a sério e quando se percebe, lá se foram horas assistindo vídeos irrelevantes ou que nada tenham a ver com o objetivo inicial.

Outro ponto a ser destacado são os vídeos que você viu há 1 semana, 1 mês atrás. Ou até mais. Já reparou que eles também aparecem na barra lateral? Será que não é para leva-lo a assistir mais uma vez e então procurar outros e mais outros?

A fórmula é simples: mais visualização = mais anúncios = + renda, mas não para você, que não ganhará nenhum centavo, muito pelo contrário, perderá uma parte de seu valioso tempo com coisas inúteis ou irrelevantes.

Percebeu como a sua atenção é facilmente manipulada?


Não estamos no controle

Geralmente pensamos estar no controle da situação, mas não, não estamos. Somos muito influenciados e até controlados, mas não nos damos conta disso.

É bem provável que você já tenha se sentido frustrado ao desligar o computador ou os apps/jogos/redes sociais do celular e perceber que fez muito pouco do que havia planejado por ter passado muito tempo vendo ou lendo coisas irrelevantes e sem nenhuma conexão com seus objetivos e valores. Se estivesse realmente no controle, isso não haveria ocorrido.


As intermináveis notificações e compartilhamentos

Poucas são as notificações relevantes ou importantes. A maioria parece ser somente para te manter conectado e visitando páginas e mais páginas. Como eu disse anteriormente, sua atenção e seu tempo estão em jogo.

Acho o compartilhamento uma boa ideia, que veio para facilitar a divulgação de conteúdo. O problema é a grande quantidade de bobagens ou conteúdo irrelevante que são enviados, como aquelas mensagens animadas ou ilustradas de bom dia, etc. No Orkut era até legal, pois mesmo irrelevante, era uma novidade ver imagens gif e seus efeitos. Era simpático e agradável. Hoje... é algo que não tem mais graça.

Além das imagens, há os vídeos. Poucos são bons e interessantes, a maioria não agrega valor alguns e boa parte deles são péssimos – principalmente em apps como whatsapp. Mesmo assim, a maioria acaba sendo compartilhada... Tempo e atenção mais uma vez sendo desperdiçados.

Você deve estar se perguntado: mas como faço então para encontrar vídeos interessantes? Procure nos lugares certos. Gostou de algum específico? Procure saber quem é o autor para assim encontrar mais vídeos dele ou faça buscas mais específicas.

smartphone-desligado


Conclusão

Atualmente há excesso de informação, por isso, é muito importante conseguirmos filtrar o que realmente nos interessa.

Vivemos em uma época de predominância do junk food digital. É fundamental estarmos conscientes de nossas escolhas e ações, independentemente dos apelos visuais e sonoros. A tecnologia veio para facilitar nossa vida, para que tenhamos mais tempo livre. Mas o resultado tem sido exatamente o contrário: passamos muito tempo conectados e sem tempo para outras coisas também importantes, como o contato pessoal com amigos, hobbies, atividade física, etc.

É necessário aprender a controlar a máquina e não sei deixar controlar por ela. Com moderação, as redes sociais e a internet em geral são extremamente úteis. O problema é quando nos viciamos no junk food mental.

Créditos das imagens: Pixabay


sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Para pensar #63


Se fizéssemos as coisas que somos capazes de fazer, literalmente nos surpreenderíamos.
Brian P. Moran