terça-feira, 17 de julho de 2018

Qual tem sido a sua influência?


O tempo todo estamos influenciando e/ou sendo influenciados, mesmo não tendo consciência desse fato.


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Para ilustrar melhor a questão, imagine uma pedra sendo jogada em um lago. O que acontecerá?

Inevitavelmente surgirão ondulações – mais fortes a princípio, mas que chegarão suavemente até as margens se o lago for pequeno.

Agora, imagine várias pedras sendo jogadas em diferentes pontos do lago ao mesmo tempo. O que acontecerá? 

Uma verdadeira confusão! Poucos segundos depois que as pedras afundarem na água, já será bem difícil – ou até impossível - saber qual é o ponto de origem das ondulações.


A influência de um gesto ou de uma frase

Já aconteceu de você encontrar alguém e na hora se lembrar de algo que a pessoa fez ou disse, a ponto do fato tornar-se uma referência tão forte para você, que fato e pessoa se tornaram praticamente indissociáveis em sua mente?

Já aconteceu de alguém te falar algo que clareou sua mente de forma tão assertiva, tão intensa, que te deixou mais alegre e mais confiante em relação ao futuro ou a um problema específico?

Para o bem ou para o mal, nossas atitudes diárias podem influenciar pessoas que conhecemos e que não conhecemos, no momento presente e no futuro.

Assim como um raio formado pelas ondulações de uma pedra jogada em um lago é cada vez mais extenso, o raio de atuação de nossas atitudes também é, mas infelizmente não temos plena consciência desse fato e na maior parte do tempo subestimamos o alcance de nossas palavras e atos.


O poder de nossas palavras e atitudes

Você já se arrependeu de algo que falou, mas sabe que suas palavras nunca foram esquecidas por seu interlocutor?

Você já “explodiu” com alguém por um motivo banal, sendo que o motivo real nada tinha a ver com a pessoa que foi ofendida?

Que tipo de influência você acredita ter causado nas pessoas dos exemplos acima, caso esses fatos já tenham ocorrido com você? Boa ou ruim? Certa ou errada? Construtiva ou destrutiva? Que promove a paz ou a discórdia?

Considerando os exemplos que temos no cenário político brasileiro, repare no poder desastroso da influência negativa resultante da corrupção: desvio de verbas públicas, superfaturamento, privilégios em excesso, troca de favores, etc. Tudo sempre em maior escala e “contaminando” maior quantidade de pessoas.

Como será que os livros de História retratarão os fatos atuais, daqui a 50, 100 anos?

Será que os políticos brasileiros podem dizer que estão exercendo uma boa influência para a nossa e para as futuras gerações? E os políticos do passado, que já morreram, poderiam dizer que a influência deixada por eles foi positiva?



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A escolha

Querendo ou não, passamos muito – talvez a maior parte do tempo – interagindo com outras pessoas. Por isso, seria muito sábio de nossa parte, pensarmos sobre qual tipo de influência temos sido para os outros. E a que realmente queremos ser.

Há inúmeros exemplos positivos e negativos que são grandes fontes de aprendizado. Não somos perfeitos, muito pelo contrário, mas se fixarmos como objetivo ser uma influência positiva, nossa própria mente acabará focando-se mais nesse caminho, levando-nos a ter mais critério no falar e no agir.

Muitos de vocês também possuem um blog. Todos os que acompanho, sem exceção, procuram transmitir coisas boas na área de poesia, fotografia, finanças, estilo de vida, desenvolvimento pessoal, livros, jogos, experiências de vida, etc. Muitas postagens são inspiradoras, fazem uma grande diferença na vida de vários leitores, agregando conhecimento, ideias e motivação.


Conclusão

Nossas palavras e principalmente nossas atitudes mostram quem realmente somos. Em uma sociedade tão apressada e estressante, nada mais adequado do que sermos boas influências, pois o resultado positivo retornará à nós também de alguma forma. Além disso, a humanidade precisa diminuir a sua própria influência negativa, que está destruindo tudo e todos. É disso que precisamos!


sexta-feira, 13 de julho de 2018

Para pensar #60


Nunca saberemos por que irritamos as pessoas, o que nos torna simpáticos, o que nos faz ridículos; nossa própria imagem é nosso maior mistério.
Milan Kundera


terça-feira, 10 de julho de 2018

Avenida das Ilusões


Desde muito cedo na vida somos ensinados a caminhar pela avenida das ilusões. Talvez coelho da páscoa e papai noel sejam as primeiras grandes e inesquecíveis ilusões.

Quando essa época passa e descobrimos a verdade, inicialmente ficamos tristes, mas com o passar do tempo, muitos acabam perpetuando essas ilusões para as novas gerações.

Mais tarde e de forma mais intensa, vem a ilusão do consumo: automóvel, celular, artigos de coleção, os mais variados produtos de beleza, joias, esportes radicais, vícios, etc. Tudo o que proporcione alguma satisfação momentânea, que mais cedo ou mais tarde, vai passar.

Acreditamos que precisamos dessas coisas ou experiências para dar sentido à vida. Assim como na propaganda de margarina, muitas vezes compramos objetos pensando mais na felicidade passageira e admiração alheia que eles podem nos proporcionar do que em sua utilidade real. Assim como aprendemos na infância, a história se repete.

Todos gostamos de tomar banhos quentes no inverno, mas nunca vi ninguém muito feliz por ter comprado um chuveiro, mesmo sendo um objeto tão útil e fundamental. Talvez por não ser algo considerado apto à admiração alheia. Há muitos exemplos como esse em nossas casas e vidas.


Assim caminha a humanidade

E dessa forma vamos passando pela vida...

Para muitos, chega um momento no qual a ânsia por satisfação e consumo caminham tão juntos, que a consciência parece até estar adormecida.


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Precisamos consumir

Para nosso bem estar e conforto, o consumo é necessário. O problema é quando os objetos tomam o lugar das pessoas. Parece até que a afeição da infância por um cobertor, ursinho de pelúcia ou carrinho se repete na vida adulta com outros objetos, com “brinquedos” como carros, celulares, miniaturas, coleções, etc

Será que essa afeição e atenção aos objetos não poderiam ser direcionadas para as pessoas ou animais que amamos? Ou então para nós mesmos, na busca por nossa verdadeira essência?

Por que precisamos de tantos estímulos exteriores ao mesmo tempo em que fugimos de momentos de solitude e silêncio?

Provavelmente com razoável conhecimento interior e sabedoria, pouco interesse haveria em passeios pela avenida das ilusões, pois isso não faria mais sentido.


Conclusão

Passamos muito de nossa vida caminhando pelas ruas e avenidas da ilusão. Não que isso seja errado, pois cada um escolhe o que acredita ser o melhor para si mesmo, de forma que as opções são variadas, sem respostas prontas.

A questão é que quanto mais tempo passearmos pelas avenidas da ilusão, menos tempo e ânimo restam para irmos ao encontro de nossa verdadeira essência e propósito. E se esse encontro realmente acontecer, a avenida das ilusões estará mais no passado do que no presente, pois se outrora foi de certa forma útil para encontrarmos alguma afinidade ou talento, ela não possui mais serventia quando o autoconhecimento faz parte de nossa vida.


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Créditos das imagens: Pixabay

sexta-feira, 6 de julho de 2018

Para pensar #59


Uma regra que sempre segui na vida foi não morar longe de minhas atividades rotineiras. Passou de 30 minutos de transporte, você está no lugar errado.
Conhecimento Financeiro - Blog




terça-feira, 3 de julho de 2018

Para onde você está caminhando?


Hoje meu post será um pouco diferente: escolhi uma reflexão que achei muito extensa para o propósito do Para Pensar#, por isso resolvi postá-la agora. O texto foi retirado do site Cidadania e Cultura. Recomendo a leitura completa (veja aqui), pois acredito que seja muito útil para todos nós.

O estudo citado no texto foi retirado do livro O Milionário Mora ao Lado – Os Surpreendentes Segredos dos Americanos Ricos de Thomas Stanley e William Danko (São Paulo: Manole, 1999).


"Frugalidade é a palavra-chave do padrão de vida dos milionários tradicionais norte-americanos, descoberta por Stanley e Danko enquanto realizavam a pesquisa. Os autores, em certo momento do seu trabalho, organizaram uma reunião para entrevistar dez chefes de família com patrimônio de 10 milhões de dólares ou mais. Queriam saber, basicamente, quais eram suas necessidades.

Para deixar o grupo à vontade, alugaram uma cobertura em Manhattan e contrataram dois chefs de cozinha que serviram quatro tipos de patês e três de caviar. Para acompanhar, sugeriram vinhos Bordeaux de 1970 e Cabernet Sauvignon de 1973. O primeiro milionário, um grande proprietário de imóveis comerciais em Nova York, chegou. Quando lhe ofereceram o Bordeaux, olhou a garrafa com cara de interrogação e confessou só tomar scotch e dois tipos de cerveja. Nenhum dos milionários presentes tocou no caviar nem tomou um gole sequer de vinho. Eles apenas comeram as torradinhas. Os autores aprenderam a lição: depois desse episódio, todas as outras entrevistas foram regadas a refrigerantes e sanduíches.

Os milionários gastam bem menos do que os emergentes saídos subitamente de classe de baixa renda. Quando estes ascendem socialmente, em geral, passam a fazer compras de bens de consumo conspícuo de maneira desenfreada. Isto sem falar em viagens-selfies e restaurantes caros como exibição de (falso) status social.

A realidade dos ricos em dinheiro e cultura está no extremo oposto. A maioria dos ricos americanos costuma usar só os pontos de fidelidade a uso de cartões de crédito. Atualizam, regularmente, um orçamento doméstico e controlam suas despesas. Planejam com cuidado todas as decisões financeiras. Dedicam tempo a gerir seu dinheiro e não comprar bens caros como carros de luxo 0 km."


E você? 
Para qual desses dois lados está caminhando?


Fonte: Cidadania e Cultura - Independência Financeira

terça-feira, 26 de junho de 2018

O gene da felicidade


Recentemente li um artigo que saiu na Revista Veja (edição de 28 de dezembro de 2016), de Will Starr – escritor britânico.

Gostei tanto do texto, que resolvi escrever um post baseando-me nele e acrescentando minhas considerações. Usei inclusive o mesmo título, pois não encontrei outro mais adequado.

Como eu disse no post Felicidade existe?, desde muito cedo na vida me questiono sobre a existência da felicidade – ou não seriam apenas momentos de contentamento?

Será que podemos mesmo alcançar a felicidade plena e genuína em um mundo corrompido pelo pecado?

dna

Medicina genômica

A neurociência e a medicina genômica são atualmente as duas ciências mais avançadas da atualidade, com descobertas muito relevantes na área de saúde. 


Medicina genômica social

Segundo Will Starr, em 2007 foi feita uma pesquisa por John Cacioppo (professor de psicologia e neurociência comportamental da Universidade de Chicago), Steve Cole (professor de medicina da Universidade de Los Angeles) entre outros. Eles encontraram uma ligação entre a solidão e o comportamento dos genes (o texto não informa quais são os genes específicos das pesquisas).

O estudo, que está sendo repetido em escalas maiores, contou com a participação de 14 pessoas, das quais 6 sentiam-se isoladas socialmente e 8 não se sentiam assim.

Amostras sanguíneas foram recolhidas e o resultado foi significativo: nos solitários, a alteração nos genes aumentou o risco de doenças inflamatória e diminui a reação antiviral. ”Parecia que o cérebro desses indivíduos estava programado para associar solidão com perigo e deixar o corpo em estado defensivo." – afirma Will Starr

Segundo Cacioppo, ao ajudar a cicatrização de feridas e o combate de infecções, a sensação de perigo poderia ser boa, porém não se pode viver assim por muito tempo.

De acordo com Will Starr, "inflamações promovem o crescimento de células cancerígenas e a formação de placas nas artérias. Levam à incapacitação das células cerebrais, o que aumenta a suscetibilidade de doenças auto-degenerativas". De acordo com Cole, "o estresse como reação exige “hipotecar nossa saúde de longo prazo em favor da sobrevivência a curto prazo.”

Hedonismo x Eudemonia

Em 2010, Steve Cole falou sobre seu trabalho em uma conferência em Las Vegas. Barbara Fredrickson, uma psicóloga muito conhecida da Universidade da Carolina do Norte estava na plateia e pensou o seguinte: se estados de estresse (como a solidão) alteraram o genoma de forma negativa, o que poderia ocorrer com experiências positivas?

Considerando que aspectos hedonistas (prazer imediato) e eudemônicos (propósito e sentido da vida) de bem estar já haviam sido relacionados à longevidade, à observação parecia plausível.

Então, Bárbara Fredrickson e Steve Cole iniciaram uma nova pesquisa. Ela acreditava que o hedonismo proporcionaria melhores resultados, por ser algo mais real e não abstrato como o propósito de vida da eudemonia. Ele estava cético em encontrar algo que conseguisse relacionar felicidade e biologia, pois já havia feito pesquisas nesse sentido com ioga, tai chi, meditação, etc. Mas os resultados obtidos foram nulos.

A pesquisa dos 2 cientistas foi feita com 80 pessoas e por muitos de seus trabalhos anteriores estarem relacionados ao sofrimento, Cole sabia o que procurava nas amostras sanguíneas.


Resultado impressionante

No final, descobriu-se que as alterações genéticas no eudemonismo e não no hedonismo.  A pesquisa foi repetida 3 vezes em 2013, com o mesmo resultado.

A felicidade eudemonica proporciona menos inflamações e maior reação antiviral. De acordo com Cole, "os achados mostram que a falta de felicidade eudemônica pode ser tão prejudicial quanto o cigarro ou a obesidade.”

Considerando o resultado negativo do aumento das inflamações citadas anteriormente, percebemos o quanto o senso de propósito e de pertencimento são importantes.

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Conclusão

Precisamos estar conscientes da importância do crescimento contínuo. Acredito que as pesquisas acima possam ser um “norte” para as nossas decisões de curto, médio e longo prazo, pensando inclusive no bem-estar e na saúde de forma geral.

Precisamos ter um propósito maior na vida, algo como uma missão. E também projetos menores, como as tarefas e atividades diárias. Talvez esses sejam os degraus de nossa existência – alguns de contentamento ou felicidade, alguns de ajustes, alguns de tristeza, mas todos com um único objetivo: a excelência em nossas ações, projetos e atividades cotidianas. A excelência como pessoas.

Você já reparou como se sente quando foi muito bem sucedido em algo que fez, mesmo que seja uma atividade não tão prazerosa ou significativa para o seu propósito maior, como pintar uma casinha de cachorro ou um quarto? Ou organizar um armário ou uma horta? Provavelmente tenha se sentido muito bem, com aquela sensação de missão cumprida.

Acho que a eudemonia é isso: faz com que nos sintamos vivos de verdade.


Precisamos aprender a fazer o nosso melhor sempre. Como disse Mário Sérgio Cortella: “Precisamos fazer o nosso melhor com as condições que temos hoje para que quando tivermos melhores condições, possamos fazer melhor ainda”.


Créditos das imagens: Pixabay


sexta-feira, 22 de junho de 2018

Para pensar #57


Hoje eu gostaria de compartilhar um vídeo sobre neurociência, abordando basicamente investimentos. 

Por ser um tema tão interessante e amplo, o vídeo fala sobre muitos conceitos e dicas úteis para todos nós, como as descobertas que foram feitas nas últimas décadas, por exemplo, a neuroplasticidade - antes acreditava-se que aos 25 anos o cérebro estava totalmente formado, mas a ciência demonstrou que não é bem assim.

O vídeo também fala sobre o fato de termos 86 bilhões de neurônios e de sermos seres emocionais que raciocinam e não o contrário, como acreditamos. Enfim, são muitos assuntos.

Vale muito a pena ver até o final. Acredito que te proporcionará muitas reflexões e novos conhecimentos.



terça-feira, 19 de junho de 2018

Cura para o vazio da alma - Vasti de Souza Viana - Resenha


Todos nós já sentimos um certo desconforto que nada nem ninguém consegue preencher. Essa sensação de vazio e incompletude pode durar alguns dias, meses, anos ou décadas, sendo que uma parte conseguimos resolver por nós mesmos através de satisfações alcançadas ou momentos de felicidade. Mesmo assim, parece que sempre há algo faltando, mas que não sabemos o que é - esse é o tema desse livro, que possui uma abordagem mais espiritual.

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clique nas imagens para ampliá-las
 contracapa-do-livro

"Muitos de nós sentimos certo vazio, um misto de fadiga, desgaste e inquietude, falta de algo que não se sabe bem o que é.
Será que existe algo poderoso que cure esse vazio e satisfaça plenamente essa carência de alma?" (reflexão na primeira página do livro).


O livro foi lançado pela Ideal Gráfica e Editora em 2014 e possui 128 páginas divididas em 20 capítulos - todos com perguntas para reflexão no final. Há também exercícios em vários capítulos, o que é muito útil para melhor assimilação e prática do conteúdo.

Fé, oração e comunhão são fundamentais para alcançar os objetivos propostos no livro, sendo que nossa motivação para nos relacionarmos com Deus deve ser primordialmente o amor que Ele nos dedica.


Descubra algo novo

Esse é o primeiro capítulo do livro, no qual a autora diz:
"Deus deseja que mantenhamos comunhão com Ele, mas na ausência dessa comunhão, procuramos algo para preencher essa insatisfação, como coisas inadequadas ou perigosas. Mesmo coisas que em si são inocentes, podem tornar-se crueis dominadoras, se lhe permitirmos tomar o lugar de Deus em nossa vida."

Exemplos: recreações perigosas; filmes exageradamente emocionantes, violentos, dramáticos ou sensuais; glutonaria; consumismo, falta de temperança, etc. 

Por que essas coisas são tão procuradas? Por que será que nos acostumamos e gostamos delas?

Será que as procuraríamos se possuíssemos verdadeiramente os frutos do Espírito?

"Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.
Contra estas coisas não há lei."
Gálatas 5:22,23

Por isso, precisamos orar mais. É primordial encontrarmos tempo para essa atividade espiritual essencial, mesmo com tantas tarefas diárias.

Dias ruins chegam para todos e são nesses momentos que mais percebemos a fragilidade de nossa relação com Deus e de nossas orações, caso não sejam a prioridade em nossa vida cotidiana.

A oração precisa ter conteúdo, pois muitas vezes as fazermos mais pela força do hábito do que pela força da fé. "Oramos como quem olha uma vitrine, isto é, sem esperar que algo importante vá acontecer. Olhar vitrine não custa nada, mas deixa as pessoas de mãos vazias", disse Catherine Marshal.

Quanto mais orarmos a Deus, mais vontade teremos de orar, sendo o inverso também verdade. Precisamos suprimir nossa imaturidade no relacionamento com Deus e ter a mente disciplinada e interessada em meditar nas Escrituras e em orar. Dessa forma, conseguiremos ter uma ligação mais significativa com Deus. A maior motivação para isso é que "em Sua presença há plenitude de alegria."  Salmos 16:11


Sequência lógica de assuntos

Para que a oração seja mais proveitosa, coerente e sem repetição de assuntos, a autora sugere a seguinte sequência:

1) Confessar cada pecado, aceitar o perdão de Deus e perdoar nossos ofensores.

2) Adorar e louvar a Deus pelo que Ele é e pelo que Ele faz.

3) Petições pessoais e intercessoras.

4) Expressar confiança, fé e alegria de que Deus responderá nossas petições à Sua maneira.

5) Demonstrar gratidão.

6) Ouvir. A oração é um diálogo com Deus e não um monólogo. Por isso,"um dos grandes segredos das orações poderosas é aprender a ouvir a voz de Deus. Podemos ouví-Lo enquanto oramos ou ficando em silêncio por alguns momentos após a oração" - sugere a autora.


Sequência de temas para a semana

Gostei dessa sugestão, pois muitas vezes oramos pelos mesmos temas todos os dias, o que sobrecarrega a oração com mais do mesmo. Não raro nos perdemos ao expressar todos os nossos pedidos e intercessões além da adoração, louvores e agradecimentos em uma única oração. Dessa forma, a oração fica confusa, dispersiva e longa, o que muitas vezes provoca desânimo.

Para solucionar esse problema, a autora sugere que cada tema seja abordado em um dia da semana, sendo que problemas mais sérios merecem atenção diária.

Considere que as sugestões abaixo devem ser personalizadas de acordo com as necessidades de cada um:

Domingo: Ore por si mesmo em âmbito geral.

Segunda-feira: Ore por essa mesmas coisas por seu cônjuge.

Terça-feira: Ore por seus filhos, netos e familiares, dizendo seus nomes e necessidades. Acrescento também aqui seus animais de estimação.

Quarta-feira: Ore por pedidos de outras pessoas, dizendo seus nomes e necessidades.

Quinta-feira: Ore por seu País, Estado, Cidade, autoridades; chefe e colegas de trabalho. Acrescento aqui também orar pela natureza de forma geral.

Sexta-feira: Ore pelo pastor de sua igreja e seus familiares, missionários, projetos evangelísticos, etc.

Sábado: Ore agradecendo, louvando e reconhecendo a majestade de Deus. Adore a Deus como Soberano de sua vida.


Orar caminhando

Enquanto caminha, a autora sugere que oremos intercedendo por algumas pessoas que cruzaram em nosso caminho - o que pode ser feito também em grupo.


A hora diária que pode mudar o seu dia

Quando pensamos na correria diária, geralmente não vemos como dedicar 1 hora inteira à oração e comunhão com Deus, mas com tempo e prática percebemos o quão importante são esses momentos, pois "muita oração, muito poder; pouca oração, pouco poder".

Assim como a mudança de outros hábitos passa por estratégias, com esse não é diferente. Veja abaixo as etapas:

1º etapa: Contemplação - há conhecimento, mas ainda não há prática.
2º etapa: Preparação - início do aprendizado na prática.
3º etapa: Ação - prática regular por alguns meses.
4º etapa: Manutenção - quanto o novo hábito é praticado por 6 meses ou mais, pode-se considerar implantado.

Como inicialmente 1 hora por dia pode parecer muito, a autora sugere começar com 10 minutos, aumentando 5 minutos a cada semana. Após isso, se não for possível orar por 1 hora consecutiva, pode-se dividir os 60 minutos em 2 ou 3 partes.


Minha experiência

Orar durante 1 hora por dia não é tão difícil quanto parece inicialmente. Com o tempo, todos os minutos começam a ser satisfatoriamente preenchidos por você ou por Deus.


A oração modelo

Em um dos últimos capítulos do livro, a autora aborda a oração mais conhecida de todos os tempos: o Pai Nosso.

Essa oração não é apenas para ser recitada, mas para servir realmente de modelo, tanto que em Lucas 11:1 há o pedido dos discípulos à Jesus: "Senhor, ensina-nos a orar, como também João ensinou aos seus discípulos."

"Uma coisa é ler ou recitar uma oração, outra muito melhor é saber como orar. A Oração do Senhor cobre todas as coisas. Se em nossas orações seguirmos esse modelo, podemos ter certeza de que estamos orando como Jesus ensinou", diz a autora.

A oração do Pai Nosso possui 2 partes:
1º parte: glorificar a Deus.
2º parte: suprir as necessidades humanas.

De acordo com esse modelo, podemos perceber que o objetivo principal da oração é glorificar a Deus e somente depois, falar sobre as nossas necessidades.

"Nossas orações não modificam a Deus. Elas modificam a nós mesmos, nos elevam para mais perto dEle".


Conclusão

O livro é essencialmente espiritual, apresenta bons argumentos, exercícios e reflexões.

A leitura é agradável, com linguagem simples e de fácil entendimento, sendo algumas vezes mais profunda, como esperado para o tema. 

É um livro que recomendo àqueles que buscam desenvolver e aprimorar suas orações e comunhão diária com Deus. Porém, apesar de ser muito bom ao propor o melhor aproveitamento da oração, é sábio ter em mente que Deus não é como um restaurante self-service ou o gênio da lâmpada da ficção. Além disso, muitos de nossos pedidos não trariam bons resultados para nossas vidas, pois nossa visão é muito limitada.

Acredito que precisamos orar à Deus com fé e confiança suficientes para conseguirmos dizer com convicção e tranquilidade: "Que seja feita a Sua vontade em minha vida".

Encerro minha resenha com a última frase do último capítulo do livro:

"Nossa busca pela satisfação da alma através da sublime amizade com Deus continuará sempre, enquanto o Senhor nos conceder vida."


sexta-feira, 15 de junho de 2018

Para pensar #56


Fora o cão, um livro é, provavelmente, o melhor amigo do homem, porque dentro do cachorro, provavelmente, é muito escuro para ler.
Groucho Marx

terça-feira, 12 de junho de 2018

Quando a tristeza é necessária


Ninguém gosta de tristeza. Nunca.

Muitas vezes a evitamos. Outras vezes, a ignoramos, fingindo que não é em nossa porta que ela está batendo.

Esquecemos que muitas vezes a tristeza é necessária, importante e útil em nossa vida, pois nos mostra que há algo errado necessitando de correção.

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Em vez de fugirmos da tristeza, precisamos aprender a entender o que ela tem a nos ensinar.


Tristeza sem motivo

Apesar de muitas vezes não conseguirmos distinguir a causa, não acredito que exista uma única tristeza sem motivo. A própria consciência da mortalidade e a angústia existencial e/ou espiritual muitas vezes são causas de sentimentos tristes. E apesar de serem casos sem solução - pois é de conhecimento público que mais cedo ou mais tarde todos morreremos, o que causa angústia em maior ou em menor grau em todos nós - até aqui a tristeza é útil, pois nos ajuda a não desperdiçarmos a vida com o que não vale a pena.


Bons motivos para estarmos tristes

Sei que a frase acima soa bem estranha e até paradoxal, mas há muitas situações em que deveríamos agradecer pela tristeza. Veja alguns exemplos:

1) Se você faz um curso, tem uma profissão ou mora em um local que não gosta, ainda bem que a tristeza está presente! Ela poderá te levar à reflexões e às mudanças necessárias para que consiga estar em situações e locais que façam com que você realmente se sinta bem.

2) Se você costuma mentir, mas acha isso normal e não se sente desconfortável, talvez seja adequado prestar atenção em sua atitude, pois a honestidade, a integridade, a coerência e a moral foram danificadas.

3) Se você maltratou ou inferiorizou alguém por ser você superior na hierarquia da empresa para a qual trabalha e se sentiu bem agindo assim, também seria adequado prestar atenção, pois a consciência de que todos somos seres humanos falhou para você.  Trate os outros como gostaria de ser tratado: se isso não ocorrer, é saudável e natural que algum sentimento derivado da tristeza apareça em algum momento.

4) Se você é estudante e costuma tirar notas baixas nas avaliações, mas não fica nem um pouco triste quando isso ocorre, também é sábio verificar sua atitude, pois notas baixas significam reprovação e falta de preparação adequada para desafios maiores, como vestibulares e concursos públicos.

5) Se você costuma falar mal de uma pessoa para outras pessoas - a famosa fofoca - e acha isso normal, é bom refletir sobre isso, pois em algum momento é natural a consciência pesar e sentimentos tristes surgirem. Se isso não ocorrer, parece que algo está errado.

6) Imagine que você furtou algo. O ilusório triunfo inicial será substituído em pouco tempo por sentimentos que culminarão em tristeza, pois valores pessoais como honestidade e integridade foram jogados por terra. Porém, se você não se sentir desconfortável com sua atitude, é o momento para também refletir sobre suas atitudes, pois a consciência do que é certo e errado apresentou uma falha grave. No Brasil, infelizmente temos inúmeros exemplos nesse sentido.


Conclusão

Ficar triste não é agradável, mas necessário para o desenvolvimento pessoal, pois a tristeza age como um "freio" em atitudes que poderiam ser desastrosas externa e internamente.

Não ignore a tristeza, pois ela é necessária ao equilíbrio e à consciência de que somos seres finitos, vulneráveis e frágeis - apesar de sermos também fortes de várias maneiras.

Talvez tristeza e alegria sejam como os dois lados de uma moeda: ambas se complementam em seres pecadores como nós. É impossível imaginar o mundo atual sem esses dois sentimentos, que em conjunto com o medo e a raiva são a base de todos os outros sentimentos.

Da próxima vez em que você se sentir triste, procure identificar o que originou tal sentimento e o que você pode aprender com essa situação específica.

Se procurar lá no fundo - no fundo mesmo - talvez possa até encontrar respostas surpreendentes.

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Site consultado:  Emoções básicas - conceitos
Créditos das imagens: Tristeza - Segredos de Concurso e RTP411 Free Digital Photos

sexta-feira, 8 de junho de 2018

terça-feira, 5 de junho de 2018

Grande ideia + falta de ação = nada


Acontece comigo com frequência em relação ao blog: tenho uma boa ideia para um post. Tomo nota. Tenho outra boa ideia. Tomo nota também. E outra ideia. Mais uma nota. 

E dessa forma tenho várias folhas com notas... Notas que já não valem muito, pois no momento em que a ideia surgiu, naturalmente apareceu também um certo encadeamento de pensamentos que dariam vida à ideia. Mas como esse encadeamento ficou somente na mente, logo se dissipou como o vento.


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Outro fator importante é o momento em que a ideia surgiu. Qual era o contexto externo e o estado de espírito? Quais eram os sentimentos presentes? Se a ideia e o encadeamento de pensamentos somados ao contexto geral do momento não forem trabalhados em conjunto, corre-se o risco de perder a ideia e a inspiração que poderiam resultar em algo bom. Ou muito bom.


O que quero dizer é

Quando você tiver uma ideia - se a ocasião permitir - sugiro que registre o máximo que puder no momento, procure não se distrair com outros pensamentos, mas volte-se somente àqueles que podem enriquecer e agregar valor à ideia original.

Pensando dessa forma, a maneira como eu agia, raramente proporcionava o resultado esperado, pois as ideias anotadas não possuíam mais o encadeamento de pensamentos e o contexto original. É talvez possível conseguir um novo encadeamento, mas o original foi perdido para sempre. E talvez junto com ele também tenham sido perdidos a frase perfeita ou algo especial que traria um certo brilho ao texto. Ao mesmo tempo, pode ocorrer o mesmo com um novo encadeamento de pensamentos, mas eu prefiro usar o original, pois sempre resultam em bons posts.

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A música perdida

Há muito tempo criei uma música da qual gostei bastante. Gostei tanto, que pensei (modéstia à parte): "Ficou tão boa que jamais a esquecerei."

Toquei várias vezes essa música, o que reforçou minha irracional autossuficiência. Nunca gravei sequer um esboço. Tampouco anotei seus acordes.

Eu nunca havia feito algo assim! Sempre todas foram devidamente escritas, com observações e anotações, exatamente para eu não esquecer algum detalhe relevante. Muitas foram gravadas.

Eu não queria perder nenhuma, nem as que não me agradavam tanto, mas com a música que falei acima, agi de forma totalmente diferente, pois ficou tão boa (para mim), que achei ser impossível esquecê-la. Mas errei. 

Acabei esquecendo....

Só me lembro que haviam os acordes E e G. O restante, foi perdido para sempre.


Como faço hoje

Para não cair no mesmo erro da música perdida ou das ideias não utilizadas do início do texto, sempre que penso em um assunto que poderia se tornar um post interessante, procuro voltar minha atenção somente à esse tema, não deixando que outras ideias - muitas também interessantes - ocupem espaço e prejudiquem o desenvolvimento da primeira ideia. Se surgir uma ideia muito boa, anoto para não perdê-la, mas não demoro para transformá-la em um post.

Acredito que os resultados alcançados estejam sendo bons, pois além do aumento de visitas e comentários no blog, me sinto mais satisfeita com meus posts, no sentido de que acabam reforçando para mim mesma quais são meus valores, ideais e objetivos de vida.

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Conclusão

Apesar da modernidade dar tanto valor à pessoas multitarefas, somos naturalmente seres mono-tarefas. 

Dedicar-se à uma atividade por vez, além de ser mais gratificante, é também muito menos estressante. E no mundo das ideias, talvez aconteça a mesma coisa - pelo menos para mim têm sido assim: uma ideia bem desenvolvida pode transformar-se em um post muito bom, mas para isso é necessário abdicar das outras ideias que não tem relação com o tema, mas que também lutam pela atenção mental.

Como costumo dizer, muitas vezes menos é mais. Por isso, precisamos ter sabedoria, discernimento e disciplina necessários para dar atenção ao que realmente merece nossa atenção no momento.


E você?
Qual é o seu método para o desenvolvimento de posts?


Artigos recomendados:

https://amenteemaravilhosa.com.br/multitarefa-perigo-para-cerebro/
http://www.renataspallicci.com.br/carreira/multitarefa/

Créditos das imagens
Master isolated images, dream designs, digitalart  - Free Digital Photos

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Para pensar #54


Nós somos o que repetidamente fazemos. A excelência não é um ato, mas um hábito.
Brian P. Moran




terça-feira, 29 de maio de 2018

Como diminuir o estresse


Os excessos disfuncionais da vida moderna muitas vezes nos esgotam e nos desequilibram, resultando nos mais variados problemas de saúde.

O estresse crônico parece estar se tornando até uma epidemia. Quando fora de controle e por tempo prolongado, alterações cerebrais sérias podem ocorrer, ocasionando inclusive a depressão (veja os artigos no final do post). 

Por isso, hoje eu gostaria de compartilhar algumas dicas que pratico no momento – ou não, por falta de oportunidade. Para mim, todas surtiram um efeito muito positivo. Espero que aconteça o mesmo com você.

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1) Respiração

Essa dica é até um clássico quando o assunto é estresse. Respirar de forma lenta, profunda e consciente, inspirando pelo nariz e expirando pela boca. 

Um detalhe importante: é necessário que seja feita a respiração abdominal e não a torácica, com a qual nos acostumamos com o tempo, geralmente para “murchar” a barriga.

Se você tiver dúvidas de como proceder, repare um bebê respirando: o ar preenche toda a barriga e não apenas o tórax.


2) Caminhadas em meio a natureza

O ambiente natural por si só já tem um efeito bem relaxante. Caminhar nesses locais, com passadas normais – ou mais lentas – estando plenamente consciente e presente de corpo e alma ajuda a diminuir a tensão.

Melhor ainda se for em silêncio, somente com os sons naturais do ambiente e com a mente voltada exclusivamente ao exercício e à apreciação da natureza em volta.

Em algum momento, talvez você tenha a sensação de completude, de plenitude, principalmente se você se identificar com o local.


3) Tai chi chuan
Os movimentos lentos e cadenciados dessa atividade são uma experiência muito agradável principalmente se forem praticadas em meio à natureza.

Assim como na segunda dica, a sensação de completude é maravilhosa, faz com que você se sinta plenamente vivo, muito por causa da consciência necessária para a execução dos movimentos lentos – tão diferentes do que estamos acostumados.


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4) Jogos de raciocínio

A lista de opções é imensa: sudoku, caça-palavras, cubo mágico, cubo tetris, jogos de madeira ou de metal, etc. Há opções para todos os gostos e bolsos.

Eu gosto especialmente desses jogos por serem algo em que é necessária muita atenção, de forma que não há muito espaço para pensamentos estressantes.

Acima está uma foto de um dos meus preferidos atualmente.


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5) Brincar com animais de estimação

Os cães são ótimos para nos ajudar a relaxar, a sorrir, a nos sentirmos bem de forma geral. Brincar com os cães ou apenas fazer carinho neles, ajuda muito a diluir as tensões diárias.

É uma genuína relação ganha-ganha, pois ambos sempre são muito beneficiados.

Como eu disse no post Sorria!, não tenho contato com gatos, por isso não posso falar sobre eles. Mas pela crescente preferência de gatos como animais de estimação, creio que são ótimas companhias também.


6) Jardinagem

O contato com a natureza por si só é revigorante e ajuda na recuperação do equilíbrio perdido.

Não vou dizer que não dá trabalho, pois dá (e muito), mas a prática auxilia na liberação de endorfinas, já que exige um certo esforço físico.
Além disso, a jardinagem é uma excelente maneira de aprendermos a ser mais disciplinados: se você não organizar sempre, tirando os excessos e as ervas daninhas, o caos se instala rapidamente, principalmente em locais mais úmidos ou chuvosos.


7)  Ouvir música

Uma boa música é capaz de acalmar de forma surpreendente.
Como os gostos são muito variados, procure músicas mais tranquilas, dentro do estilo que você goste - uma música maravilhosa para mim pode ser uma fonte de estresse para você e vice-versa. Mesmo assim, vou dar uma sugestão: Canon in D, de Pachalbel. Talvez você inclusive a conheça.


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8) Admirar o por do sol

Acredito que essa dica dispense comentários. É sempre magnífico, surpreendente, maravilhoso, inédito e deslumbrante. Em minha opinião, nenhum ser humano deveria jamais ser privado desse espetáculo diário. 

É um momento no qual somos confrontados com nossa própria pequenez perante o universo enquanto somos agraciados com o infinito amor de Deus por nós.


9) Apreciar o céu

Apesar de inicialmente parecer a dica anterior, as diferenças são grandes. Durante o dia ou à noite, cada momento tem características especiais.

Durante o dia, há o azul relaxante da imensidão em contraste com nuvens brancas, que até parecem bolinhas de algodão.
Há também os pássaros, com voos que nos remetem à liberdade e à paz de espírito.

À noite, a lua, as estrelas e os poucos planetas visíveis a olho nu nos levam à perplexidade diante de tanta beleza, silêncio, imensidão e mistério.

Para mim, apreciar o céu em conjunto com a primeira dica (respiração) proporciona um relaxamento profundo.


10) Exercício físico

Ajuda a diminuir a tensão e proporciona a liberação de endorfinas.
Admiro pessoas que têm ânimo de frequentar uma academia ou um clube. É algo que não desperta a minha atenção.

Como não sou uma pessoa muito sedentária, exercício físico não é uma das minhas metas em relação ao gerenciamento do estresse. Pratico porque é bom para o corpo, mais pensando no sistema cardiorrespiratório. Tenho uma bicicleta ergométrica, que uso de vez em quando. Já tentei colocar vários tipos de música, mas não adianta: não é algo que me empolga mesmo...



Conclusão

Não precisamos de muito.

Se você reparar, a única dica que postei em que há algo tecnológico envolvido é ouvir música.

Não precisamos de muito para relaxar, para diminuirmos o estresse que muitas vezes nos esgota e acaba com nossas forças.

Quanto mais simples e agradável para você for a técnica, melhor. Muitas vezes, a sofisticação não está nos bens materiais ou em atividades complicadas, mas sim, nos propósitos e atitudes mais simples.


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Agora é a sua vez

E você? 
O que costuma fazer para diminuir o estresse?



Links 
Ali Express - Jogo de raciocínio Ming Luban
Estresse e depressão

Créditos das imagensDavid Castillo, Vlado, Dan e Stuart Miles  - Free Digital Photos


sexta-feira, 25 de maio de 2018

Para pensar #53



Você pode pensar que o que você gostaria de recuperar da sua juventude é a sua aparência, sua aptidão física, seus prazeres simples, mas o que você realmente precisa é a fluidez da mente que você já possuía.
Robert Greene


terça-feira, 22 de maio de 2018

Triunfo no importante, fracasso no essencial


Ao longo de sua existência, a humanidade tem se superado de maneira positiva em muitos aspectos, como na área de tecnologia, mas infelizmente o que deveria estar em primeiro lugar parece estar no final da lista de prioridades humanas. Me refiro as virtudes e valores que todos conhecemos – ou pelo menos temos ideia do que significam.

Respeito
Decência
Cidadania
Responsabilidade
Educação

Com frequência o que vemos é o descaso com as virtudes e a anomalia de uma estranha e crescente degeneração. A decadência, que no passado era sutil, hoje é intensamente visível.


lupa-e-balanca-de-etica

O contraste

O contraste humano chega a ser surreal. Enquanto os avanços na ciência e na tecnologia são notáveis – e muitos deles realmente importantes e úteis, o fracasso moral e espiritual alcança proporções cada vez maiores e até inimagináveis. Assim como a maior parte da população de 1920 classificaria como delírio a existência futura do telefone e da internet, acredito que também duvidariam de uma época na qual a indecência, a futilidade, a decadência moral e a erotização chegariam aos níveis que vemos hoje. Em relação à ganância e ao egoísmo, acredito que não se surpreenderiam, pois em todas as épocas esses defeitos de caráter estiveram presentes na história da humanidade, de acordo com o conhecimento, a possibilidades e ferramentas disponíveis em cada época.

O problema é que a natureza pecaminosa tem dominado muito mais pessoas do que o máximo suportável para que houvesse o mínimo necessário ao equilíbrio do planeta. O ditado "uma laranja podre estraga todas as laranjas da cesta" resume bem a questão, pois querendo ou não, de forma consciente ou não, todos influenciamos e somos influenciados a maior parte do tempo.


O eu em primeiro lugar

No Brasil isso é muito evidente, começando por aqueles que deveriam gerir da melhor forma possível os recursos públicos e não desviá-los ou utilizá-los de forma descuidada.

Enquanto as palavras ensinam, o exemplo arrasta - o negativo "jeitinho brasileiro" está aí para comprovar, pois contaminou todas a classes sociais, sem exceção.

O culto ao ter, ignorando o ser, demonstra o quanto estamos cada vez mais nos distanciando de nossa essência. De forma curiosa e até paradoxal, enquanto há o distanciamento do essencial, há a priorização do "eu" através da satisfação de desejos e de necessidades desnecessárias.

O "eu" em primeiro lugar também está muito presente na falta de cidadania, educação e responsabilidade. Talvez essa seja a mais grave forma de priorizar o "eu", pois todos sabemos - ou pelo menos temos ideia de - qual é o comportamento adequado para a harmônica convivência em sociedade.

Aprendemos desde cedo a não mentir, a sermos educados, a não destruir a natureza, a respeitar o próximo. Mas o que vemos todos os dias é exatamente o contrário, salvo exceções, que como eu disse anteriormente, são insuficientes para manter um equilíbrio minimamente funcional no planeta.


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Sem o equilíbrio necessário, o que vemos?

- Poluição generalizada - atmosférica, sonora, visual, do solo, da água - devido ao excesso de "necessidades" desnecessárias, à ânsia por possuir cada vez mais e à explosão demográfica. Recordo que o psiquiatra Flávio Gikovate disse uma vez em seu programa na Rádio CBN que o versículo bíblico "crescei e multiplicai-vos" não está mais em vigor, pois a Terra já está cheia. Atualmente somos mais de 7 bilhões de pessoas - número catastrófico para a regeneração das áreas exploradas ou degradadas por nós mesmos, humanos.

- Crescente falta de paciência, cordialidade e de educação no trânsito.

- Aumento da violência, que alcançou patamares endêmicos em muitas regiões.

- Músicas com alto volume a qualquer hora do dia ou da noite, perturbando o sossego alheio, que é teoricamente garantido por lei, mas que na prática tornou-se apenas mais um artigo decorativo de uma lei que provavelmente nunca será cumprida.

- Exploração dos recursos naturais de forma ilegal devido a ganância cada vez mais intensa.

- Lucros cada vez maiores da indústria – e consequentemente do sistema governamental – devido à explosão demográfica. A consequência não poderia ser outra além do aumento da poluição de todos os tipos, formando um círculo vicioso de decadência e incredulidade de que um dia a humanidade alternará sua rota rumo ao fundo do poço para o qual está caminhando a passos largos.


O resultado

Vivemos em uma sociedade cada vez mais doente, que está adoecendo cada vez mais também o mundo em que vive.

Lembro ter lido que até aproximadamente o ano de 2010 era previsto que as doenças mais incapacitantes seriam as cardiovasculares e o câncer. Dados atuais mostram que a depressão superou as duas, passando do terceiro para o primeiro lugar na previsão.

Além disso, houve um aumento significativo em casos de ansiedade, síndrome do pânico, gastrite, diabetes, hipotireoidismo, enfim, de muitas doenças relacionadas ao estresse, aos excessos, à alimentação altamente processada, às pressões e à vida em desarmonia e em desequilíbrio da modernidade.


Conclusão

Há algo de muito errado com a humanidade.

Se os triunfos da tecnologia e da ciência vieram para facilitar e melhorar a vida, por que o que vemos cada vez mais é o oposto?

De que adianta termos mais anos de existência, mas perversamente menos vida nesses longos anos?

Enquanto não houver um retorno, mesmo que parcial, aos valores morais e espirituais, seguiremos lentamente rumo a um destino ainda pior.


Encerro o post com dois trechos do vídeo Koyaanisqatsi – Life out of balance, de Philiph Glass, que foi lançado em 1983, ou seja há 35 anos, do qual eu já havia postado um trecho no início do blog.

Na época, escrevi:
"Repare nas fisionomias das pessoas que estão nas ruas e nos carros.
Semblantes felizes? Tristes?  
Vazios? Inexpressivos? 
Ansiosos? Calmos?
Indiferentes? Indecifráveis?

Eu fico pensando:
O que temos feito para que a situação apresentada no filme melhore? 
Ou piore?"

5 anos depois, a primeira pergunta que faço é a mesma: repare nas expressões faciais das pessoas no segundo vídeo. Não se parecem com o que vemos no dia a dia?

O que temos feito para que a situação apresentada no filme melhore? 
Ou piore?

Será que essa é a vida para a qual fomos criados?


Parte 1 - The Pulse (o momento que mais gosto neste vídeo é o que começa em 3:00)



Parte 2 - The Grand Illusion





Créditos das imagens: 
Stuart Miles e Witthaya Phonsawat - Free Digital Photos 

Referências:

Até 2020, a depressão será a doença mais incapacitante do mundo, diz OMS
Depressão afeta mais de 300 milhões de pessoas e é doença que mais incapacita pacientes, diz OMS
Depressão é a doença mais incapacitante do mundo
Uma epidemia de depressão