terça-feira, 24 de abril de 2018

Que diferença você quer fazer?


Cada vez mais percebemos o quanto o uso excessivo dos recursos naturais tem prejudicado a natureza de forma geral. Extrações ilegais de matéria-prima, construções ilegais em áreas de mananciais ou de proteção ambiental, excesso de impermeabilização do solo, excesso de poluição, cidades que parecem cicatrizes cinzas em meio ao exuberante verde ao redor. Quanto desequilíbrio! Quantos contrastes!

Por que a ânsia por dominar a natureza e não pela convivência harmônica com ela?

Em pleno século XXI, há excesso de coisas ruins e escassez de coisas boas na relação entre seres humanos e meio ambiente.

Até quando o planeta suportará tantos maus tratos provenientes daqueles que deveriam zelar e não destruir? 

Infelizmente o homo sapiens parece ter deixado de lado a sabedoria e a razão e transformado-se no homo degradandis, que está mais interessado:
- em seus próprios interesses pessoais e quase nada no coletivo;
- no aumento da produção e do consumo, sejam eles úteis e necessários ou não;
- em um sistema ecologicamente insustentável.


Por que consumimos tanto?

Muitas vezes o intenso apelo ao consumo induz a compras por impulso ou aquisições desnecessárias de produtos que estão "na moda". Mas qual é o objetivo de comprar algo apenas por estar "na moda"? Status talvez? Ou o sentimento de estar integrado à sociedade? Qualquer que seja o motivo, a indústria agradece. Mas e o planeta?

Por que precisamos consumir tanto? Muitas vezes a resposta é: "eu preciso disso ou daquilo".
Precisa mesmo?
Se pensarmos um pouco, sabemos que muitas coisas que temos são totalmente desnecessárias e descartáveis. Precisamos aprender a comprar com consciência e a simplificar nossas vidas. E não a complicá-la ainda mais com excessos irrelevantes.

Passamos de 7 bilhões de pessoas e a exploração dos recursos naturais no patamar em que se encontra não deixa o tempo necessário para que a natureza consiga recuperar-se.

Dia 22/04 foi o Dia da Terra. Por isso, hoje resolvi falar sobre esse assunto, que é considerado chato por muitos. Infelizmente tornou-se um tema necessário devido ao homo degradandis no qual nos tornamos...

Não sei se vocês viram o vídeo abaixo. Estava na página inicial do Google no domingo. É curto, não chega a 2 minutos. Vale a pena ver. E rever. Gostaria de encerrar esse post com uma frase que retirei dele. 


"Todos os indivíduos são importantes, cada um deles exerce algum impacto no planeta todos os dias e cabe a nós escolher que tipo de diferença queremos fazer."
Jane Goodall, antropóloga


Voltando ao título do post: que diferença você quer fazer hoje?





Fonte consultada: http://www.anped.org.br/sites/default/files/trabalho-gt22-4187.pdf

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Para pensar #48


Somos livres para escolher, mas prisioneiros das consequências.
Pablo Neruda



terça-feira, 17 de abril de 2018

Hábitos saudáveis


Conforme prometido anteriormente, esse é o terceiro post sobre algumas reflexões do livro "Na jornada com Cristo", de Max Lucado. Para ver os anteriores, veja os links no final do post.

Meu objetivo é aprofundar um pouco mais o assunto, focando o lado do desenvolvimento pessoal e do autoconhecimento. Ao ler os textos, vários questionamentos e pensamentos passaram por minha mente. São eles que quero compartilhar com vocês.


Essa reflexão inicia com uma frase que dispensa comentários:
“O crescimento é o objetivo do cristão.
A maturidade é o seu dever.”

O tema proposto é a tão conhecida “zona de conforto”, que muitas vezes se torna tão desconfortável a ponto de tornar esse nome estranho, incoerente e sem conexão com a realidade, sendo mais apropriado sua mudança para “zona de desconforto”.

O crescimento e o desenvolvimento são os objetivos de todos nós, em todas as áreas da vida. Mas são de verdade mesmo, rotineiramente falando? Ou ficam na categoria do "deveriam ser"?

Geralmente é tentador e confortável ficarmos no lugar por nós escolhido, por tempo indefinido.
Mas será que isso é bom?
Será que nos proporciona algum crescimento?
Por que agimos dessa forma? Por medo? Por preguiça?
Por que será que temos tanto medo do desconhecido?


porta-de-saida-com-ceu-na-saída

O texto propõe um exercício simples, mas profundo.
“Lembre-se de uma época não muito distante de sua vida. Um ou dois anos atrás.“

Então, faça uma pergunta a si mesmo:
“Como você compara sua vida hoje com a daquele tempo?”

Você pode fazer essa pergunta para todos os setores (familiar, espiritual, profissional, saúde, finanças, formação acadêmica, etc).

Então estará apto a questionar-se de forma sincera: estou realmente aprendendo a aprender? Aprendendo a mudar?

Muitas vezes paradigmas precisam ser substituídos ou abandonados para não atrapalharem nosso próprio desenvolvimento.


Hábitos...

Palavra simples, tão comum, mas tão difícil de ser colocada em prática no momento de substituir ações indesejadas por outras que nos façam bem e proporcionem o nosso crescimento!

O objetivo dessa reflexão é incentivar a adoção de hábitos saudáveis em nossa rotina. Hábitos com os quais nos identifiquemos, que façam sentido para nós.

Apesar dessa mudança não ser impossível, é bem difícil devido a nossa própria psicoadaptação ao estilo de vida escolhido. 
Por isso, minha sugestão é: comece mudando um hábito por bimestre. Ou demore o tempo necessário até perceber consistência e solidez na mudança.


puzzle

Como costumo dizer, “muitas vezes menos é mais”. Por isso, ao mudar um hábito a cada dois meses, você terá conseguido substituir ou formar 6 novos hábitos de forma consistente e consciente em um ano.

O resultado desse esforço?
Crescimento e desenvolvimento pessoal sólidos nas coisas que realmente importam para você.



Links
1º post - O caráter produz coragem
2° post - Concentre-se na tarefa que você tem em mãos
Na jornada com Cristo (Max Lucado) – Resenha

Créditos das imagens
Saída: Naypong - Free Digital Photos
Puzzle: dream designs - Free Digital Photos



sexta-feira, 13 de abril de 2018

Para pensar #47


Diga-me e eu esqueço,
mostre-me e eu me lembrarei, 
envolva-me e eu aprenderei.
Benjamin Franklin




terça-feira, 10 de abril de 2018

Como ter pensamentos mais claros


O excesso de informações e de estímulos sensoriais tão comuns na sociedade em que vivemos resulta em uma mente sobrecarregada, que frequentemente divaga e alterna entre pensamentos, sem focar-se em nenhum.

Esse hábito de pensar ininterruptamente em qualquer coisa que nos venha à mente, acaba prejudicando nossa saúde física e mental, através de sintomas como fadiga crônica, falta de concentração e de clareza de pensamentos.



cabeca-homem-natureza-dentro-mente-calma


Como mudar essa situação

Eu gostaria de sugerir 3 ideias para que você consiga iniciar o caminho de volta e ter uma mente mais clara e calma.

1) Aprenda um idioma
Considero essa sugestão muito eficaz. A encontrei no livro Trabalhe 4 horas por semana, de Timothy Ferriss. Se quiser ver minha resenha desse livro, clique aqui.

Em outro idioma nossas frases e pensamentos ficarão mais claros devido ao vocabulário mais restrito. Não haverá espaço para o encadeamento de pensamentos negativos, disfuncionais ou problemáticos de forma mais profunda. Nossa atenção volta-se ao básico, ao desconforto principal, mas não há espaço e nem palavras para descrever e alimentar todos os desconfortos, sensações e dúvidas subsequentes.

Aprender um novo idioma não é algo fácil, mas muitas vezes superestimamos as dificuldades desse desafio enquanto subestimamos os benefícios que tal aprendizado pode nos proporcionar – o mesmo ocorre com várias tarefas ou objetivos que temos.

Para pensar: será que em outro idioma, os pensamentos também seriam ininterruptos em sua mente?

Minha experiência: nesses momentos, naturalmente eu consigo ter mais controle e consciência sobre o que estou pensando, até porque muitas vezes é preciso pensar para então formar o pensamento ou frase em outro idioma.

Além disso, essa dica tem como “brinde” o aprendizado de outra língua, o que talvez possa ser muito útil futuramente. Eu aconselho iniciar pelo inglês (ou ficar apenas nele), pois é considerada a língua padrão dos seres humanos. Se o seu interesse for por esse idioma, sugiro que veja o post 8 maneiras de melhorar o seu inglês.

“Aprenda um idioma e você ganhará um segundo par de lentes através do qual poderá questionar e compreender o mundo”.
Timothy Ferriss


2) Pratique mindfulness
Estar presente de forma integral e consciente no “agora” diminui os pesados e muitas vezes desnecessários fardos de preocupações e ansiedades.

Se quiser saber mais sobre o assunto, veja aqui meu post sobre essa técnica.


3) Aprenda Libras
Além da eventual utilidade em caso de necessidade, principalmente para quem trabalha com o público externo, a estrutura e o raciocínio enxuto dessa linguagem também ajuda a tornar nossa mente mais clara devido ao uso de frases e sinais breves e diretos.
Além disso, em uma sociedade que está começando a pensar com seriedade na questão da acessibilidade, estar capacitado para a comunicação com surdos pode ser profissionalmente bem interessante.
Para iniciantes, além de muita informação e vídeos disponíveis na internet, eu gostaria de sugerir o curso Introdução à Libras do ENAP – Escola Nacional de Administração Pública, que possui muitos vídeos explicativos e certificado, se aprovado. As turmas são abertas periodicamente, basta verificar o calendário de cursos no próprio site. Clique aqui para ver o catálogo.


Conclusão
Acredito que essas 3 dicas sejam auxiliares muito úteis para o alcance de um diálogo interno mais direto e saudável. Dessa forma, é possível nos conhecermos melhor, sabendo de forma clara quais são nossos valores e objetivos. Além disso, conseguiremos eliminar de nossas vidas o excesso de detalhes improdutivos, desnecessários, disfuncionais e estressantes. Com certa frequência nos perdemos nos detalhes e até nos detalhes dos próprios detalhes, algo que diminuirá significativamente, pois teremos mais controle sobre nossos pensamentos.

Você utiliza alguma dessas técnicas para deixar a mente mais clara? Ou conhece outras? Convido-o a compartilhar aqui suas dicas, para enriquecer ainda mais o post e consequentemente nossas vidas.


Créditos da imagem: Idea Go Free Digital Photos

sexta-feira, 6 de abril de 2018

terça-feira, 3 de abril de 2018

Concentre-se na tarefa que você tem em mãos


Conforme prometido anteriormente, esse é o segundo post sobre algumas reflexões do livro "Na jornada com Cristo", de Max Lucado (clique aqui para ler o primeiro). Meu objetivo é aprofundar um pouquinho mais o assunto, focando o lado do desenvolvimento pessoal e do autoconhecimento. Ao ler os textos, vários questionamentos e pensamentos passaram por minha mente. São eles que quero compartilhar com vocês.

O autor inicia esse texto falando sobre o fato da vida ser difícil por si só e piorar quando seguimos na direção errada. Por isso, é fundamental estarmos focados em nossos objetivos, em nossa missão, valores e princípios. Nossas atitudes no momento presente é que determinarão nosso futuro, por isso, nada mais adequado e sábio do que estarmos realmente concentrados e conscientes do motivo e do objetivo de nossas ações.



escadas


Max Lucado cita o exemplo de Jesus, que teve muitas oportunidades para ser um revolucionário político ou um poderoso líder nacional. Mas como nenhum desses era o Seu objetivo, Ele seguiu Seu caminho e cumpriu a missão à Ele destinada.

Agora, deixando o texto um pouco de lado, pergunto: apesar das inúmeras alternativas que temos, será que estamos seguindo realmente o nosso próprio caminho, sem interferências ou pressões da sociedade, do marketing ou de nossos próprios familiares?

Será que estamos mesmo focados e tendo como meta alcançar o que nos faz bem, o que faz com que nos sintamos vivos, plenos e completos?
Será que estamos mesmo focados em viver o momento presente como deveríamos?

Ou será que, principalmente por questões financeiras somos forçados (ou nos forçamos) a trilhar o caminho deteriorado deixado pelas gerações anteriores? Aqui, não me refiro apenas a questões de descendência, mas também da sociedade como um todo, com suas gigantescas cidades muitas vezes disfuncionais - e até anômalas - poluição de todos os tipos, trânsito caótico, violência urbana crescente, segundas-feiras com cara de velório e sextas-feiras com cara de alívio.

Será que estamos nos aproximando ou nos afastando cada vez mais de nós mesmos, de nossa própria personalidade, daquilo que faz com que nos sintamos realmente vivos de verdade, da vida que vale a pena ser vivida?


mulher-de-bracos-abertos-ao-sol-e-natureza-ao-fundo


No final dessa reflexão, Max Lucado aborda o famoso versículo de João 19:30: "Está consumado"
Missão cumprida.
Tarefa finalizada.

E termina dizendo: "Você não gostaria de dizer o mesmo? Não gostaria de fazer uma retrospectiva da sua vida e ver que cumpriu a missão para a qual foi chamado?"


Escada - Stuart Miles - Free Digital Photos 
Liberdade - graur razvan ionut - Free Digital Photos 




sexta-feira, 30 de março de 2018

Para pensar #45


Ser pessimista é uma forma extremamente cômoda de existir, pois há nisso uma grande vantagem: não ter trabalho algum.
A melhor maneira de acreditar que não se pode fazer nada é acreditar que nada pode ser feito.
Mário Sérgio Cortella



terça-feira, 27 de março de 2018

Solitude x Solidão


A sociedade em que vivemos dá muito valor à interação social. Estar ou fazer coisas sozinho parece até coisa de outro mundo. Mas não é.

Obviamente que a solidão indesejada é incômoda e desagradável, mas não é esse exatamente o objetivo desse post. Hoje eu quero falar sobre solitude, que é você estar sozinho por escolha própria e não em razão das circunstâncias.

Por causa da confusão existente entre solidão e solitude e do estigma e preconceito que rondam o tema, muitas pessoas evitam ficar sozinhas, quando na realidade ficar só pode ser muito benéfico e em alguns casos até pode ser um grande ato de amor próprio. Como diz o conhecido ditado, muitas vezes é melhor estar só do que mal acompanhado.

Há tantas atividades agradáveis e importantes que podemos fazer em momentos de solitude! Oração, meditação, leitura – só para citar alguns. São momentos ideais para o autoconhecimento e reflexão, para você pensar melhor sobre seus valores, princípios e objetivos. São momentos nos quais você pode começar a apreciar sua própria companhia.


Menino-lendo


Enquanto a sociedade, as redes sociais e a mídia dizem que você deve estar o tempo todo interagindo com outras pessoas, pense primeiro em interagir com você mesmo, procurando encontrar um equilíbrio saudável entre a solitude e a vida social.

Para mim, Jesus é o melhor exemplo desse equilíbrio. Apesar de passar a maior parte do tempo entre pessoas, com uma vida social muito intensa, separava momentos para a solitude – momentos de oração e comunhão com Deus. 

Se até Jesus necessitava desses momentos, o que dizer de nós? É fundamental não nos deixarmos levar pela cultura de massa, que conseguiu desvirtuar até a solitude.  Para nosso próprio bem, precisamos desses momentos à sós.

Experimente! 
Os resultados podem ser surpreendentes.


Créditos da imagemAKARAKINGDOMS - Free Digital Photos

sexta-feira, 23 de março de 2018

Para pensar #44


A natureza encanta ao materializar a harmonia em muitas de suas relações.
Desconheço o autor


abelha-em-flor-vermelha


Créditos da imagemElwood W. McKay III Free Digital Photos


terça-feira, 20 de março de 2018

Trabalhe 4 horas por semana – Timothy Ferriss - Resenha


“Fuja da rotina, viva onde quiser e fique rico”.
Quem não gostaria de viver exatamente como descrito no subtítulo do livro?

Apesar da existência de alguns trechos mais teóricos ou monótonos, a maior parte da leitura é agradável, com exemplos e exercícios práticos. Além disso é um livro que procura quebrar alguns paradigmas como:

“A descrição do seu emprego não é a descrição de você mesmo.”
e
“A vida não tem que ser difícil. Não tem mesmo.”

trabalhe-quatro-horas-por-semana–timothy-ferriss

Infelizmente muitas das sugestões apresentadas não são aplicáveis ou viáveis no Brasil. Mesmo assim, vale a leitura, pois algumas mudanças dependem apenas de nós, como o gerenciamento de nosso tempo e a busca por pelo menos um pouco de qualidade de vida.

Todos os capítulos são iniciados com dois pensamentos de autores diversos, sendo a maioria deles muito profundos ou relevantes. Ou as duas coisas.
Um exemplo:

“Toda vez que você se encontra do lado da maioria, é hora de parar e refletir.”
Mark Twain


A história de Timothy Ferriss
O autor não vê nenhum sentido em passar a vida sentado atrás de uma mesa de escritório todos os dias das 9 às 17 horas até os 62 anos. Eu também não e acho que muitos de vocês também pensam dessa forma. 
Ele conseguiu ser bem sucedido ao criar uma empresa de suplementos alimentares e através dela pode dedicar-se mais ao que realmente lhe era importante, como tango, kick-boxing, viagens, aprendizado de idiomas entre outras atividades.

Timothy Ferriss questiona:
“Qual é a grande vantagem que justifica passar os melhores anos de sua vida esperando ser feliz ao final dela?”


Os 4 passos
Para reinventar-se, o autor sugere 4 passos:

1) Definição
Incentiva o leitor a descobrir quais são seus objetivos e prioridades; a fazer coisas diferentes e a explorar a criatividade; a não ver o trabalho apenas como uma obrigação, mas como uma maneira de desenvolvimento.

“Depois de anos de trabalho repetitivo, você provavelmente sentirá a necessidade de cavar fundo para encontrar suas verdadeiras paixões, para redefinir seus sonhos e para reviver hobbies que você deixou atrofiar até à beira da extinção. O objetivo não é apenas eliminar o que é ruim, porque isso não provoca nada além de um vácuo, mas perseguir e experimentar o que há de melhor no mundo”.

2) Eliminação
O próprio nome já diz: eliminar o que não é essencial ou necessário, uma das razões de ser do blog Simplicidade e Harmonia.
O autor aborda o princípio 80/20, de Vilfredo Pareto, que dispensa comentários. Para quem não conhece, veja alguns exemplos citados no livro:
- 80% das consequências decorrem de 20% das causas;
- 80% dos resultados vêm de 20% do tempo gasto em esforço;
- 80% dos lucros de uma empresa vêm de 20% dos produtos e dos clientes.

Nessa parte do livro, Timothy Ferriss também aborda a Ignorância Seletiva e dá algumas dicas de maneiras educadas de como não prolongar conversas inúteis. Como no diálogo abaixo:

"Jane: (recebendo) : Alô?
John: (ligando): Alô, é a Jane.
Jane: Sim, sou eu.
John: Oi, Jane, aqui é o John.
Jane: Ah, oi, John. Como vai? (ou) Ah, ou, John. O que há?

John então fará uma digressão e começará uma conversa sobre nada, da qual
você terá que se recuperar e então pescar o verdadeiro objetivo do telefonema. 

Há uma forma melhor de se atender:
Jane: Aqui é a Jane.
John: Oi, aqui é o John.
Jane: Oi, John. Estou um pouco ocupada agora. Em que posso ajudar?

Continuação em potencial:
John: Eu posso ligar mais tarde.
Jane: Não, eu tenho um minuto. O que posso fazer por você?

Não estimule as pessoas a engatarem uma conversa fiada e não lhes permita
que façam isso. Leve-as imediatamente ao ponto. Se começarem a enrolar ou tentar adiar para uma ligação posterior, enquadre-as e force-as a voltar para o ponto central."

Outra dica muito útil é o hábito que ele possui de abrir e-mails apenas às segundas-feiras de manhã. Reconheço que para a maioria de nós isso é inviável, mas percebo que o e-mail é um dos maiores consumidores de tempo, perdendo apenas para as redes sociais na categoria inutilidades e baboseiras - claro que há muitas coisas boas nas redes sociais, mas todos sabemos que a maioria dos posts são perda de tempo, por isso precisamos saber filtrar em quais deles vale realmente a pena focarmos nossa atenção.

3) Automação
Essa parte é a mais difícil e improvável no Brasil, pois aborda a contratação de um assistente pessoal para pagar faturas, comprar presentes de aniversário, fazer compras em supermercados e atividades afins. Nesse caso, ele contratou um assistente trabalhando remotamente na Índia.

Por não estar relacionado à realidade brasileira, não irei me aprofundar nesse tema.

4) Liberação
O autor aborda os acordos de trabalho remoto com chefes, objetivando o trabalho 100% remoto. É um tendência, mas ainda não tão abrangente no Brasil como poderia ser.


O que mais gostei
Timothy Ferriss aborda bastante o assunto "tempo", com o qual me identifico muito desde a infância - há vários posts aqui no Simplicidade e Harmonia sobre esse tema. Se quiser ver, clique aqui.

Há muitas frases profundas, que futuramente se tornarão assuntos de posts ou estarão às sextas-feiras no "Para pensar".
Um exemplo:
"Foque-se em ser produtivo em vez de focar-se em estar ocupado."


Conclusão
Apesar de voltado ao mercado note-americano, o livro é bom, pois aborda o trabalho de uma maneira diferente da qual estamos habituados. Além disso, fala bastante sobre empreendedorismo - o que tem tudo a ver com o Brasil.

É um livro interessante, para mim valeu a pena a leitura.


sexta-feira, 16 de março de 2018

Para pensar #43


Eu tenho descoberto que a coisa mais importante nessa vida não é onde estamos posicionados, mas sim para onde estamos indo.
Oliver Wendell


terça-feira, 13 de março de 2018

O caráter produz coragem


Conforme prometido há muito tempo , esse é o primeiro post de alguns que farei sobre as reflexões do livro “Na Jornada com Cristo”, de Max Lucado. Clique aqui para ver a minha resenha. Meu objetivo é aprofundar um pouquinho mais o artigo, focando o lado do desenvolvimento pessoal, do autoconhecimento. Ao ler os textos, vários questionamentos e pensamentos passaram por minha mente e são eles que quero compartilhar com vocês.

Nessa reflexão, o autor afirma que muitas pessoas tentam enfrentar seus próprios medos com a força. Externamente são intimidadoras, mas por dentro estão tremendo de medo.
Quando o caminho não é a força, usam outras táticas: acúmulo de riquezas, a falsa segurança depositada nos bens materiais, a ânsia por fama ou por status.

Será que tais estratégias realmente funcionam? 
Será que são capazes de nos livrar de nossos medos? – questiona o autor, que encerra o texto com chave de ouro:

“A coragem é o resultado de quem somos. Os apoios externos podem sustentar-nos temporariamente, mas somente o caráter interior produz coragem.”

coragem-medo-setas-indicativas-em-tela-de-tablet

Infelizmente o texto descreve bem a situação atual: damos pouca atenção ao que realmente importa e consumimos muito, na tentativa de obter segurança e satisfação passageiras ao preencher com bens materiais e status o vazio que só pode ser preenchido através da plena consciência de quem realmente somos e por Deus (ou por uma força superior, de acordo com a sua crença pessoal).

Encarar nossos próprios medos é difícil, desagradável e assustador. Mas talvez seja uma da poucas maneiras capazes de nos direcionar à maturidade e ao desenvolvimento pessoal sem o apoio de subterfúgios que nos proporcionem a frágil e falsa sensação de segurança, pois bem lá no fundo, no âmago de nosso ser sabemos que tudo isso não passa de auto enganação.

Por isso, precisamos ter coragem para encarar, e na medida do possível superar,  nossos medos, limitações e tendências perniciosas.

O resultado?
Uma vida mais coerente e satisfatória, na qual os bens materiais e a riqueza terão a importância e apropriada, sem exageros para mais ou para menos.


Créditos da imagem: Stuart Miles - Free Digital Photos
Se quiser saber mais sobre caráter, temperamento e personalidade, veja aqui a minha resenha do livro Psicopatas do Cotidiano, de Katia Mecler.


sexta-feira, 9 de março de 2018

Para pensar #42


Hoje em dia o luxo reside em tudo aquilo que rareia:
1. a comunicação com a natureza,
2. o silêncio,
3. a meditação,
4. a lentidão reencontrada,
5. o prazer de viver contra o tempo,
6. a ociosidade intelectual,
7. a fruição das obras maiores do espírito.

São privilégios que não se compram porque, literalmente, não têm preço. Então a uma pobreza imposta poderemos opor um empobrecimento escolhido, ou melhor, uma auto restrição voluntária. Isso não é de forma nenhuma uma opção pela indigência, mas a redefinição das prioridades pessoais de cada um.

por-do-sol-nas-montanhas

Fonte: Uma nova moral da frugalidade



terça-feira, 6 de março de 2018

Intenção x concretização


Para uma grande parte da humanidade parece que o ano novo trouxe consigo uma lista personalizada de boas intenções em forma de sonhos, objetivos, propósitos e planos.

Eis alguns deles:
- perder peso
- conseguir um emprego
- conseguir um emprego melhor
- começar um curso
- terminar um curso
- assistir menos televisão
- ler mais livros
- destralhar a casa
- ter uma alimentação mais saudável
- praticar exercícios físicos
- começar a investir

A lista é longa...

formigas-trabalhando

Todos esperam que o ano que se iniciou seja melhor do que os outros e a lista, de certa forma, ajuda a determinar os objetivos mais relevantes.

Se você fez uma lista no final do ano passado, quantos dos objetivos você tem realmente levado a sério?

Passaram-se mais de dois meses do início de 2018 e após a empolgação inicial, quantos dos objetivos você já sabe que ficarão apenas na intenção? Quantos desses objetivos agora confinados apenas ao papel também estavam nas listas de anos anteriores?

Com o passar do tempo, até mesmo as intenções mais significativas vão ficando cada vez mais distantes se não colocadas em prática, pois a rotina que parece funcionar acaba falando mais alto. Além disso, a própria zona de conforto (ou de desconforto?) ou os problemas acabam desmotivando e tirando ainda mais o foco dos objetivos propostos.

Por isso, hoje eu gostaria de convidar você a verificar sua lista. Procure por itens que ainda são importantes. Digo “ainda”, pois em dois meses, muitas coisas que faziam sentido podem começar a não mais fazer.

Encontrou os itens importantes?
Se ainda não os iniciou, não tente justificar-se, nem mesmo mentalmente. Partir para a ação é a melhor escolha.

Disciplina.
Interesse.
Esforço.
Mudança de hábitos.
Essas são algumas chaves que o ajudarão a alcançar os objetivos propostos.

Dica de ouro: não procrastine. Agindo assim, você não chegará ao final do ano com uma nova lista de velhos objetivos, mas com uma nova lista genuína. E com a agradável sensação de bem-estar por ter cumprido exatamente o que você se propôs a fazer.

Sucesso!


smiley-sorrindo



Créditos das imagens: SweetCrisis e pockygallery Free Digital Photos

sexta-feira, 2 de março de 2018

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Juventude antecipada, juventude prolongada


Vivemos em uma época muito estranha.
Acredito que essa frase tenha feito você pensar em vários temas e problemas atuais, mas o foco desse post é basicamente a vestimenta atual.

Há poucas décadas, criança se vestia como criança e tinha hábitos de criança enquanto adulto se vestia como adulto e tinha hábitos de adulto.

criancas

Mas o que vemos hoje?
Meninas de 4, 6 anos vestindo roupas coladas no corpo, evidenciando perninhas bem desenhadas, mas evidenciando também outras partes do corpo que mulheres adultas de 50 ou 60 anos atrás sequer ousavam destacar.

Vivemos em uma época de erotização precoce e muito perigosa das meninas (ainda mais com a internet e a pedofilia). Se nas décadas anteriores, de vez em quando brincávamos de nos vestir como nossas mães, com direito a batom e unhas pintadas, hoje isso não é mais brincadeira, pois tornou-se algo rotineiro, como se fosse normal.

Você já deve ter visto pelo menos uma vez, mãe e filha (de até uns 10 anos) usando praticamente a mesma roupa: blusa muito justa e calça legging.

Onde foram parar as roupas de criança?
Onde foram parar as saias e os vestidinhos comportados e adequados à essa faixa etária?

Se na infância as roupas são inadequadas, na adolescência a situação piora, pois entram em cena mini shorts e microssaias – o que poderia ser muito diferente se não houvesse a erotização tão precoce.

Onde foram parar as roupas elegantes de moças e senhoras? Com elegante não quero dizer fora de mora, mas algo que não exponha tanto assim o corpo feminino como vemos o tempo todo por aí.

emoticon-sinalizando-pare-com-a-mao

Há algum tempo assisti um vídeo de uma menina ainda de fraldas fazendo passos e gestos eróticos ao som de uma música imprópria até para adultos. 

Será que ela aprendeu essa dança sozinha?
Claro que não.

Lamentavelmente haviam aplausos e risadas, o que reforçava ainda mais o seu comportamento. Com tanta aprovação na mente da criança, aquela “dança” era considerada algo normal, algo bom. Mas será que era mesmo?

A erotização excessiva e fora de contexto não atinge somente as faixas etárias citadas até aqui. Atingiu também a 3º idade.

Quantas vezes você já viu por aí mulheres com mais idade vestidas com as mesmas roupas justas e até decotadas que caíram no gosto das mais novas?

Como no exemplo citado anteriormente de mãe e filha pequena com blusas muito justas e calças legging, já vi o mesmo ocorrer com filha de 50 anos e mãe de 80 (idades aproximadas). Felizmente isso não é muito comum. Ao mesmo tempo, lembro de uma amiga que nunca teve coragem de usar roupas tão justas quanto as que sua avó usava.

Vivemos em uma época muito contraditória e incoerente, com a “adultização” das crianças e a ânsia dos mais velhos pela juventude – os cremes anti-idade que o digam...

Não seria melhor, mais adequado e sábio se, como antigamente, todos vivessem cada uma das etapas da vida em seu próprio tempo, não tentando antecipar ou postergar tais fases?

ciclo-da-vida


Pode parecer utopia, mas acredito que dessa maneira, a sociedade seria formada por crianças com hábitos de criança, adultos com hábitos de adultos e idosos vivendo realmente de acordo com sua faixa etária – o que talvez os tornassem fontes extraordinárias de sabedoria e conhecimento.


Créditos da imagens: 
Crianças - Stuart Miles - Free Digital Photos 
Emoticon - farconville - Free Digital Photos 
Ciclo da vida - zirconicusso - Free Digital Photos 







sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Para pensar #40


É preciso que nos renovemos diariamente. 
Os hábitos e as ideias velhas tornam-se doenças.
Paulo Bomfim




terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Ano perdido?


Até meados de janeiro ouvi duas frases que me levaram à várias reflexões.

Frase 1: "2018 é um ano praticamente perdido. Em 2019 sim, podem ocorrer mudanças."
Frase 2: "Já estamos na metade de janeiro. Esse ano vai passar muito rápido, pois tem copa do mundo e eleição."

Ou seja, 2018 será um ano perdido e como se isso não bastasse, também vai passar rápido. Será mesmo?

Fico tentando imaginar o que pensa e no que acredita quem verbaliza tais frases.



A lista
Contando a partir de hoje, são exatamente 314 dias, nos quais há infinitas possibilidades, considerando-se os valores, aptidões, interesses e classe social de cada um. Farei uma breve lista e acredito que você se identificará com ao menos 1 ou 2 itens.

1) Ter uma alimentação mais saudável.
2) Ter mais tempo para o convívio com a família e com os amigos.
3) Doar ou vender objetos que não fazem mais sentido para você e que estão ocupando espaço e também o seu tempo (devido a periódica limpeza e organização de tais objetos).
4) Praticar uma atividade física regularmente.
5) Aprender ou voltar a tocar um instrumento musical.
6) Procurar um emprego melhor ou pelo menos que remunere melhor.
7) Apreciar a natureza, cultivar ou organizar um jardim ou uma horta.
8) Falar menos e ouvir mais.
9) Viver de forma plena o momento presente.
10) Dar mais importância à espiritualidade.
11) Dormir mais.
12) Passar menos tempo conectado, assistir menos televisão ou jogar menos vídeo game.
13) Ler mais livros.
14) Aprender a investir e sair da poupança e dos títulos de capitalização. (Veja aqui os posts que escrevi sobre Educação Financeira no blog.
15) Voltar a estudar - cursos voltados à área de atuação ou outros relacionados à suas afinidades e interesses.
16) Não se deixar contaminar tanto pela correria da sociedade moderna. Desacelerar.

Voltando às frases iniciais, com tantas opções podemos mesmo considerar 2018 como um ano perdido?

Mesmo que você não consiga cumprir seus objetivos, consideraria 2018 como um ano perdido ou como um ano de aprendizado e experiência, no qual aprendeu ao menos que o caminho escolhido muitas vezes não foi o ideal, mas que ele era um entre várias opções?

Podemos considerar que dois eventos sem relação direta com a vida da maioria da população brasileira poderia alterar de alguma forma a passagem do tempo? Em 2019 provavelmente o resultado das eleições ocasionará impactos maiores ou menores na vida de muitos, mas não agora em 2018.


calendario-e-estetoscopio


?
Fico tentando entender o que leva as pessoas a pensamentos tão reducionistas. Talvez essa forma de pensar esteja tão enraizada em nossa cultura, que a encaramos como normal, quando na realidade é apenas comum e totalmente fora do que se espera da normalidade.

Há tanta coisa por fazer no Brasil, tanta coisa com atraso de 5, 10, 50, 200, 500 anos em relação aos países desenvolvidos! Infelizmente pensamentos como os do início do post só pioram a situação, pois o foco está onde não deveria estar. Está em algo não essencial, para alegria e alívio do governo, que quer cidadãos cada vez mais interessados em carnaval e futebol - esses talvez sim o ópio do povo versão século XXI.


Planos
Eu tenho meus planos para 2018. Não se se conseguirei cumpri-los, tampouco conheço as intempéries que enfrentarei durante o ano. Mas sei que será um ano de aprendizado e experiência, de erros e acertos. Sei também que 2018 não vai passar mais rápido do que os outros anos, matematicamente falando, pois 1 minuto continua com 60 segundos e cada segundo continua com 1.000 milésimos de segundo.

O mundo caótico em que vivemos, com excessos de estímulos, distrações, atividades, deslocamentos cada vez maiores em meio a congestionamentos cada vez piores têm furtado muito de nosso tempo e energia vital. Mas dizer que o ano vai passar mais rápido por causa de dois eventos não pessoais parece algo meio exagerado.


Sem conclusão
Será que algum dia a cultura brasileira alcançará um nível de desenvolvimento no qual conseguirá se libertar do superficial, artificial e fabricado interesse que há em eventos não importantes como carnaval e futebol e realmente se importará com o que é fundamental e essencial em uma sociedade genuinamente desenvolvida?

Só o tempo dirá...


Créditos da imagem: hyena reality - Free Digital Photos



terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

There’s no touch screen!


Imagine crianças de até 13 anos entrando em contato pela primeira vez com o primeiro IPod, lançado em 2001.

Pelo semblante de todos, o objeto em questão parecia até coisa de outro mundo – o que para eles, não deixa de ser verdade.

Surpresos, não sabiam o que fazer, como ligar, como fazer o IPod funcionar. Procuravam por funções inexistentes, como fotos e vídeos. Vários apertaram a tela, que obviamente não respondia aos comandos. Então, tentavam outras maneiras, sem obter sucesso.

Para mim, o destaque foram as meninas, que tentaram, tentaram, mas como a tela não funcionou mesmo, exclamaram admiradas: There’s no touch screen!

A tecnologia deu um salto tão grande, principalmente nas últimas duas décadas, que o analógico ainda tão comum para muitos de nós, é algo até surreal para as novas gerações, principalmente em países desenvolvidos.



Até a próxima!

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Para pensar #38


O viver separado de Deus é a base do pecado; as más ações que muitas vezes denominamos pecado são somente o resultado de nossa condição pecaminosa.

Às vezes vemos as coisas ao contrário: pensamos que fazer coisas erradas é o que nos separa de Deus. Mas a verdade é que a separação de Deus é que nos leva a fazer coisas erradas.
Morris Venden



terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Eu mereço?


Recentemente vi uma propaganda com ofertas de bolachas e chocolates. O título, que estava na frente de uma grande bolacha recheada, era: eu mereço.


bolachas-recheadas


É difícil encontrar alguém (de todas as idades) que não goste de chocolates ou de nenhum tipo de bolacha. Por isso, acredito que essa afirmação produza no leitor a ânsia por justificativas mentais que expliquem o motivo da compra - que obviamente não será por necessidade, mas por desejo.

O problema é que o desejo não é nada racional, muito pelo contrário, é basicamente emocional. Se houvesse uma relação equilibrada entre razão e desejo, será que alguém consumiria tanto açúcar e gordura juntos, como no caso das bolachas recheadas?

No momento de saborear é agradável, mas e quanto às consequências? O que será que uma propaganda como essa está nos dizendo nas entrelinhas? Seria algo como: eu mereço obesidade, hipertensão, diabetes, inflamações (o açúcar branco é altamente inflamatório por si só), etc?

Considerando o fato de termos o paladar tão alterado desde a infância pelo excesso de açúcar e pelo glutamato monossódico (vale a pena pesquisar sobre essa substância), será que o "eu mereço" faria o mesmo efeito se fosse utilizado em ofertas de frutas, legumes ou verduras? Nesse caso, nas entrelinhas, o "eu mereço" estaria dizendo: eu mereço saúde, vitalidade, disposição, clareza mental, etc.

De acordo com nossos hábitos, quantas pessoas são realmente capazes e determinadas o suficiente para ver o que está além das frases de efeito e das imagens bonitas aos olhos, mas terríveis à saúde?

Da próxima vez que você ver uma propaganda do tipo, pergunte-se da forma mais racional possível: as consequências e os impactos negativos desse produto à saúde, aparentemente tão inofensivo, realmente valem a pena?


Como está escrito na carta de Paulo aos Coríntios:
"Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam."
1 Coríntios 10:23


Créditos da imagemTuomas_Lehtinen Free Digital Photos


sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Para pensar #37


As suas circunstâncias atuais não determinam até onde você pode ir; apenas determinam por onde começar.
Nido Qubein


terça-feira, 30 de janeiro de 2018

O que o dinheiro não compra. E o que ele compra.


Há histórias que nos marcam para sempre, como uma que ouvi quando eu tinha uns 15 anos. Foi mais ou menos assim:

- Fulano está tão mal... Os médicos estão tentando de tudo, mas não está adiantando – disse a mãe.
- Ainda bem que ele tem dinheiro e está sendo bem tratado. Imagine se não tivesse – disse a filha.

A única coisa anterior ao diálogo que me lembro, foi a mãe dizendo algo sobre dinheiro não comprar tudo. A direta, inteligente e óbvia resposta da filha encerrou a questão. E a mãe ficou sem argumentos.

Culturalmente estamos acostumados a dizer que dinheiro compra isso, mas não compra aquilo. E muitas vezes nos esquecemos do que ele pode comprar.

Muitas pessoas até utilizam um versículo bíblico para justificar sua opinião:
“O dinheiro é a raiz de todos os males”.
Mas não é exatamente assim que está escrito. O correto é:
“O amor ao dinheiro é a raiz de todos os males”. 1 Timóteo 6.10

Com a consciência e a percepção de que o dinheiro é neutro, que é um meio que pode ser utilizado tanto para o bem quando para o mal, os paradigmas podem ser, aos poucos, desconstruídos e reescritos.

Alguns exemplos clássicos de crenças que temos em relação ao dinheiro no Brasil:

1) Dinheiro não compra saúde
Não mesmo, isso é óbvio. Mas ele pode comprar os melhores tratamentos disponíveis. Além disso, pode comprar melhor qualidade de vida.
Como assim?
Acompanhe meu raciocínio: considerando o aumento do número de doenças relacionadas ao estresse, ao trânsito, à poluição e à insegurança pública, o dinheiro pode proporcionar a liberdade financeira, que por sua vez proporciona a liberdade de viver em um lugar adequado, mais seguro e mais perto do local de trabalho. Tais fatores proporcionam melhor qualidade de vida, que por sua vez proporcionam uma sensação agradável de bem-estar.

O resultado?
Menos agentes estressores + melhor qualidade de vida = menos doenças, pois hormônios como adrenalina, noradrenalina e cortisol serão secretados em menor quantidade na corrente sanguínea do que ocorre com pessoas que habitam em locais impróprios, perigosos ou de difícil acesso (ou tudo isso junto). Ou seja, morar em um local adequado acaba sendo também um preventivo contra várias doenças crônicas, inclusive ortopédicas, como problemas de coluna e vasculares por não ficar horas sentado em um automóvel, ônibus ou trem - isso quando há lugar para sentar-se no transporte público. Para saber mais sobre os hormônios citados acima, veja os links no final do post.

Veja a foto abaixo. Com calma, de preferência.
Ela te proporciona quais tipos de sentimentos, pensamentos e emoções?


Casa-americana
Clique na imagem para ampliá-la - o mesmo se aplica a todas as fotos do post.

Para mim, é um local que remete a dignidade, contentamento, silêncio, tranquilidade, simplicidade, organização, limpeza, zelo, visual agradável e também a pessoas que se preocupam em valorizar o bairro em que moram.
Um lugar onde as pessoas provavelmente sintam-se felizes em chegar. Eu, pelo menos, me sentiria muito, muito feliz em morar em um lugar assim. É o tipo de lugar onde a vida vale a pena ser vivida. 
Essa é a minha opinião.

Agora veja essa outra foto.
A quais sentimentos, emoções e pensamentos ela te remete?


fazenda-em-wisconsin-estados-unidos

Para mim, a resposta é bem semelhante a anterior. Acrescento paz e completude. Além disso, é um local que favorece e aumenta a qualidade da comunhão com Deus.
Essa é a minha opinião.

Agora, vamos a terceira foto.
A quais sentimentos, emoções e pensamentos ela te remete?


bairro-ruim-na-região-metropolitana-de-sao-paulo

Para mim, remete ao contrário de tudo o que falei sobre as fotos anteriores. Além da confusão visual tão intensa, acrescente violência (muita violência), muito barulho, enfim, o oposto de todos os sentimentos anteriores.
  
Então, pergunto: em qual desses locais você acredita que teria mais qualidade de vida, e consequentemente, mais saúde física, mental e espiritual?


2) Dinheiro não compra felicidade
Também não compra. Além disso, sempre existirão ricos infelizes e pobres felizes, pois felicidade tem muita relação com a personalidade e com a cosmovisão de cada um. Mas convenhamos: é muito melhor não ser tão feliz com dinheiro do que sem ele, pois além da infelicidade haverá também todos os problemas e privações inerentes a essa falta.


3) Só fica rico quem é corrupto ou quem explora os pobres
No Brasil, infelizmente temos exemplos de sobra nesse sentido, o que reforça o inconsciente coletivo que associa riqueza a algo negativo e ruim. Mas também temos bons exemplos, como Carlos Wizard Martins e Eduardo Saverin.
No exterior, há exemplos como Warren Buffet, Bill Gates, Jeff Bezos e Elon Musk. Seriam todos eles corruptos? Acredito que não.

Acredito ser incoerente que riqueza e corrupção sejam vistos como indissociáveis, pois o que faria sentido nesse cenário, exceto uma longa e crescente decadência?
Maior relevância deveria ser dada ao fato de que a corrupção se espalhou pela sociedade brasileira como uma praga, afetando todas as classes sociais e faixas etárias. Em maior ou menor grau, o “jeitinho brasileiro” faz parte da vida da maior parte da população.


Conclusão

O dinheiro não compra mesmo muitas coisas importantes, mas vê-lo dessa forma tão reduzida seria como olhar por um telescópio com as lentes invertidas ou pelo lado errado.
O dinheiro proporciona que você tenha melhores oportunidades e opções – algo que não teria sem ele. Além disso, te dá a oportunidade de colaborar com alguma instituição filantrópica, de proteção animal, ambiental, enfim, as possibilidades são muitas.

Apesar de parecer até contraditório ou sem sentido para muitos brasileiros, é possível ser rico sem render-se aos apelos do consumo, sem possuir objetos puramente por status, ostentação ou comprar todas as atualizações de um determinado produto, como celular, por exemplo. Dá para ser rico e ser simples simultaneamente. Warren Buffet que o diga.... Para mim, ele é o maior exemplo de uma coexistência harmônica entre riqueza e frugalidade. Para quem não sabe, ele está sempre entre os 5 homens mais ricos do mundo na classificação da Forbes.

O dinheiro compra muitas coisas – que só ele pode comprar. E jamais conseguirá comprar algo que esteja fora de seu escopo.
Para lidar melhor com o dinheiro, precisamos distinguir claramente o que ele pode e o que não pode comprar. Dessa forma, não classificaremos como ruim ou como vilão, algo que é simplesmente neutro.

Para encerrar, gostaria de deixar uma frase do André Azevedo, do Blog Viagem Lenta, para reflexão:
“A liberdade financeira é determinante para que desfrutemos plenamente as demais”.


Referências:
Efeitos do estresse no corpo humano
A felicidade e seus hormônios

Imagens:
Foto 1: The Wacky Tacky Blogspot
Para quem não sabe, essa é a casa do seriado Anos Incríveis (Wonder Years). Eu procurava uma casa para ilustrar meu post e me lembrei que essa seria a ideal.
Foto 2:
Vista aérea de uma fazenda em Wisconsin