terça-feira, 26 de novembro de 2013

O vaso da vida


Imagine que a nossa vida é um vaso.

Vaso de flores

Ao nascermos esse vaso está vazio, mas desde cedo e aos poucos, colocamos coisas nele - de todo tipo, boas e ruins - sem prestar muita atenção na qualidade delas.
Até que um belo dia nos damos conta de que nosso vaso está cheio... de lixo.

E se refletirmos um pouco mais, perceberemos quanto tempo e vida desperdiçamos com todo esse lixo, que muitas vezes chega até nós em embalagens muito atraentes, mas que servem para desviar nosso foco do que é realmente importante e até de nossos valores, que à essa altura estão praticamente escondidos e esquecidos lá no fundo do vaso.

A caminhada para a "limpeza" é árdua e exige muita disciplina, perseverança e paciência, mas vale a pena pois se assim não o fizermos, a cada dia continuaremos a colocar - muitas vezes sem querer ou de forma inconsciente - mais lixo em nosso vaso, o que um dia tornará a limpeza inviável ou até impossível.

Devemos nos lembrar de que lá no fundo do vaso estão os nossos valores, que nos ajudarão a tornar essa limpeza uma realidade em nossa vida.
Aos poucos, o lixo acumulado durante tantos anos vai dando lugar a um ambiente mais limpo, organizado, com menos estresse e ansiedade, de forma que além da melhora em nossa própria vida, nossas novas atitudes servirão de inspiração para outras pessoas fazerem o mesmo.


Pense nisso!

Créditos da imagem: Phil_Bird - Free Digital Photos


terça-feira, 19 de novembro de 2013

Alegoria da existência


Há muitos anos eu li esse texto, que me fez refletir muito sobre a minha própria vida. Até aquele momento, eu ainda não havia reparado em quantas mensagens tão profundas e simples existem nessa canção.
Como a cantamos tão alegres na infância! 
Até quem um belo dia, nossa aquarela também descolorirá...


Crianças

ALEGORIA DA EXISTÊNCIA
“Aquarela” se mostra como uma belíssima metáfora sobre a vida
por Ana Lira

Existem coisas da nossa infância que imprimem na alma uma marca tão forte, que acabamos carregando a sensação que elas nos proporcionam o resto da vida. Quando pequenina, uma música de Toquinho, Vinício de Moraes, Guido Morra e Maurizio Fabrizio acompanhava o meu dia–a–dia: “Aquarela”. Lembro que corria para frente da televisão, já grandinha, quando a Faber Castell resolveu colocá–la como trilha sonora da propaganda de sua coleção de lápis. Ficava olhando aqueles desenhos na TV e acompanhando a música. Quando terminava, sempre cantava o resto da música sozinha e às vezes ficava repetindo até mamãe mandar parar.

Não por acaso esta coluna foi batizada com o mesmo título. Na hora de escolher pensei em algo que me fizesse feliz e lembrei que, mesmo adulta, quando queria me sentir assim cantava esta canção. O nome me faz pensar na comparação entre a vida e uma tela em branco. O pintor é um agente criador e modificador daquele panorama estampado pelos traços dos pincéis. Da mesma forma, o ser humano é sujeito de sua própria existência. Ele pode não prever o futuro, mas detém capacidade de adaptar-se e assim modifica a realidade, buscando situações que lhe sejam favoráveis.

Todas as vezes que leio a letra encontro algo que não havia percebido antes. Antes eu dividia a letra em duas etapas: a etapa em que os compositores falam da nossa capacidade imaginativa, dos sonhos de nossa alma, de viajar o mundo, conhecer outros países, outras culturas, admirar a beleza dos lugares, a singularidade de cada situação e da etapa em que eles falam da vida, do futuro, do menino que caminha rumo a algo incerto, sob o qual ele não tem controle, não pode prever. Mas nunca havia prestado atenção em uma terceira etapa da música em que eles falam sobre a morte. São os últimos versos da música.

    Vamos todos juntos numa passarela de uma aquarela
    que um dia enfim descolorirá
    Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo
    Que descolorirá
    E com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo
    Que descolorirá
    Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo
    Que descolorirá

Um dia a Aquarela descolorirá. Não será mais vida. O sol amarelo descolorirá. O castelo descolorirá. O mundo descolorirá. A música parece-me uma metáfora belíssima dos vários ditados e máximas que dizem que devemos fazer de nossas vidas o melhor que pudermos, pois um dia deixaremos de existir. O verbo “descolorir” se adequa perfeitamente. A pintura descolore, desbota, perde a vida. A gravura sem retoques sucumbe a algo que é maior do que ela: o tempo. Nós deixamos de existir quando o que se faz presente é maior do que a nossa capacidade de alterar a realidade a nosso favor.

Quando refleti sobre estes últimos aspectos da letra, fiquei ainda mais fascinada. Ela é tão simples, sem apelos lingüísticos, sem rebuscamento e diz tantas coisas em suas linhas e entrelinhas. Se quando criança me sentia contente em ouví-la, hoje, com vinte e cinco anos vividos, diante da revelação do que ela pode significar, não me arrependo de pintar seus versos em minha Aquarela.

Para quem quiser cantar junto...

AQUARELA
(Toquinho, Vinício de Moraes, Guido Morra e Maurizio Fabrizio)

Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo
E com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo
Corro o lápis em torno da mão e me dou uma luva
E se faço chover, com dois riscos tenho um guarda-chuva
Se um pinguinho de tinta cai num pedacinho azul do papel
Num instante imagino uma linda gaivota a voar no céu

Vai voando, contornando a imensa curva norte-sul
Vou com ela viajando, Havaí, Pequim ou Istambul
Pinto um barco a vela branco navegando
É tanto céu e mar num beijo azul

Entre as nuvens vem surgindo um lindo avião rosa e grená
Tudo em volta colorindo com suas luzes a piscar
Basta imaginar e ele está partindo,
sereno indo e se a gente quiser
Ele vai pousar

Numa folha qualquer eu desenho um navio de partida
Com alguns bons amigos bebendo de bem com a vida
De uma América a outra eu consigo passar num segundo
Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo
O menino caminha e caminhando chega no muro
E ali logo em frente a esperar pela gente o futuro está

E o futuro é uma astronave, que tentamos pilotar
Não tem tempo nem piedade, nem tem hora de chegar
Sem pedir licença muda nossa vida
E depois convida a rir ou chorar

Nessa estrada não nos cabe, conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe, bem ao certo, onde vai dar
Vamos todos numa linda passarela
de uma aquarela que um dia enfim
Descolorirá
Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo
Que descolorirá
E com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo
Que descolorirá
Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo
Que descolorirá


 

 
Esse texto eu encontrei há alguns anos na internet e salvei no meu computador. Não encontrei mais o site para colocar a fonte, então se alguém souber, por favor, deixe um comentário abaixo com o link da página para eu colocar os devidos créditos no post.
Obrigada!


Créditos da imagem: Stuart Miles - Free Digital Photos



terça-feira, 12 de novembro de 2013

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Ilusão de óptica


Ilusão de óptica



Nota: Salvei essa imagem em meu computador há alguns anos e não tenho mais a fonte. Então, se você souber a página onde essa imagem está hospedada, por favor, deixe um comentário abaixo com o link para eu colocar os devidos créditos no post.
Obrigada!