sexta-feira, 13 de julho de 2018

Para pensar #60


Nunca saberemos por que irritamos as pessoas, o que nos torna simpáticos, o que nos faz ridículos; nossa própria imagem é nosso maior mistério.
Milan Kundera


terça-feira, 10 de julho de 2018

Avenida das Ilusões


Desde muito cedo na vida somos ensinados a caminhar pela avenida das ilusões. Talvez coelho da páscoa e papai noel sejam as primeiras grandes e inesquecíveis ilusões.

Quando essa época passa e descobrimos a verdade, inicialmente ficamos tristes, mas com o passar do tempo, muitos acabam perpetuando essas ilusões para as novas gerações.

Mais tarde e de forma mais intensa, vem a ilusão do consumo: automóvel, celular, artigos de coleção, os mais variados produtos de beleza, joias, esportes radicais, vícios, etc. Tudo o que proporcione alguma satisfação momentânea, que mais cedo ou mais tarde, vai passar.

Acreditamos que precisamos dessas coisas ou experiências para dar sentido à vida. Assim como na propaganda de margarina, muitas vezes compramos objetos pensando mais na felicidade passageira e admiração alheia que eles podem nos proporcionar do que em sua utilidade real. Assim como aprendemos na infância, a história se repete.

Todos gostamos de tomar banhos quentes no inverno, mas nunca vi ninguém muito feliz por ter comprado um chuveiro, mesmo sendo um objeto tão útil e fundamental. Talvez por não ser algo considerado apto à admiração alheia. Há muitos exemplos como esse em nossas casas e vidas.


Assim caminha a humanidade

E dessa forma vamos passando pela vida...

Para muitos, chega um momento no qual a ânsia por satisfação e consumo caminham tão juntos, que a consciência parece até estar adormecida.


sacolas-cheias-de-compras


Precisamos consumir

Para nosso bem estar e conforto, o consumo é necessário. O problema é quando os objetos tomam o lugar das pessoas. Parece até que a afeição da infância por um cobertor, ursinho de pelúcia ou carrinho se repete na vida adulta com outros objetos, com “brinquedos” como carros, celulares, miniaturas, coleções, etc

Será que essa afeição e atenção aos objetos não poderiam ser direcionadas para as pessoas ou animais que amamos? Ou então para nós mesmos, na busca por nossa verdadeira essência?

Por que precisamos de tantos estímulos exteriores ao mesmo tempo em que fugimos de momentos de solitude e silêncio?

Provavelmente com razoável conhecimento interior e sabedoria, pouco interesse haveria em passeios pela avenida das ilusões, pois isso não faria mais sentido.


Conclusão

Passamos muito de nossa vida caminhando pelas ruas e avenidas da ilusão. Não que isso seja errado, pois cada um escolhe o que acredita ser o melhor para si mesmo, de forma que as opções são variadas, sem respostas prontas.

A questão é que quanto mais tempo passearmos pelas avenidas da ilusão, menos tempo e ânimo restam para irmos ao encontro de nossa verdadeira essência e propósito. E se esse encontro realmente acontecer, a avenida das ilusões estará mais no passado do que no presente, pois se outrora foi de certa forma útil para encontrarmos alguma afinidade ou talento, ela não possui mais serventia quando o autoconhecimento faz parte de nossa vida.


mulher-caminhando-por-uma-estrada



Créditos das imagens: Pixabay

sexta-feira, 6 de julho de 2018

Para pensar #59


Uma regra que sempre segui na vida foi não morar longe de minhas atividades rotineiras. Passou de 30 minutos de transporte, você está no lugar errado.
Conhecimento Financeiro - Blog




terça-feira, 3 de julho de 2018

Para onde você está caminhando?


Hoje meu post será um pouco diferente: escolhi uma reflexão que achei muito extensa para o propósito do Para Pensar#, por isso resolvi postá-la agora. O texto foi retirado do site Cidadania e Cultura. Recomendo a leitura completa (veja aqui), pois acredito que seja muito útil para todos nós.

O estudo citado no texto foi retirado do livro O Milionário Mora ao Lado – Os Surpreendentes Segredos dos Americanos Ricos de Thomas Stanley e William Danko (São Paulo: Manole, 1999).


"Frugalidade é a palavra-chave do padrão de vida dos milionários tradicionais norte-americanos, descoberta por Stanley e Danko enquanto realizavam a pesquisa. Os autores, em certo momento do seu trabalho, organizaram uma reunião para entrevistar dez chefes de família com patrimônio de 10 milhões de dólares ou mais. Queriam saber, basicamente, quais eram suas necessidades.

Para deixar o grupo à vontade, alugaram uma cobertura em Manhattan e contrataram dois chefs de cozinha que serviram quatro tipos de patês e três de caviar. Para acompanhar, sugeriram vinhos Bordeaux de 1970 e Cabernet Sauvignon de 1973. O primeiro milionário, um grande proprietário de imóveis comerciais em Nova York, chegou. Quando lhe ofereceram o Bordeaux, olhou a garrafa com cara de interrogação e confessou só tomar scotch e dois tipos de cerveja. Nenhum dos milionários presentes tocou no caviar nem tomou um gole sequer de vinho. Eles apenas comeram as torradinhas. Os autores aprenderam a lição: depois desse episódio, todas as outras entrevistas foram regadas a refrigerantes e sanduíches.

Os milionários gastam bem menos do que os emergentes saídos subitamente de classe de baixa renda. Quando estes ascendem socialmente, em geral, passam a fazer compras de bens de consumo conspícuo de maneira desenfreada. Isto sem falar em viagens-selfies e restaurantes caros como exibição de (falso) status social.

A realidade dos ricos em dinheiro e cultura está no extremo oposto. A maioria dos ricos americanos costuma usar só os pontos de fidelidade a uso de cartões de crédito. Atualizam, regularmente, um orçamento doméstico e controlam suas despesas. Planejam com cuidado todas as decisões financeiras. Dedicam tempo a gerir seu dinheiro e não comprar bens caros como carros de luxo 0 km."


E você? 
Para qual desses dois lados está caminhando?


Fonte: Cidadania e Cultura - Independência Financeira