terça-feira, 31 de julho de 2018

Fundo de investimento imobiliário – você conhece?


Continuando a série sobre Educação Financeira, hoje eu vou falar sobre FII – Fundo de Investimento Imobiliário.



casa

Imagine que você comprou uma casa com o objetivo de alugá-la. Se for através de uma imobiliária, você mensalmente pagará uma taxa de administração para essa empresa, que será descontada do valor total do aluguel e o restante será seu. O fundo de investimento imobiliário segue mais ou menos o mesmo princípio: há uma empresa que cobra uma taxa anual para administrar o patrimônio: comprar, vender, ampliar, reformar ou efetuar um retrofit (um tipo de modernização com reforma mais profunda no empreendimento). É importante destacar que a taxa de administração incide sobre o capital e não sobre os rendimentos, além de possuir grande variação (0,5%, 1%, 3%, etc). 

As empresas administradoras, como Credit Suisse, BTG Pactual, Rio Bravo entre outras, recebem os proventos dos locatários e os repassam aos clientes proporcionalmente à quantidade de cotas que cada um possui, sendo que há obrigatoriedade de que 95% do resultado financeiro retorne ao acionista - os chamados “alugueis” - de acordo com a Instrução CVM 571.



Vantagens


- Há isenção de Imposto de Renda no recebimento mensal dos “aluguéis” para investidores que possuem menos de 10% do total das cotas do fundo.


- É possível obter uma boa diversificação entre setores (shoppings, lajes corporativas, logísticos e desenvolvimento) e diluição de risco -  o que é impossível com apenas um imóvel alugado.


- Não há preocupação de forma direta do acionista em relação a reformas, vacância, enfim, todas as questões que envolvem a administração são de responsabilidade do gestor, que procura sempre melhorar a performance do fundo de acordo com objetivos previamente delineados.


- Dependendo do fundo, há grande liquidez, sendo possível zerar a posição rapidamente. Em horas ou dias, de acordo com o capital investido



Desvantagens


Muito fala-se sobre as vantagens dos fundos imobiliários e muito pouco sobre suas desvantagens. Por isso, gostaria de citar algumas:


- Riscos de desastres naturais, acidentes, alagamentos, incêndios, etc.


- Por ser um produto do mercado de ações, se algo sair errado com o fundo, o preço da cota poderá apresentar quedas, o que também ocorre devido as oscilações normais do mercado de ações. Entretanto, os fundos imobiliários geralmente são menos sensíveis do que as ações em relação aos acontecimentos econômicos e/ou mundiais.


- Queda na qualidade da região onde o empreendimento se localiza.


- Expectativa frustrada de valorização e/ou desenvolvimento da região de um empreendimento. Exemplo: FII Cenes11. Veja nesse link do site Scan FII o mapa do Google na opção satélite da região, do mesmo lado do Rio Pinheiros no qual o empreendimento se encontra.


- Possibilidade de vacância prolongada, assim como ocorre com os imóveis para locação.


- Diferente das ações, não há isenção de Imposto de Renda na venda dos fundos. O imposto de 20% precisa ser recolhido obrigatoriamente até último dia do mês posterior à venda. Além disso, você mesmo - ou alguém de sua confiança - é o responsável pelos cálculos e emissão do Darf.

Risco de suspensão de operações na BM&F Bovespa: o primeiro caso ocorreu no dia 18/07/2018, com o MFII11, o maior fundo de desenvolvimento listado em Bolsa. De forma resumida, o que ocorreu foi a suspeita de esquema de pirâmide no fundo, pois uma nova subscrição seria realizada com preço de R$ 100,00 por cota + R$ 20,00 de taxa de ingresso. A suspeita da CVM, Comissão de Valores Mobiliários, é que essa taxa seria utilizada para o pagamento dos dividendos mensais aos cotistas. Há também outras irregularidades apontadas. De acordo com a Suno, "os rendimentos distribuídos não refletem o seu real resultado financeiro, além de irregularidades na avaliação dos ativos e contabilidade." Se tiver interesse em saber mais sobre o assunto, acesse os links no final do post.
O que ocorrerá ninguém sabe por enquanto.

Quantos fundos estão indo pelo mesmo caminho? - fica a questão.


Por ser um fundo de desenvolvimento , o risco naturalmente é maior, como construção e vendas dos empreendimentos não saírem como e no tempo esperados, mas risco de suspensão de negociação é algo novo no mercado de fundos imobiliários e acredito que jamais imaginado por nenhum cotista. Por isso, a diversificação - não em excesso - e o acompanhamento constante dos fundos são muito importantes.



Antes de comprar


O Fundo Imobiliário é um produto considerado de alto risco, por isso está inserido no mercado de ações. Considerando que a população brasileira em geral simpatiza com a posse de casas para aluguel, talvez muitos percebam o fundo dessa forma, não dando a atenção necessária aos riscos. Por isso, é muito importante que as respostas dadas no teste de perfil de investidor disponibilizado pela corretora sejam as mais ponderadas e sinceras possíveis, pois dele resultarão as opções de investimento disponíveis para você.



Tipos


Atualmente há uma grande variedade de fundos imobiliários.


Fundo de tijolo


tijolos-empilhados

O chamado “de tijolo” foi um dos primeiros fundos a ser criado e é o mais conhecido. Ainda hoje, a maioria dos fundos faz parte dessa categoria. O objetivo desse tipo de fundo é gerar renda mensal através dos aluguéis.


A diversificação da carteira é feita pelo próprio investidor, pois há muitas opções disponíveis: fundos com apenas um imóvel ou os que contém ativos de mais empreendimentos, como shoppings, agências bancárias, universidades, hospitais, lajes corporativas e galpões logísticos. Há fundos que contém ativos de apenas um setor ou de setores variados. 


É muito importante verificar a localização dos ativos, como eu disse acima em Desvantagens.


Alguns exemplos desse tipo de fundo são: PQDP11, HGLG11, FIIB11, ABCP11, NSLU11 e BRCR11.



Fundos de papel

Os fundos “de papel” investem principalmente em CRIs, LCIs e LHs. Para saber mais sobre esses 3 produtos, veja essa breve explicação no site da CETIP: fundos de papel.


São fundos considerados títulos de renda fixa, mas com maior risco do que os tradicionais fundos de renda fixa.


O formato do fundo e a obrigatoriedade da distribuição mensal de 95% do resultado financeiro prejudicam a valorização das cotas, que geralmente não sofre grandes alterações, sempre ficando em torno de 20% acima ou abaixo do valor patrimonial, ou seja, sempre muito próxima ao preço de emissão, bem diferente do que ocorre com a oscilação das cotas dos fundos de tijolos. Se o valor das cotas estiver acima disso, ele está caro demais no momento, sendo melhor aguardar uma oportunidade melhor.


Alguns exemplos desse tipo de fundo são: KNIP11, JSRE11, KNCR11 e VRTA11.



Fundos de desenvolvimento

Esses fundos são considerados os mais arriscados, pois participam da construção e venda de empreendimentos, como condomínios residenciais, com o objetivo de obter lucro na venda dos imóveis. Esse fundo absorve também todos os possíveis problemas das áreas no qual está inserido, como problemas nas obras ou vendas menores do que as esperadas. 


Geralmente as administradoras compram também os terrenos para a construção e lucro posterior. Dependendo do local, a valorização pode ser muito grande durante a construção até a entrega. Ou o contrário.


Alguns exemplos desse tipo de fundo são: MFII11, RBDS11.


Fundos de fundos


Esses fundos são parecidos com os fundos de ações, investindo a maior parte do capital em cotas de outros fundos imobiliários. Por isso, é uma boa opção para quem está iniciando, pois proporciona uma boa diversificação ao investidor. O ponto negativo são as taxas -  assim como ocorre com os fundos de ações.


Alguns objetivam gerar mais renda e outros procuram ter uma gestão mais ativa com compra e venda dos fundos da carteira para aumentar o lucro. 


Alguns exemplos desse tipo de fundo são: MXRF11, BCFF11B e CXRI11.



Por onde começar


O primeiro passo é abrir uma conta em uma corretora de valores. 


Atualmente há muitas opções, inclusive com taxa zero para compras e também para custódia – algo impensável até pouco tempo atrás (talvez menos de 1 ano). 


Antes, até era possível efetuar compras com isenção de taxas, mas somente a partir de uma certa quantidade de negociações mensais. Hoje, há isenção para qualquer quantidade, mesmo se for uma única compra de pequeno valor. Não sabemos por quanto tempo essas isenções estarão disponíveis, mas o fato de agora algumas corretoras trabalharem dessa forma, proporciona uma concorrência entre elas que acaba sendo interessante e benéfica ao pequeno investidor.


Para você ter uma ideia, em 2012 (se não me engano), a taxa de custódia da corretora A era de R$ 6,90. Após alguns anos, passou para R$ 9,80 e depois para R$ 12,50. A taxa de custódia da corretora B era R$ 6,90 e passou direto para R$ 14,90 – isso em 2014 ou 2015. Imagine o impacto dessa taxa mensal nos rendimentos do pequeno investidor!


segundo passo é conhecer mais sobre os fundos imobiliários de seu interesse e somente após isso, iniciar as compras.


Nunca compre somente porque o preço está baixo em relação aos dias ou meses anteriores. É fundamental verificar a qualidade do fundo, se realmente entrega o que promete, se há boas perspectivas futuras e se está de acordo com seus objetivos pessoais. 


Atualmente existem 166 fundos listados na Bovespa, enquanto em 2012 eram pouco mais de 50. Por isso é preciso pesquisar muito mais sobre os fundos antes de comprá-los para fazer boas escolhas, assim como ocorre em todos os mercados com várias opções.


Em 2011, quando fiz minha primeira compra, eram poucos os fundos imobiliários disponíveis e as informações eram escassas. Havia apenas um site de referência realmente bom, de Sérgio Belleza, mas que infelizmente está desatualizado. Mesmo assim, vale a pena visitá-lo, para ver como a quantidade de informações era pequena. 


O fundo que escolhi na época, PQDP11, quase triplicou de preço e considerando os “aluguéis” mensais, acredito que fiz uma boa escolha. Enquanto isso, no MFII11 acredito ter feito um negócio não tão bom, o que me levou a repensar minha carteira de fundos imobiliários (em torno de 30% do total), pois o que ocorreu acabou gerando uma certa desconfiança em mim, que não tenho perfil tão arrojado para investimentos, muito pelo contrário. Por hora, zero aportes em FIIs e venda total de alguns ativos (mas não o PQDP11) - assim que eu entender corretamente o cálculo do Darf para não cometer erros... 

Aproveitando, gostaria de perguntar aos colegas da finasfera: imagine que a compra de um determinado fundo imobiliário foi a seguinte:
04/2018 -  90,00 - 2 cotas
05/2018 - 100,00 - 2 cotas
06/2018 - 110,00 - 2 cotas
07/2018 - 120,00 - 2 cotas
Total das compras: 840,00

Cotação no dia: 105,00
2 cotas = 210,00

Suponhamos que eu queira vender 4 cotas. Como efetuar o cálculo do Darf, considerando que eu posso vender as 4 cotas em que houve prejuízo ou as 4 em que houve lucro? Como consigo escolher quais vou vender?

No caso da venda total, nas 2 últimas compras houve prejuízo, então não há necessidade de cálculo. Nas primeiras, houve lucro, então pelo que entendi o cálculo seria o seguinte:
90,00 x 2 = 180,00 - o imposto é calculado sobre 30,00
100,00 x 2 = 200,00 - o imposto é calculado sobre 10,00
Imposto a pagar: 8,00

Seria esse o cálculo correto?

Vi em algum site que o Darf só pode ser emitido acima de 10,00. A informação é verdadeira? Se sim, como fica o pagamento? Acumula para outro Darf?



tablet-e-papel-analises-graficas


Conclusão

Apesar de não ser um produto novo, o fundo de investimento imobiliário tornou-se mais conhecido nos últimos anos. Segundo o professor Baroni, da Suno Research, em 2010 os “desbravadores” eram aproximadamente 12.000 investidores. Hoje são 115.000 investidores!


Assim como em todo tipo de investimento, renda-fixa ou variável, é necessário muito estudo e aprendizado, antes de dar os primeiros passos, para que a escolha seja a mais adequada ao perfil de cada um.


Além disso, a regularidade dos aportes é muito importante, pois isso fará uma enorme diferença no resultado alcançado a longo prazo. 


Apesar do fundo imobiliário ser uma modalidade que possui muitos detalhes e necessidade de acompanhamento periódico, os fundos são relativamente fáceis de serem compreendidos em seus fundamentos e base de funcionamento.


Para quem pretende iniciar em renda variável com foco em dividendos mensais, esse produto é uma boa opção. Foi através deles que comecei no mercado de ações.  Acredito ter feito um bom negócio. 




Infelizmente no início do mês o blogueiro VDC acabou falecendo em decorrência de um mal súbito. Gostaria de prestar minha homenagem à ele, que sempre postou conteúdos muito bons em seus blogs. Que Deus dê muita força aos seus familiares nesse momento.
"E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas."
Apocalipse 21:4




Sites recomendados:
Blogs em meu blogroll
Viagem Lenta - Minhas práticas com corretoras de valores e uma tabela de custos
Fundo imobiliário – referência no assunto em 2011. Ainda existe, pena estar desatualizado.
Clube FII – cadastrando-se no site, você pode criar carteiras de acompanhamento personalizadas com as variáveis de seu interesse e também sua carteira real, que inclusive mostra os dividendos mensais recebidos. Há também um fórum na página de cada fundo e também uma parte disponibilizada somente aos assinantes pagantes (que não conheço).
FII’s  – simples e direto. Todas as informações relevantes disponíveis em um site com visual agradável e limpo. Também possui fóruns de interação nas páginas de cada fundo.
Banco Data  - veja nesse site como está a saúde financeira das instituições bancárias brasileiras, inclusive corretoras de valores.
Suno – há muitos artigos interessantes sobre fundos imobiliários e ações. Há também uma parte disponível somente aos assinantes pagantes e um canal no You Tube.

Referências utilizadas:

Jornal do Dinheiro - Os 4 principais tipos de fundos imobiliários  
Scan FII
Suno - Nós Avisamos. A Quarta-Feira Negra Chegou – Entenda A Situação Do MFII11
Tetzner - MFII11


Obs: esse post tem caráter meramente informativo. A responsabilidade pelos investimentos é única e exclusivamente do leitor. 

Créditos das imagens: Pixabay

sexta-feira, 27 de julho de 2018

terça-feira, 24 de julho de 2018

As quatro dimensões da vida – qual é a sua dominante?


Todos nós possuímos quatro dimensões intrínsecas e interligadas, que funcionam de forma semelhante a uma engrenagem: se uma apresentar problemas, em maior ou em menor intensidade, as outras três inevitavelmente serão prejudicadas.


engrenagem-de-um-relógio

Não somos perfeitos, por isso, em cada um de nós, uma ou duas dimensões acabarão predominando. Nunca conheci ninguém que conseguiu manter o equilíbrio ideal entre as quatro áreas – exceto Jesus Cristo, mas Ele era perfeito, humano e divino ao mesmo tempo.


As 4 dimensões

A primeira dimensão em que geralmente pensamos é a material, o nosso próprio corpo. Precisamos cuidar dele por dentro e por fora, com zelo, mas sem exageros. Precisamos de uma alimentação saudável, praticar uma atividade física, ter hobbies saudáveis, enfim, fazermos o possível para a manutenção da boa saúde pelo máximo de tempo possível.

Cuidar da aparência física é importante, mas é perigoso quando toma proporções maiores ou até obsessivas, como músculos e cirurgias plásticas em excesso ou preocupação exagerada com germes, bactérias e vírus.

A segunda dimensão da vida é a emocional. Joe Weider, especialista no estudo da mente, disse que somos seres emocionais que raciocinam. Eu acredito que ele tenha razão. Você já reparou que muitas de suas atitudes e decisões possuem um grande conteúdo emocional envolvido?

Seja para boas ou más ações, planejadas ou impulsivas, acertadas ou desastrosas, há sempre um componente emocional relevante por trás de nossas decisões, embora muitas vezes acreditamos estar utilizando o lado racional em sua totalidade – ou quase isso.

Eu vejo o lado emocional – em conjunto com o lado espiritual – como os mais importantes para sabermos quem realmente somos, quais são nossos gostos, afinidades, propósitos, valores e virtudes.

“Gosto” e “não gosto” são palavras tão simples e até rudimentares se pensarmos na riqueza do idioma, mas que poderiam ser mais utilizadas em nosso monólogo interior diário com o objetivo de identificarmos o que realmente queremos que esteja presente em nossa vida (desde que sejam coisas boas e controláveis por nós) e o que queremos que esteja bem longe de nós.


homem-pensando


A terceira dimensão da vida é a racional.

Os grandes avanços em todas as áreas do conhecimento possuem um forte componente racional, mas mesmo aqui, se não fosse a dimensão emocional, as ideias não sairiam do papel por falta de interesse ou motivação.

Criar algo do nada, propor soluções, continuar projetos que já estão em andamento, tomar decisões acertadas que necessitam de rapidez, lidar com tabelas, cálculos, números, fórmulas, avaliações periódicas de formação acadêmica.... As possibilidades são infinitas!

Você já reparou que quando precisa encontrar uma solução ou ideia, sua mente volta-se à questão na tentativa de encontrar a melhor resposta possível de acordo com os dados que possui internamente?

Não é sem razão a perplexidade contínua dos cientistas a cada nova descoberta sobre o surpreendente e incrível funcionamento do cérebro.

quarta dimensão da vida é a espiritual. Independentemente de sua religião ou da descrença em um Deus criador, a maioria de nós acredita que não nasceu por acaso, mas com um propósito, com uma missão. Momentos diários dedicados à oração, a comunhão, a meditação, enfim, dedicados a práticas espirituais são muito importantes para encontrarmos o nosso caminho. Sempre com equilíbrio, assim como nas três outras áreas.

Não é por acaso que cada um de nós possui um conjunto de habilidades e afinidades “personalizado” e que ninguém é igual a outra pessoa.

O maior perigo que vejo nessa área da vida são os extremismos religiosos que existem desde sempre. Por mais paradoxal que possa parecer, a maioria das guerras que existiram até hoje ocorreram em nome da religião, pois cada um compreendia a sua verdade como absoluta e inquestionável – o que ocorre até hoje, com maior ou menor intensidade ao redor do mundo. Por isso, é muito importante percebermos até que ponto estamos expondo nossa crença e quando ultrapassamos o limiar adentrando no terreno da imposição e/ou da hipocrisia.


paisagem-com-palavra-mudanca-com-seta-na-frente


Conclusão

Para uma vida agradável e com sentido é fundamental o máximo de equilíbrio possível entre as quatro dimensões. A tarefa não é fácil, muito pelo contrário, pois somos imperfeitos. Mesmo assim, precisamos melhorar o que for possível nas quatro áreas e minimizar os aspectos negativos que possuímos – para o nosso próprio bem e para o bem dos que conosco convivem.

Nossa vida é feita de escolhas, por isso hoje eu convido você a refletir sobre o assunto, a pensar sobre qual dimensão é predominante em sua vida. Se há alguma área talvez um pouco negligenciada, quais hábitos positivos você precisa melhorar e quais negativos precisa abandonar.


Créditos das imagens: Pixabay e Free Digital Photos

sexta-feira, 20 de julho de 2018

Para pensar #61


Hoje eu gostaria de compartilhar uma música tranquila e relaxante.

É do jogo Storm (PS3), no qual através dos elementos da natureza o jogador modifica os cenários. Não é um jogo conhecido ou violento, por isso, provavelmente você nunca tenha ouvido falar nele. 

Abaixo da música, postei um dos poucos vídeos que há no Youtube, para o caso de você se interessar em ver como é o jogo na prática.










terça-feira, 17 de julho de 2018

Qual tem sido a sua influência?


O tempo todo estamos influenciando e/ou sendo influenciados, mesmo não tendo consciência desse fato.


ondulacao-formada-por-gota-de-agua

Para ilustrar melhor a questão, imagine uma pedra sendo jogada em um lago. O que acontecerá?

Inevitavelmente surgirão ondulações – mais fortes a princípio, mas que chegarão suavemente até as margens se o lago for pequeno.

Agora, imagine várias pedras sendo jogadas em diferentes pontos do lago ao mesmo tempo. O que acontecerá? 

Uma verdadeira confusão! Poucos segundos depois que as pedras afundarem na água, já será bem difícil – ou até impossível - saber qual é o ponto de origem das ondulações.


A influência de um gesto ou de uma frase

Já aconteceu de você encontrar alguém e na hora se lembrar de algo que a pessoa fez ou disse, a ponto do fato tornar-se uma referência tão forte para você, que fato e pessoa se tornaram praticamente indissociáveis em sua mente?

Já aconteceu de alguém te falar algo que clareou sua mente de forma tão assertiva, tão intensa, que te deixou mais alegre e mais confiante em relação ao futuro ou a um problema específico?

Para o bem ou para o mal, nossas atitudes diárias podem influenciar pessoas que conhecemos e que não conhecemos, no momento presente e no futuro.

Assim como um raio formado pelas ondulações de uma pedra jogada em um lago é cada vez mais extenso, o raio de atuação de nossas atitudes também é, mas infelizmente não temos plena consciência desse fato e na maior parte do tempo subestimamos o alcance de nossas palavras e atos.


O poder de nossas palavras e atitudes

Você já se arrependeu de algo que falou, mas sabe que suas palavras nunca foram esquecidas por seu interlocutor?

Você já “explodiu” com alguém por um motivo banal, sendo que o motivo real nada tinha a ver com a pessoa que foi ofendida?

Que tipo de influência você acredita ter causado nas pessoas dos exemplos acima, caso esses fatos já tenham ocorrido com você? Boa ou ruim? Certa ou errada? Construtiva ou destrutiva? Que promove a paz ou a discórdia?

Considerando os exemplos que temos no cenário político brasileiro, repare no poder desastroso da influência negativa resultante da corrupção: desvio de verbas públicas, superfaturamento, privilégios em excesso, troca de favores, etc. Tudo sempre em maior escala e “contaminando” maior quantidade de pessoas.

Como será que os livros de História retratarão os fatos atuais, daqui a 50, 100 anos?

Será que os políticos brasileiros podem dizer que estão exercendo uma boa influência para a nossa e para as futuras gerações? E os políticos do passado, que já morreram, poderiam dizer que a influência deixada por eles foi positiva?



placas-indicativas-para-sentidos-opostos


A escolha

Querendo ou não, passamos muito – talvez a maior parte do tempo – interagindo com outras pessoas. Por isso, seria muito sábio de nossa parte, pensarmos sobre qual tipo de influência temos sido para os outros. E a que realmente queremos ser.

Há inúmeros exemplos positivos e negativos que são grandes fontes de aprendizado. Não somos perfeitos, muito pelo contrário, mas se fixarmos como objetivo ser uma influência positiva, nossa própria mente acabará focando-se mais nesse caminho, levando-nos a ter mais critério no falar e no agir.

Muitos de vocês também possuem um blog. Todos os que acompanho, sem exceção, procuram transmitir coisas boas na área de poesia, fotografia, finanças, estilo de vida, desenvolvimento pessoal, livros, jogos, experiências de vida, etc. Muitas postagens são inspiradoras, fazem uma grande diferença na vida de vários leitores, agregando conhecimento, ideias e motivação.


Conclusão

Nossas palavras e principalmente nossas atitudes mostram quem realmente somos. Em uma sociedade tão apressada e estressante, nada mais adequado do que sermos boas influências, pois o resultado positivo retornará à nós também de alguma forma. Além disso, a humanidade precisa diminuir a sua própria influência negativa, que está destruindo tudo e todos. É disso que precisamos!


Créditos das imagens: Pixabay


sexta-feira, 13 de julho de 2018

Para pensar #60


Nunca saberemos por que irritamos as pessoas, o que nos torna simpáticos, o que nos faz ridículos; nossa própria imagem é nosso maior mistério.
Milan Kundera


terça-feira, 10 de julho de 2018

Avenida das Ilusões


Desde muito cedo na vida somos ensinados a caminhar pela avenida das ilusões. Talvez coelho da páscoa e papai noel sejam as primeiras grandes e inesquecíveis ilusões.

Quando essa época passa e descobrimos a verdade, inicialmente ficamos tristes, mas com o passar do tempo, muitos acabam perpetuando essas ilusões para as novas gerações.

Mais tarde e de forma mais intensa, vem a ilusão do consumo: automóvel, celular, artigos de coleção, os mais variados produtos de beleza, joias, esportes radicais, vícios, etc. Tudo o que proporcione alguma satisfação momentânea, que mais cedo ou mais tarde, vai passar.

Acreditamos que precisamos dessas coisas ou experiências para dar sentido à vida. Assim como na propaganda de margarina, muitas vezes compramos objetos pensando mais na felicidade passageira e admiração alheia que eles podem nos proporcionar do que em sua utilidade real. Assim como aprendemos na infância, a história se repete.

Todos gostamos de tomar banhos quentes no inverno, mas nunca vi ninguém muito feliz por ter comprado um chuveiro, mesmo sendo um objeto tão útil e fundamental. Talvez por não ser algo considerado apto à admiração alheia. Há muitos exemplos como esse em nossas casas e vidas.


Assim caminha a humanidade

E dessa forma vamos passando pela vida...

Para muitos, chega um momento no qual a ânsia por satisfação e consumo caminham tão juntos, que a consciência parece até estar adormecida.


sacolas-cheias-de-compras


Precisamos consumir

Para nosso bem estar e conforto, o consumo é necessário. O problema é quando os objetos tomam o lugar das pessoas. Parece até que a afeição da infância por um cobertor, ursinho de pelúcia ou carrinho se repete na vida adulta com outros objetos, com “brinquedos” como carros, celulares, miniaturas, coleções, etc

Será que essa afeição e atenção aos objetos não poderiam ser direcionadas para as pessoas ou animais que amamos? Ou então para nós mesmos, na busca por nossa verdadeira essência?

Por que precisamos de tantos estímulos exteriores ao mesmo tempo em que fugimos de momentos de solitude e silêncio?

Provavelmente com razoável conhecimento interior e sabedoria, pouco interesse haveria em passeios pela avenida das ilusões, pois isso não faria mais sentido.


Conclusão

Passamos muito de nossa vida caminhando pelas ruas e avenidas da ilusão. Não que isso seja errado, pois cada um escolhe o que acredita ser o melhor para si mesmo, de forma que as opções são variadas, sem respostas prontas.

A questão é que quanto mais tempo passearmos pelas avenidas da ilusão, menos tempo e ânimo restam para irmos ao encontro de nossa verdadeira essência e propósito. E se esse encontro realmente acontecer, a avenida das ilusões estará mais no passado do que no presente, pois se outrora foi de certa forma útil para encontrarmos alguma afinidade ou talento, ela não possui mais serventia quando o autoconhecimento faz parte de nossa vida.


mulher-caminhando-por-uma-estrada



Créditos das imagens: Pixabay

sexta-feira, 6 de julho de 2018

Para pensar #59


Uma regra que sempre segui na vida foi não morar longe de minhas atividades rotineiras. Passou de 30 minutos de transporte, você está no lugar errado.
Conhecimento Financeiro - Blog




terça-feira, 3 de julho de 2018

Para onde você está caminhando?


Hoje meu post será um pouco diferente: escolhi uma reflexão que achei muito extensa para o propósito do Para Pensar#, por isso resolvi postá-la agora. O texto foi retirado do site Cidadania e Cultura. Recomendo a leitura completa (veja aqui), pois acredito que seja muito útil para todos nós.

O estudo citado no texto foi retirado do livro O Milionário Mora ao Lado – Os Surpreendentes Segredos dos Americanos Ricos de Thomas Stanley e William Danko (São Paulo: Manole, 1999).


"Frugalidade é a palavra-chave do padrão de vida dos milionários tradicionais norte-americanos, descoberta por Stanley e Danko enquanto realizavam a pesquisa. Os autores, em certo momento do seu trabalho, organizaram uma reunião para entrevistar dez chefes de família com patrimônio de 10 milhões de dólares ou mais. Queriam saber, basicamente, quais eram suas necessidades.

Para deixar o grupo à vontade, alugaram uma cobertura em Manhattan e contrataram dois chefs de cozinha que serviram quatro tipos de patês e três de caviar. Para acompanhar, sugeriram vinhos Bordeaux de 1970 e Cabernet Sauvignon de 1973. O primeiro milionário, um grande proprietário de imóveis comerciais em Nova York, chegou. Quando lhe ofereceram o Bordeaux, olhou a garrafa com cara de interrogação e confessou só tomar scotch e dois tipos de cerveja. Nenhum dos milionários presentes tocou no caviar nem tomou um gole sequer de vinho. Eles apenas comeram as torradinhas. Os autores aprenderam a lição: depois desse episódio, todas as outras entrevistas foram regadas a refrigerantes e sanduíches.

Os milionários gastam bem menos do que os emergentes saídos subitamente de classe de baixa renda. Quando estes ascendem socialmente, em geral, passam a fazer compras de bens de consumo conspícuo de maneira desenfreada. Isto sem falar em viagens-selfies e restaurantes caros como exibição de (falso) status social.

A realidade dos ricos em dinheiro e cultura está no extremo oposto. A maioria dos ricos americanos costuma usar só os pontos de fidelidade a uso de cartões de crédito. Atualizam, regularmente, um orçamento doméstico e controlam suas despesas. Planejam com cuidado todas as decisões financeiras. Dedicam tempo a gerir seu dinheiro e não comprar bens caros como carros de luxo 0 km."


E você? 
Para qual desses dois lados está caminhando?


Fonte: Cidadania e Cultura - Independência Financeira