sexta-feira, 30 de março de 2018

Para pensar #45


Ser pessimista é uma forma extremamente cômoda de existir, pois há nisso uma grande vantagem: não ter trabalho algum.
A melhor maneira de acreditar que não se pode fazer nada é acreditar que nada pode ser feito.
Mário Sérgio Cortella



terça-feira, 27 de março de 2018

Solitude x Solidão


A sociedade em que vivemos dá muito valor à interação social. Estar ou fazer coisas sozinho parece até coisa de outro mundo. Mas não é.

Obviamente que a solidão indesejada é incômoda e desagradável, mas não é esse exatamente o objetivo desse post. Hoje eu quero falar sobre solitude, que é você estar sozinho por escolha própria e não em razão das circunstâncias.

Por causa da confusão existente entre solidão e solitude e do estigma e preconceito que rondam o tema, muitas pessoas evitam ficar sozinhas, quando na realidade ficar só pode ser muito benéfico e em alguns casos até pode ser um grande ato de amor próprio. Como diz o conhecido ditado, muitas vezes é melhor estar só do que mal acompanhado.

Há tantas atividades agradáveis e importantes que podemos fazer em momentos de solitude! Oração, meditação, leitura – só para citar alguns. São momentos ideais para o autoconhecimento e reflexão, para você pensar melhor sobre seus valores, princípios e objetivos. São momentos nos quais você pode começar a apreciar sua própria companhia.


Menino-lendo


Enquanto a sociedade, as redes sociais e a mídia dizem que você deve estar o tempo todo interagindo com outras pessoas, pense primeiro em interagir com você mesmo, procurando encontrar um equilíbrio saudável entre a solitude e a vida social.

Para mim, Jesus é o melhor exemplo desse equilíbrio. Apesar de passar a maior parte do tempo entre pessoas, com uma vida social muito intensa, separava momentos para a solitude – momentos de oração e comunhão com Deus. 

Se até Jesus necessitava desses momentos, o que dizer de nós? É fundamental não nos deixarmos levar pela cultura de massa, que conseguiu desvirtuar até a solitude.  Para nosso próprio bem, precisamos desses momentos à sós.

Experimente! 
Os resultados podem ser surpreendentes.


Créditos da imagemAKARAKINGDOMS - Free Digital Photos

sexta-feira, 23 de março de 2018

Para pensar #44


A natureza encanta ao materializar a harmonia em muitas de suas relações.
Desconheço o autor


abelha-em-flor-vermelha


Créditos da imagemElwood W. McKay III Free Digital Photos


terça-feira, 20 de março de 2018

Trabalhe 4 horas por semana – Timothy Ferriss - Resenha


“Fuja da rotina, viva onde quiser e fique rico”.
Quem não gostaria de viver exatamente como descrito no subtítulo do livro?

Apesar da existência de alguns trechos mais teóricos ou monótonos, a maior parte da leitura é agradável, com exemplos e exercícios práticos. Além disso é um livro que procura quebrar alguns paradigmas como:

“A descrição do seu emprego não é a descrição de você mesmo.”
e
“A vida não tem que ser difícil. Não tem mesmo.”

trabalhe-quatro-horas-por-semana–timothy-ferriss

Infelizmente muitas das sugestões apresentadas não são aplicáveis ou viáveis no Brasil. Mesmo assim, vale a leitura, pois algumas mudanças dependem apenas de nós, como o gerenciamento de nosso tempo e a busca por pelo menos um pouco de qualidade de vida.

Todos os capítulos são iniciados com dois pensamentos de autores diversos, sendo a maioria deles muito profundos ou relevantes. Ou as duas coisas.
Um exemplo:

“Toda vez que você se encontra do lado da maioria, é hora de parar e refletir.”
Mark Twain


A história de Timothy Ferriss
O autor não vê nenhum sentido em passar a vida sentado atrás de uma mesa de escritório todos os dias das 9 às 17 horas até os 62 anos. Eu também não e acho que muitos de vocês também pensam dessa forma. 
Ele conseguiu ser bem sucedido ao criar uma empresa de suplementos alimentares e através dela pode dedicar-se mais ao que realmente lhe era importante, como tango, kick-boxing, viagens, aprendizado de idiomas entre outras atividades.

Timothy Ferriss questiona:
“Qual é a grande vantagem que justifica passar os melhores anos de sua vida esperando ser feliz ao final dela?”


Os 4 passos
Para reinventar-se, o autor sugere 4 passos:

1) Definição
Incentiva o leitor a descobrir quais são seus objetivos e prioridades; a fazer coisas diferentes e a explorar a criatividade; a não ver o trabalho apenas como uma obrigação, mas como uma maneira de desenvolvimento.

“Depois de anos de trabalho repetitivo, você provavelmente sentirá a necessidade de cavar fundo para encontrar suas verdadeiras paixões, para redefinir seus sonhos e para reviver hobbies que você deixou atrofiar até à beira da extinção. O objetivo não é apenas eliminar o que é ruim, porque isso não provoca nada além de um vácuo, mas perseguir e experimentar o que há de melhor no mundo”.

2) Eliminação
O próprio nome já diz: eliminar o que não é essencial ou necessário, uma das razões de ser do blog Simplicidade e Harmonia.
O autor aborda o princípio 80/20, de Vilfredo Pareto, que dispensa comentários. Para quem não conhece, veja alguns exemplos citados no livro:
- 80% das consequências decorrem de 20% das causas;
- 80% dos resultados vêm de 20% do tempo gasto em esforço;
- 80% dos lucros de uma empresa vêm de 20% dos produtos e dos clientes.

Nessa parte do livro, Timothy Ferriss também aborda a Ignorância Seletiva e dá algumas dicas de maneiras educadas de como não prolongar conversas inúteis. Como no diálogo abaixo:

"Jane: (recebendo) : Alô?
John: (ligando): Alô, é a Jane.
Jane: Sim, sou eu.
John: Oi, Jane, aqui é o John.
Jane: Ah, oi, John. Como vai? (ou) Ah, ou, John. O que há?

John então fará uma digressão e começará uma conversa sobre nada, da qual
você terá que se recuperar e então pescar o verdadeiro objetivo do telefonema. 

Há uma forma melhor de se atender:
Jane: Aqui é a Jane.
John: Oi, aqui é o John.
Jane: Oi, John. Estou um pouco ocupada agora. Em que posso ajudar?

Continuação em potencial:
John: Eu posso ligar mais tarde.
Jane: Não, eu tenho um minuto. O que posso fazer por você?

Não estimule as pessoas a engatarem uma conversa fiada e não lhes permita
que façam isso. Leve-as imediatamente ao ponto. Se começarem a enrolar ou tentar adiar para uma ligação posterior, enquadre-as e force-as a voltar para o ponto central."

Outra dica muito útil é o hábito que ele possui de abrir e-mails apenas às segundas-feiras de manhã. Reconheço que para a maioria de nós isso é inviável, mas percebo que o e-mail é um dos maiores consumidores de tempo, perdendo apenas para as redes sociais na categoria inutilidades e baboseiras - claro que há muitas coisas boas nas redes sociais, mas todos sabemos que a maioria dos posts são perda de tempo, por isso precisamos saber filtrar em quais deles vale realmente a pena focarmos nossa atenção.

3) Automação
Essa parte é a mais difícil e improvável no Brasil, pois aborda a contratação de um assistente pessoal para pagar faturas, comprar presentes de aniversário, fazer compras em supermercados e atividades afins. Nesse caso, ele contratou um assistente trabalhando remotamente na Índia.

Por não estar relacionado à realidade brasileira, não irei me aprofundar nesse tema.

4) Liberação
O autor aborda os acordos de trabalho remoto com chefes, objetivando o trabalho 100% remoto. É um tendência, mas ainda não tão abrangente no Brasil como poderia ser.


O que mais gostei
Timothy Ferriss aborda bastante o assunto "tempo", com o qual me identifico muito desde a infância - há vários posts aqui no Simplicidade e Harmonia sobre esse tema. Se quiser ver, clique aqui.

Há muitas frases profundas, que futuramente se tornarão assuntos de posts ou estarão às sextas-feiras no "Para pensar".
Um exemplo:
"Foque-se em ser produtivo em vez de focar-se em estar ocupado."


Conclusão
Apesar de voltado ao mercado note-americano, o livro é bom, pois aborda o trabalho de uma maneira diferente da qual estamos habituados. Além disso, fala bastante sobre empreendedorismo - o que tem tudo a ver com o Brasil.

É um livro interessante, para mim valeu a pena a leitura.


sexta-feira, 16 de março de 2018

Para pensar #43


Eu tenho descoberto que a coisa mais importante nessa vida não é onde estamos posicionados, mas sim para onde estamos indo.
Oliver Wendell


terça-feira, 13 de março de 2018

O caráter produz coragem


Conforme prometido há muito tempo , esse é o primeiro post de alguns que farei sobre as reflexões do livro “Na Jornada com Cristo”, de Max Lucado. Clique aqui para ver a minha resenha. Meu objetivo é aprofundar um pouquinho mais o artigo, focando o lado do desenvolvimento pessoal, do autoconhecimento. Ao ler os textos, vários questionamentos e pensamentos passaram por minha mente e são eles que quero compartilhar com vocês.

Nessa reflexão, o autor afirma que muitas pessoas tentam enfrentar seus próprios medos com a força. Externamente são intimidadoras, mas por dentro estão tremendo de medo.
Quando o caminho não é a força, usam outras táticas: acúmulo de riquezas, a falsa segurança depositada nos bens materiais, a ânsia por fama ou por status.

Será que tais estratégias realmente funcionam? 
Será que são capazes de nos livrar de nossos medos? – questiona o autor, que encerra o texto com chave de ouro:

“A coragem é o resultado de quem somos. Os apoios externos podem sustentar-nos temporariamente, mas somente o caráter interior produz coragem.”

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Infelizmente o texto descreve bem a situação atual: damos pouca atenção ao que realmente importa e consumimos muito, na tentativa de obter segurança e satisfação passageiras ao preencher com bens materiais e status o vazio que só pode ser preenchido através da plena consciência de quem realmente somos e por Deus (ou por uma força superior, de acordo com a sua crença pessoal).

Encarar nossos próprios medos é difícil, desagradável e assustador. Mas talvez seja uma da poucas maneiras capazes de nos direcionar à maturidade e ao desenvolvimento pessoal sem o apoio de subterfúgios que nos proporcionem a frágil e falsa sensação de segurança, pois bem lá no fundo, no âmago de nosso ser sabemos que tudo isso não passa de auto enganação.

Por isso, precisamos ter coragem para encarar, e na medida do possível superar,  nossos medos, limitações e tendências perniciosas.

O resultado?
Uma vida mais coerente e satisfatória, na qual os bens materiais e a riqueza terão a importância e apropriada, sem exageros para mais ou para menos.


Créditos da imagem: Stuart Miles - Free Digital Photos
Se quiser saber mais sobre caráter, temperamento e personalidade, veja aqui a minha resenha do livro Psicopatas do Cotidiano, de Katia Mecler.


sexta-feira, 9 de março de 2018

Para pensar #42


Hoje em dia o luxo reside em tudo aquilo que rareia:
1. a comunicação com a natureza,
2. o silêncio,
3. a meditação,
4. a lentidão reencontrada,
5. o prazer de viver contra o tempo,
6. a ociosidade intelectual,
7. a fruição das obras maiores do espírito.

São privilégios que não se compram porque, literalmente, não têm preço. Então a uma pobreza imposta poderemos opor um empobrecimento escolhido, ou melhor, uma auto restrição voluntária. Isso não é de forma nenhuma uma opção pela indigência, mas a redefinição das prioridades pessoais de cada um.

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Fonte: Uma nova moral da frugalidade



terça-feira, 6 de março de 2018

Intenção x concretização


Para uma grande parte da humanidade parece que o ano novo trouxe consigo uma lista personalizada de boas intenções em forma de sonhos, objetivos, propósitos e planos.

Eis alguns deles:
- perder peso
- conseguir um emprego
- conseguir um emprego melhor
- começar um curso
- terminar um curso
- assistir menos televisão
- ler mais livros
- destralhar a casa
- ter uma alimentação mais saudável
- praticar exercícios físicos
- começar a investir

A lista é longa...

formigas-trabalhando

Todos esperam que o ano que se iniciou seja melhor do que os outros e a lista, de certa forma, ajuda a determinar os objetivos mais relevantes.

Se você fez uma lista no final do ano passado, quantos dos objetivos você tem realmente levado a sério?

Passaram-se mais de dois meses do início de 2018 e após a empolgação inicial, quantos dos objetivos você já sabe que ficarão apenas na intenção? Quantos desses objetivos agora confinados apenas ao papel também estavam nas listas de anos anteriores?

Com o passar do tempo, até mesmo as intenções mais significativas vão ficando cada vez mais distantes se não colocadas em prática, pois a rotina que parece funcionar acaba falando mais alto. Além disso, a própria zona de conforto (ou de desconforto?) ou os problemas acabam desmotivando e tirando ainda mais o foco dos objetivos propostos.

Por isso, hoje eu gostaria de convidar você a verificar sua lista. Procure por itens que ainda são importantes. Digo “ainda”, pois em dois meses, muitas coisas que faziam sentido podem começar a não mais fazer.

Encontrou os itens importantes?
Se ainda não os iniciou, não tente justificar-se, nem mesmo mentalmente. Partir para a ação é a melhor escolha.

Disciplina.
Interesse.
Esforço.
Mudança de hábitos.
Essas são algumas chaves que o ajudarão a alcançar os objetivos propostos.

Dica de ouro: não procrastine. Agindo assim, você não chegará ao final do ano com uma nova lista de velhos objetivos, mas com uma nova lista genuína. E com a agradável sensação de bem-estar por ter cumprido exatamente o que você se propôs a fazer.

Sucesso!


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Créditos das imagens: SweetCrisis e pockygallery Free Digital Photos

sexta-feira, 2 de março de 2018