terça-feira, 28 de novembro de 2017

Black Friday - minha primeira compra nesse dia


O Black Friday ocorreu pela primeira vez no Brasil em 2011 e a cada ano o volume de vendas tem aumentado.

Apesar do forte apelo comercial em torno da data, nunca aproveitei nenhuma promoção, pois não estava realmente precisando de algo na época. E sei que se ficasse visitando os sites, provavelmente iria encontrar alguma "necessidade desnecessária" para comprar. Além disso, vários posts dos anos anteriores mostrando que no Brasil predomina a "Black Fraude" me fizeram desconfiar ainda mais dessa data.

Mas dessa vez foi diferente: eu queria comprar uma nova câmera fotográfica, pois a minha começou a apresentar problemas no ano passado e agora as fotos saem totalmente brancas ou com listras, mesmo alterando as configurações. Para videos ainda funciona, mas eu queria a câmera funcionando integralmente. A que tenho é uma Samsung S860, comprada em 2008, que supriu muito bem minhas necessidades durante esse tempo. Nunca precisei trocar sequer o cartão de memória, comprado no mesmo dia. As pilhas recarregáveis foram trocadas apenas 1 vez durante esses 9 anos.

Para você ter uma ideia, coloquei abaixo duas fotos.

Flores-brancas-com-lilás
Abril/2016

Flor-do-pé-de-feijao
Dezembro/2016. Repare como ficou com as listras...

Acho que o "tempo de validade" dessa câmera está mesmo chegando ao fim, não é? Talvez entrando na obsolescência programada.

Comecei minha pesquisa para a compra de uma nova câmera em maio, decidi qual comprar em agosto, mas o preço estava alto - aproximadamente R$ 1.100,00, com preço mínimo de R$ 990,00.

Quase comprei no mês passado por R$ 899,00, pois durante esse tempo todo não houve alterações relevantes de preço. Mas para quem esperou tanto tempo, 1 mês a mais não iria fazer diferença, até porque a compra não era urgente e compras impulsivas não fazem parte dos meus valores, além de que atrapalhariam o alcance dos meus principais objetivos. Apesar de já ter feito tais compras muitas vezes, isso é algo que consigo dominar relativamente bem, a despeito dos incessantes apelos do marketing.

Há 2 semanas comecei a acompanhar com mais atenção se haveriam alterações de preço no Google Shopping.

Pesquisa-de-precos

Pesquisa-de-precos



















Pesquisa-de-precos


















Pesquisa-de-precos
Como houve uma alteração de preço no dia 23, estava esperando que no dia 24 (Black Friday) houvesse uma maior. Mas não foi o que ocorreu, conforme dá para ver abaixo.

Pesquisa-de-precos

Não foi um super desconto, mas comprei mesmo assim, pois o preço dela ainda é alto no mercado brasileiro. Esse preço era para pagamento à vista, por boleto ou cartão. De qualquer forma, valeu a pena não ter comprado antes.

O que me deixou indignada foi a alta tributação. R$304,54 ou seja, 39,85%! Achei desproporcional, assim como a maioria dos impostos deste país.


E você, também conseguiu fazer uma boa compra no Black Friday 2017?
Ou achou os preços decepcionantes, mais parecidos com a Black Fraude?


sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Quem eu queria ser para mim


Ah como eu queria,
Queria ser para mim, 
uma pessoa diferente.
Ser alguém que irradiasse energia, alegria e boa vontade.

Ser aquela força sempre presente e disponível para abraçar o desafio, para levantar o meu mau-humor e suportar a grandiosidade dos meus sonhos. 

Ser aquele que perante o sucesso, fosse capaz de manter a humildade e desse a mão a quem mais precisa.

Ser aquele que na tristeza não se deixasse consumir por ela, e entendesse que sentir tristeza não faz de mim uma pessoa triste.

Queria mesmo muito, num estalar de dedos, que a minha mente me obedecesse e o meu corpo reagisse prontamente ao meu comando.

Entender que, mesmo com memórias cortantes e penosas, eu sou mais que o meu passado e arregaçar as mangas para cozinhar o meu presente e servi-lo com sabor a esperança.

Ah, como é bom desejar!
Ah como é melhor ainda ficar ciente que tudo o que desejo depende de mim, que tudo depende de passar do queria, para o quero, e do quero para o faço, e do faço para o consegui, e do consegui para: sou o que quero quando me proponho a isso.


Por-do-sol-e-mulher-com-os-bracos-abertos


Autor do poema: Miguel Lucas
Créditos da imagemTanatat Free Digital Photos

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Desacelerar


Vivemos na sociedade da pressa. Parece até que estamos viciados em velocidade e em estímulos sensoriais – sempre cada vez mais intensos.

Quando foi a última vez que você viveu o momento presente de forma plena, sentindo o pulsar da vida em cada célula do seu ser? 
Para mim, a maior parte desses momentos está relacionado à natureza: colher frutas, plantar uma semente ou uma pequena muda que em breve se transformará em uma árvore, ver a chuva cair, brincar com meus cães, admirar a imensidão do espaço, das auroras e crepúsculos...

Mulher-de-bracos-abertos-ao-por-do-sol

Coisas simples, mas que fazem um bem enorme, que recarregam as energias e auxiliam na manutenção do controle necessário para vivermos ao menos minimamente equilibrados em sociedades tão desequilibradas.

Silenciosa e implacavelmente o tempo está passando.
A vida está passando. Uma vida finita – hoje estamos aqui, mas em um futuro não tão distante, não estaremos mais.

Minutos, horas, décadas – a velocidade com que o tempo passa chega a ser assustadora! Não faz tanto tempo éramos adolescentes. Daqui a pouco seremos idosos – isso se a nossa última expiração não chegar antes.

Apesar de termos consciência de todas essas coisas, parece que vivemos a maior parte do tempo como se estivéssemos elaborando um rascunho de nossa própria vida. O problema é que não teremos tempo hábil para passá-lo a limpo...

Por isso, hoje eu gostaria de deixar um poema para reflexão, que li no blog Viagem Lenta e também no livro "Trabalhe 4 horas por semana", de Timothy Ferriss (resenha em breve).

Vale a pena ler várias vezes.
Ler vagarosamente, pois como diz o poema, “a vida não é uma corrida. Vá devagar.” 


Precisamos viver.
Precisamos desacelerar.
Antes que seja tarde demais.



Familia-na-praia-com-dois-caes


Dança lenta
David L. Weatherhead

Alguma vez você já viu crianças brincando de roda? 
Ou ouviu o som da chuva batendo no chão? 

Já seguiu o vôo errático de uma borboleta? 
Ou olhou para o sol dando lugar à noite? 

É melhor desacelerar; não dance tão rápido. 
O tempo é curto e a música acaba. 


Você passa batido por cada dia?
Quando você pergunta: como vai você?, ouve a resposta? 

Quando acaba o dia, você se deita em sua cama
Com a próxima centena de tarefas percorrendo sua cabeça?

É melhor desacelerar; não dance tão rápido. 
O tempo é curto e a música acaba.


Alguma vez disse a seu filho, pode ser amanhã? 
E, na sua pressa, percebeu a tristeza em seu rosto? 

Já perdeu contato e deixou morrer um amigo 
Porque nunca teve tempo de ligar e dizer "oi"? 

É melhor desacelerar; não dance tão rápido. 
O tempo é curto e a música acaba. 


Quando você corre para chegar a algum lugar 
Perde metade da graça em chegar lá. 

Quando se preocupa e atropela seu dia 
É como um presente que vai pro lixo sem ser aberto. 

A vida não é uma corrida. Vá devagar. 
Ouça a música antes que ela acabe.



Fonte do poema: Viagem Lenta
Créditos das imagens: worradmu e Tanatat Free Digital Photos


terça-feira, 14 de novembro de 2017

Superação


Você já ouviu falar em Geraldo Rufino? Se não, acho que vai gostar dessa entrevista, que está dividida em 3 partes.

A leveza com que ele fala de sua experiência e seu modo de encarar a vida são motivadores e encantadores.

Desde a infância, mesmo passando por situações extremamente difíceis para essa idade, já possuía otimismo e motivação singulares. Perdeu sua mãe muito cedo na vida e mesmo antes desse triste acontecimento, já trabalhava como catador em um aterro sanitário para ajudar no sustento da família.

Hoje, é dono de uma bem-sucedida empresa de reciclagem, comandada atualmente por seus filhos.

Gostaria de destacar a simplicidade e a descontração com que fala de seu passado. Sem mágoas ou rancores, é um grande exemplo para todos nós.


Placas-indicando-a-direcao-para-sucesso-problema-e-derrota

No início da adolescência passou por uma situação de racismo onde trabalhava, época na qual ele mal sabia o que isso significava. Mas sabia que, independentemente da cor da pele, somos todos iguais. E o que seria uma situação desagradável e constrangedora para muitos, Geraldo Rufino conseguiu reverter, conquistando a confiança dos patrões e deixando surpresos muitos dos empregados com mais tempo de casa.

Sem dúvida, Geraldo Rufino é um grande exemplo de superação, otimismo, humildade, perseverança e motivação.

Espero que vocês gostem do vídeo.

Parte 1


Parte 2


Parte 3


Até a próxima!


Créditos da imagemscottchan Free Digital Photos

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Perdoe seus pais


Perdoar quase sempre é difícil, mas é necessário se quisermos ter paz de espírito e tranquilidade.

Perdoar não é esquecer.
Perdoar é não deixar que os acontecimentos do passado nos afetem de forma negativa, que nos machuquem. Muitas vezes isso ocorre por anos ou décadas.

O video abaixo fala especificamente sobre o perdão que precisamos dar aos nossos pais.
Muitas pessoas têm significativa mágoa de seus pais por algum - ou vários - motivos. Eu sei bem o que é isso, sei o quão desconfortável e desagradável é. E apesar de ainda estar no início desse processo, cheguei a conclusão de que não vale a pena não perdoar. Não mesmo.

Perdoar não é tão fácil, mas não é impossível.