sexta-feira, 23 de junho de 2017

terça-feira, 20 de junho de 2017

Shopping Center


Shopping Center
Nunca gostei de shoppings centers. Como o próprio nome diz, sempre os vi em primeiro lugar como locais de consumo, muitas vezes impulsivos ou compulsivos.

Locais onde o layout, a iluminação, a temperatura, os sons e os perfumes são minuciosamente planejados de forma a proporcionar sensações de bem-estar e tranquilidade, que por sua vez geram um tipo meio difuso, confuso e irreal de confiança e otimismo que induzem muitos ao consumo.

Nunca entendi muito bem o motivo das pessoas gostarem tanto de shoppings centers, ainda mais em pleno século XXI, no qual grande parte das compras são feitas online. Mesmo neste cenário, a quantidade de empreendimentos desse tipo continua a crescer no Brasil.

Porque as outras opções de atividades e passeios aos finais de semana não conseguem atrair muitos dos frequentadores dos shoppings centers? Encontrei uma resposta bem coerente e adequada na crônica Lugar de Passear, de Ivan Ângelo.

Inicialmente ele cita que há aproximadamente 50 anos eram comuns passeios em ruas de compras, galerias e grandes magazines como Mappin e Mesbla. Mas hoje, quem consideraria seguro e um bom programa familiar, passeios por ruas como a 25 de março em São Paulo? Quem em sã consciência levaria seus entes queridos para passear nesses locais, que geralmente são sujos, esburacados, pichados, com construções mal-acabadas, flanelinhas por todos os lados, poluição de todos os tipos, trombadinhas, falta de cidadania e falta de segurança?

Em geral, o shopping center é um ambiente familiar, organizado e seguro que proporciona ao menos momentaneamente a liberdade e a dignidade perdidas de poder sentar-se em um banco para conversar ou tomar um sorvete tranquilamente, de poder caminhar de forma descontraída sem desconfiar do rapaz que vem em sua direção. Nesse ponto faço uma ressalva, pois até os shoppings centers foram atingidos pela violência que assola o país. Precisamos ter cautela em todos os locais que frequentamos, pois não há lugar 100% seguro. Além disso, segundo os especialistas em segurança, pessoas distraídas são alvo fácil. Veja aqui. Mesmo assim, felizmente a incidência de ocorrências desse tipo no interior dos shoppings centers é menor.

Os passeios nesses locais tornaram-se comuns, mas não deveriam ser encarados com tanta normalidade (veja aqui a diferença entre comum e normal), ainda mais se levarmos em conta o clima e as opções de entretenimento naturais e urbanas das cidades brasileiras de médio e grande porte.

É triste ver o nível de degradação e dos problemas cada vez mais crônicos das cidades. Parece até que dentro dos shoppings centers estamos em outro país, no qual cidadania, dignidade, segurança, liberdade, educação e limites não são meras palavras de dicionário úteis apenas para enfeitar discursos em períodos eleitorais nesse país.


Créditos da imagem: cp2studio - Free Digital Photos

terça-feira, 13 de junho de 2017

Servir da melhor forma possível. Sempre.


Sempre que pensamos em dons espirituais, pensamos e queremos possuir os que consideramos mais relevantes, aqueles considerados realmente importantes pela sociedade, independentemente de qual seja a sua crença. Mediunidade, exorcismo, cura, premonição, pregação, profecia, etc.

Pensamos em grandes chamados, grandes oportunidades, grandes realizações. Pensamos tanto nisso, que acabamos perdendo de vista o que Deus realmente gostaria que fizéssemos em Sua obra, pois cada um tem uma função, assim como ocorre em nosso próprio corpo.

Tudo o que chegar às nossas mãos, devemos fazê-lo da melhor forma possível, para que nosso testemunho fale mais alto do que nossas palavras. Como diz o ditado, a palavra convence, mas o exemplo arrasta.

Para ilustrar, gostaria de compartilhar uma breve parábola que me tocou profundamente.


"Uma mãe pensava no quanto gostaria de fazer um serviço que considera importante e de valor para Deus, mas com tantos afazeres domésticos e uma filha de 4 anos, não conseguia transformar seu objetivo em realidade.

Então, sua filha pediu:
- Mamãe, conserta o braço da minha boneca? Eu não consigo!

Por várias vezes a criança pediu ajuda para esse problema que para ela era muito importante, mas a mãe estava tão concentrada em seus pensamentos, que não ajudou a filha e ainda brigou até que a menina desistiu e foi embora. A mãe queria apenas sossego naquele momento. E mais nada.

Então, desapontada, a menina saiu choramingando e adormeceu em um canto da casa com a boneca no colo.

Após algum tempo, a mãe viu a menina adormecida, ainda com lágrimas no rosto e a boneca no colo.

E só então entendeu a lição: um pequeno serviço a ser feito, mas muito importante para a filha.

Servir ao Senhor da melhor forma possível, onde estivesse. Essa era a sua missão."



Os benefícios dessa atitude serão muitos, não só no âmbito espiritual, mas em vários outros aspectos da vida, pois agindo assim, novas conexões cerebrais serão criadas reforçando um hábito, o que trará como resultado mais satisfação pessoal, bem estar e muitos outros benefícios.

Pense nisso!



Felicidade


Créditos da imagem: Stuart Miles - Free Digital Photos

sexta-feira, 9 de junho de 2017

O que aprendi com 10 dias de silêncio - Renato Stefani - TEDxMauá


Esse vídeo fala entre outras coisas, sobre a impermanência da natureza versus a permanência que desde cedo somos doutrinados a buscar. Muitas vezes (ou quase nunca) percebemos, mas as consequências desse hábito podem ser desastrosas.

"De acordo com nossos valores ocidentais, confundimos conforto com felicidade. Temos a ilusão de que o quentinho da cama é a felicidade. Mas não é." - diz o palestrante

Esse vídeo também fala sobre a intolerância à dor, o que me fez lembrar de um post que escrevi sobre isso, o texto Geração Analgésico.

terça-feira, 6 de junho de 2017

Borderline e Psicopatia - Consultorio de Familia


Esse vídeo esclarecedor é continuação do programa apresentado no post da semana passada.
Muitas vezes pensamos que algumas atitudes nossas ou de pessoas com as quais convivemos são normais, mas em alguns casos não são. Por isso, a informação é muito importante.
Sobre o assunto, fiz também a resenha do livro Psicopatas do cotidiano - Katia Mecler