terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Feliz 2017!


Hoje eu gostaria primeiramente de convidá-los a conhecer e curtir minha página no Facebook:
Facebook - Simplicidade e Harmonia
 
E agradecer as mais de 35 mil visitas! Esse resultado me dá muito ânimo e motivação para continuar criando posts cada vez melhores. Posts que muitas vezes me levam a refletir sobre a minha própria vida, o sentido da existência e o quanto uma vida mais simples é - ou pode ser - tão mais agradável do que uma vida com tantas coisas a fazer, a pensar, a administrar.

Como diz Mário Sérgio Cortella:
"Devemos fazer o melhor nas condições que temos hoje, para quando tivermos melhores condições, fazermos melhor ainda". 
É isso o que procuro fazer aqui e em todas as áreas da minha vida. Claro que muitas vezes falho (talvez na maioria delas), mas quanto temos consciência dos nossos erros e humildade para assumí-los, nossos paradigmas vão sendo lentamente descontruídos, o que nos proporciona maior desenvolvimento e maturidade.
Não é fácil e a caminhada é longa. Mas no final, para alguns uma vida mais simples pode ser realmente mais significativa, a despeito de todos os apelos do marketing e da sociedade. E se você está lendo esse post, provavelmente também é uma dessas pessoas.

Desejo que 2017 seja um ano com menos consumo sem reflexão, com mais hábitos saudáveis e completude
Um ano no qual a Simplicidade e a Harmonia estejam cada vez mais presentes em nossas vidas de forma coerente, equilibrada e natural, de acordo com nossa própria personalidade.



Feliz 2017 à todos!


Feliz Ano Novo



Créditos da imagem: Nanhatai8 - Free Digital Photos


quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Top 5 de 2016


Top 5

No ano passado eu criei um post com os artigos mais acessados de 2015 no blog.

Esse ano, resolvi fazer diferente: listar os 5 posts que acredito possuírem mais relação com uma vida mais simples e harmônica.



1) De passagem, mas com excesso de bagagem 

2Documentos amassados? Dica para acabar com esse problema

3) Uma breve reflexão que dispensa apresentações 

4Descobrir-se com lucidez: quem tem coragem?

5) A história das soluções - Annie Leonard 



 Até a próxima!


terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Man - Steve Cutts


Esse video mostra a relação do ser humano com o meio ambiente através dos tempos.
Uma boa reflexão para entendermos o rumo que estamos seguindo sem pensar muito, seguindo no "automático" do desrespeito à natureza e do consumo descontrolado.

Como imagens dizem mais do que palavras, assistam essa tão profunda animação de 3:36 minutos.

Vale muito a pena ver, ainda mais nessa época do ano na qual o consumo é tão intenso e muitas vezes desnecessário.




Até a próxima!

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Comum ou normal?


Por acaso você já parou para pensar no que essas duas palavras significam?
Segundo os dicionários, são sinônimos e muitas vezes são realmente utilizados com o mesmo propósito.
Refletindo um pouco mais, comum parece estar mais relacionado ao trivial, ao corriqueiro, ao que acontece no dia a dia, enquanto normal remete à normalidade, ao esperado.

Exemplos:
- Acidentes de trânsito, discussões, assaltos, falta de cidadania e de limpeza e conservação nas cidades brasileiras são fatos comuns, vemos isso todos os dias, mas não são normais, pois fogem do que era esperado.
- Cães, gatos, bebês e crianças são abandonados ou sofrem maus tratos diariamente. Infelizmente isso é muito comum, mas poderia ser considerado algo dentro da normalidade?
- Obesidade, vícios, manias também são considerados comuns, mas são fatos esperados?
- Corrupção é comum no Brasil, mas por isso poderia ser considerado normal?


Trânsito

O ponto em que quero chegar é que quanto mais vemos fatos comuns como se fossem normais, mais insensíveis e acostumados nos tornamos às tragédias diárias (desde que não tenham relação conosco); à desorganização geral dentro e fora de casa; à falta de educação no transporte público e no trânsito; ao excesso de sujeira nas ruas ("é tão normal jogar papel na rua, então vou jogar o meu também”); à violência urbana em geral (“quase todos desta rua já foram assaltados”); às péssimas e indignas condições de educação, transporte e saúde pública (“aqui é assim mesmo, sempre foi assim...”); ao trânsito caótico e cada vez mais extenso, confuso e estressante.
A lista é imensa...

Ao vermos tais fatos como normais começamos inconscientemente a aceitá-los como se o fossem realmente, o que nos torna de certa forma mais acomodados, convencidos e resignados de que “aqui as coisas são assim mesmo, sempre foram e sempre serão”.

Talvez considerar normal fatos que são muito comuns seja um dos motivos do Brasil estar ainda tão atrasado em termos de cidadania, educação e respeito ao próximo, pois o normal sob o prisma da moralidade é bem diferente do normal como geralmente o conhecemos.

Você também percebe essa diferença entre normal e comum?
Se quiser, deixe sua opinião nos comentários abaixo.


 

Até a próxima.


Créditos da imagem: WorldWideStock - Free Digital Photos



terça-feira, 29 de novembro de 2016

De passagem, mas com excesso de bagagem


Embora estejamos nesse mundo de passagem, nossa bagagem dá a impressão de longa, de longuíssima estadia, principalmente se considerarmos a influência e o apelo ao consumo exagerado e irrefletido ao qual estamos expostos diariamente.

 Veja a ilustração abaixo:
Certa vez um turista americano foi visitar o renomado rabino polonês Hofetz Chaim.
Ele ficou chocado ao perceber que a casa do rabino estava repleta de livros, tinha uma mesa e um singelo banco.
Chocado, o turista perguntou:
- Onde está sua mobília?
O rabino replicou:
- Onde está a sua?
Confuso, o americano respondeu:
- Eu sou o visitante! Estou apenas de passagem.
Então Hofetz respondeu de maneira serena e profunda:
- Eu também.


Bagagem


Pense nisso! 


Créditos da imagem: nitinut - Free Digital Photos

terça-feira, 8 de novembro de 2016

A história das soluções - Annie Leonard


Quem gostou do video "A História das coisas" (veja aqui) provavelmente vai gostar também de "A história das soluções".
Seguindo o mesmo estilo e raciocínio, esse video mostra o grande problema que o consumismo, capitalismo e governos ineficientes têm ocasionado ao planeta. Mas mostra também que isso tem solução através da mudança na forma de produção e consumo. 

Vale muito a pena ver!




terça-feira, 1 de novembro de 2016

Os rios de São Paulo



Rio
Quem conhece São Paulo sabe que na cidade há muitos rios, riachos e córregos, que geralmente são mais visíveis nas periferias. O que muitos não sabem é que na cidade inteira, a menos de 300 metros de onde você estiver, há um curso d’água por perto. Como a maioria deles foi canalizado de forma subterrânea, é quase impossível saber que eles existem.

Posto aqui 2 links com mapas muito interessantes sobre o assunto:
Esse link foi elaborado pela Revista Veja e esse outro pela Prefeitura de São Paulo.
 



Infelizmente a maior parte dos rios virou esgoto, tanto que os que estão a céu aberto quanto os subterrâneos devido a falta de planejamento e interesse na preservação desses locais.

É paradoxal ver uma cidade com tantos cursos d’água ativos ter passado recentemente por graves problemas de ... falta d’água, pois o que existe são rios e riachos sem vida, totalmente contaminados e desagradáveis para quem vive ou passa por perto deles. Além disso, muitas vezes tornam-se sinônimo de apreensão e problemas aos moradores da região devido às constantes enchentes causadas por rios estrangulados e sufocados por avenidas e exploração imobiliária legal ou ilegal.

Até o início do século passado os rios Pinheiros e Tietê (os maiores da cidade) eram navegáveis, com clubes náuticos em suas margens – ainda existem algumas escadinhas que davam acesso às embarcações. Veja mais sobre esse assunto aqui e aqui.
Hoje, ambos são sufocados por vias de tráfego muito intenso designadas como expressas, termo que não condiz com a realidade na maior parte do dia.

O caso do Tietê é pior, pois com a mudança do curso do rio no século passado (veja aqui, principalmente a foto 5), ele ficou praticamente espremido entre as vias, com margens semelhantes aos flood control channels norte-americanos (canais de controle de enchente, em tradução literal). Se você não conhece São Paulo, procure “Ponte das Bandeiras” no Google Maps para ter uma ideia da situação.

Na década de 90 um caro sistema de flotação foi implantado no Rio Pinheiros com ampla divulgação inicial e pouco resultado. Logo o projeto foi abandonado de forma muito discreta.  Após isso, mais de uma década e meia depois, nada foi feito nesse sentido de forma relevante, com resultados visíveis e positivos em termos de despoluição e melhoria da qualidade da água. No rio Tietê, é feita a dragagem com o objetivo principal de diminuir enchentes, o que é bom, mas o ideal seria se não ficasse só nisso.
O que percebo é que poucos são os riachos que em algum trecho conseguiram sobreviver ao destino de virar esgoto, como os localizados em áreas com pouca densidade demográfica, como Marsilac e Parelheiros. Alguns são nascentes em locais muito habitados, como o Riacho das Corujas, no Sumaré; o Pirajussara Mirim, no Butantã; o Riacho Carandaí, na Casa Verde; o Riacho Saracura Grande, na região da Avenida Paulista; várias nascentes no Parque da Aclimação.

O estado atual dos rios da cidade de São Paulo demonstra que nunca foi dada a devida atenção à preservação desses locais tão básicos à existência em todas as suas formas.

Chega a ser temeroso perceber que em pleno século XXI, época na qual há muita informação e tecnologia, nada realmente significativo e relevante seja feito para melhorar de forma eficaz e progressiva o enorme e inestimável estrago feito nos rios paulistanos, o que pode ser também a realidade de muitas cidades brasileiras.

Na cidade onde você mora (ou morava) os rios também são tratados dessa forma? Compartilhe sua experiência aqui!

Post relacionado:
Crises hídrica e elétrica

Boa semana.



Créditos da imagem: mapichai - Free Digital Photos


terça-feira, 25 de outubro de 2016

Por que alguns países são pobres e outros são ricos?


Há algum tempo assisti um curto vídeo muito interessante, mostrando algumas características que levaram alguns países a se tornarem ricos enquanto a maioria continua pobre ou em lento processo de desenvolvimento.

Rich or poor directions
Alguns pontos me chamaram a atenção e me levaram à reflexão, por isso gostaria de falar um pouco sobre eles.

1) Países ricos possuem boas e sólidas instituições, que funcionam de forma eficiente. O oposto ocorre em países pobres, nos quais os serviços públicos deixam muito a desejar ou são precários mesmo.


2) A correlação entre pobreza e corrupção.
Obviamente há corrupção em todos os países, mas o cumprimento e a constante atualização das leis inibem esse tipo de prática.


3) A capacitação como requisito principal para o preenchimento de vagas de emprego.
Nos países pobres o famoso “QI” (quem indica) ainda tem grande peso na decisão, mesmo em pleno século XXI.
Acredito que essa seja uma questão cultural significativa, por isso, demorará muito tempo a ser modificada, pois são necessárias a mudança de mentalidade e a quebra de paradigmas.

4) A cultura da coletividade, através da consciência de que todas as profissões são dignas e importantes para que a sociedade funcione bem.
Nos países pobres há divisão entre profissões, empregos admirados e subempregos, com uma habitual discriminação velada – ou às vezes nem tanto.

Não é falado no vídeo, mas o alto custo de vida, a enorme carga tributária sem serviços de qualidade em contrapartida, a falta de cidadania, a falta de planejamento e o famoso jeitinho brasileiro também ajudam (e muito) o Brasil a manter-se em desenvolvimento indefinido.
Acredito que por coisas assim, talvez o país seja o primeiro em toda a História que provavelmente se tornará velho (no sentido de envelhecimento da população) antes de ficar rico, ao contrário do Japão - que está em uma situação de estagnação após o desenvolvimento.
 

O vídeo que inspirou esse post foi:


https://www.youtube.com/watch?v=9-4V3HR696k


Espero que as novas gerações consigam reverter a triste situação na qual o Brasil se encontra.



 

Até mais!


Créditos da imagem: Stuart Miles - Free Digital Photos


terça-feira, 18 de outubro de 2016

A arte de transformar algo bom em ruim


Muitas vezes conseguimos tornar enfadonhos, pesados e artificiais os momentos que deveriam ser de alegria, leveza, naturalidade e paz. 

A ilustração abaixo demonstra essa situação de forma direta e inesquecível.



Era um dia de sábado ensolarado e um garoto que morava no campo se divertia aos arredores da casa, antes de ir à igreja com seus pais. 

Quando sua mãe viu que ele corria e pulava, chamou a sua atenção, dizendo:
- Você está de castigo! Sábado não é dia para essas coisas!!! 

Assim, o garoto sentou-se próximo a janela no interior da casa e com a capacidade de julgamento que só uma criança tem, começou a estabelecer na natureza quem era obediente ou não quanto à guarda do sábado. 

Observou os pássaros, voando e cantando alegremente e então concluiu: 
- Eles não estão guardando o sábado. 

Passou a observar os cachorros, que brincavam com uma bola velha, e concluiu: 
- Eles também não sabem guardar o sábado. 

Foi fazendo isso para vacas, cavalos, galinhas, patos, enfim para todos que ele entendia que não estavam guardando o sábado. 

Animais na fazenda
Por fim, o garoto teve a atenção direcionada para os arredores da fazenda e viu amarrado um burro, silencioso e cabisbaixo, sem qualquer sinal de empolgação. 
Houve, então uma identificação automática entre eles.  
Por fim, o garoto disse: 
- Este sim sabe guardar o sábado!
(Autor desconhecido)


Será que é realmente isso o que queremos para nossas vidas?


Pense nisso!



Créditos da imagem: bandrat - Free Digital Photos




terça-feira, 11 de outubro de 2016

Educação x política


Não me lembro onde encontrei essa imagem, mas ela resume de forma simples e objetiva a situação atual do Brasil. 
O horário político fala por si mesmo. E até seria cômico se não fosse trágico....



Educação e política




Fonte da imagem: https://twitter.com/jpcoachingedu


terça-feira, 4 de outubro de 2016

A utilidade das impressoras virtuais


Impressora
Talvez você ainda não tenha ouvido esse termo, mas com certeza já ficou em dúvida sobre como salvar um arquivo .doc em pdf.

As novas versões do Office têm essa opção, mas as antigas não. Além disso, com a impressora virtual qualquer documento pode ser salvo em pdf.

Há muitos programas disponíveis, alguns com várias opções e configurações.

Eu utilizo o Bullzip. É um programa simples, leve e prático. No meu caso, cumpre o objetivo.

Após a instalação, basta procurá-lo entre as suas impressoras no momento de impressão do documento para a criação do arquivo em pdf.

Espero que essa dica também tenha utilidade à vocês.



Até a próxima!



Créditos da imagem: Danilo Rizzuti - Free Digital Photos


terça-feira, 27 de setembro de 2016

Acróstico DRIVE - você conhece?


Há algum tempo li um texto que me impressionou muito, então resolvi fazer esse post sobre o assunto.
 

Para iniciar, tenham em mente as seguintes formações acadêmicas e atividades:

- formações acadêmicas: graduações em história, comunicação organizacional, administração e teologia; doutorado em comunicação pela Universidade de Harvard; pós doutorados em gestão educacional, inteligência emocional e treinamento de liderança executiva.
 

- atividades profissionais: editor de revistas, vice-presidente mundial de uma grande congregação, autor de 15 livros, pastor, professor e diretor universitário.

- atividades pessoais: exercícios físicos 5 vezes por semana, 500 abdominais e 50 flexões de forma ágil, participação em maratonas, escalar montanhas inclusive na Antártida e Pólo Norte (até hoje cerca de 200 pessoas realizaram essa proeza).

 

Em sua opinião, quantas pessoas são necessárias para realizar todas essas atividades de forma eficiente?
3?
5?
8?
10?


 

Be possible
Se você escolheu algum desses números é porque ainda não conhece Delbert W. Baker. Ele nasceu em 1953 nos EUA, mas parece ter nascido 2 décadas depois, tamanho é o vigor e o espírito jovem que possui.

De onde ele tira tanta energia, tanta força?
Em primeiro lugar, de Jesus.  

 
“Ele é o meu Salvador e fonte da minha motivação e inspiração. (...) É maravilhoso sentir que estou no centro da vontade de Deus e que, portanto, Sua providência e orientação estão me conduzindo a cada dia de minha vida em todo e qualquer desafio diante de mim. Isso me encoraja”.
 
Em segundo lugar, do acróstico DRIVE, que significa:
Diligência

Resiliência
Iniciativa
Visão
Energia

Essa é a “chave” da sua vida. Ele ressalta que a sua preferida é a iniciativa, pois pessoas que a têm vão além daquilo que fazem.


Eu achei esse acróstico perfeito e passível de ser utilizado por todos nós, obviamente com certo – ou muito – grau de dificuldade, pois nossa tendência natural é exatamente no sentido oposto. E para reforçar nossas atitudes, as sinapses cerebrais que formamos ao longo do tempo estão bem consolidadas nessa direção.

Analisando as 5 palavras, acho que consegui entender o motivo do Dr. Baker preferir a iniciativa, pois é como se ela fosse o “motor”, ou o primeiro passo para que as outras qualidades funcionem plenamente.

Interessante também a escolha da palavra Drive (dirigir, em inglês), pois acredito que aquele que conseguir guiar sua vida nessa direção de maneira eficiente e com visão apurada será muito bem sucedido, não somente em termos materiais, mas em relação à “Vida” de verdade, à vida que vale a pena ser vivida.

Se o Br. Baker olhar hoje para o seu passado, acredito que ele possa dizer com satisfação: “Valeu a pena!”
E nós?
Será que podemos dizer o mesmo?



Pense nisso!


Fonte: Revista adventista 10/2015
Créditos da imagem: Greenleaf Designs - Free Digital Photos

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Documentos amassados? Dica para acabar com esse problema


Documento de identificação
Recentemente vi uma ideia simples, mas muito eficiente para evitar que documentos como RG e CNH fiquem amassados.

Basta colocar um retângulo em papel cartão no meio do documento.

Pronto!

Seus problemas com documentos amassados diminuirão significativamente.


Boa semana!



Créditos da imagem: Becris - Free Digital Photos


terça-feira, 13 de setembro de 2016

Descobrir-se com lucidez: quem tem coragem?


“Só um sentido de invenção e uma necessidade intensa de criar levam o homem a revoltar-se, a descobrir e a descobrir-se com lucidez”.
Pablo Picasso


Paisagem
 
Em uma época de excessos, de massificação e ruídos externos e internos sem precedentes, quem é capaz de descobrir-se de forma plena sem medo de encarar suas vontades, afinidades e valores?


Quantos têm coragem de ignorar as expectativas alheias e seguir o seu caminho de acordo com o que realmente lhe dá satisfação, prazer e contentamento genuínos?


Quantos têm coragem de silenciar os ruídos externos quando a angústia, o temor, o desconforto ou o medo afloram?

Quantos têm coragem de sentir a dor ou a tristeza sem a ânsia irresistível de desviar-se de tais pensamentos e sensações não agradáveis? Quantos realmente têm consciência de que não devemos fugir desses dois sentimentos, pois são muito importantes para o nosso próprio crescimento e amadurecimento?

Seguir a “manada” não resulta em crescimento e desenvolvimento, mas em frustração, decepção e a sensação de estar fugindo da própria essência. Dá aquela sensação de estar desperdiçando a vida, ocasiona sentimento de tristeza e falta de esperança. Nos torna fracos, mesmo quando temos a consciência de que somos seres únicos, com um conjunto de características admiráveis e que poderiam nos tornar fortes.


Viver em desarmonia com a própria essência e valores pessoais acaba nos tornando pessoas apáticas, desinteressantes, como se fôssemos apenas a sombra de nós mesmos. E quando isso ocorre, aparecem doenças, pois o corpo não suporta tantos desagrados diariamente (digo isso por experiência própria).


Por isso, descobrir-se com lucidez é fundamental, o único caminho para a completude genuína, para a liberdade.


Estar alinhado com seus valores e afinidades proporciona crescimento e aquela sensação de que a vida realmente vale a pena ser vivida. Por isso, que tal começar hoje mesmo a descobrir-se com lucidez?


Como disse Sócrates: “Conhece-te a ti mesmo”.


Em um mundo tão massificado e homogêneo, esse é o caminho para sermos nós mesmos de acordo com a nossa própria personalidade, o que poderá resultar em mais criatividade e sabedoria.
O caminho não é fácil, mas vale a pena.

Pense nisso!



Créditos da imagem: alex_ugalek - Free Digital Photos

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Quanto tudo falha (Rodolpho Belz) - Resenha


Essa é a minha primeira resenha, espero que gostem.


Quando tudo falha - Rodolpho Belz
Ao ler a contracapa, tive a impressão de ser um livro basicamente argumentativo e reflexivo, com a tradicional construção:
1) apresentação;
2) desenvolvimento;
3) conclusão.

Um livro do tipo "divisor de águas", pois lida com um tema tão complexo como descrito na contracapa: "confortar os que vivem angustiados e responder aos porquês da vida". Isso é algo que exige muito conhecimento, sabedoria e trabalho árduo.
Obviamente que para melhor compreensão do assunto por parte dos leitores, exemplos e testemunhos são muito bem-vindos e apropriados.


O livro possui 96 páginas e é dividido em 32 capítulos que não possuem nenhuma conexão entre si. Alguns são iniciados com frases como "conta-se que...", "certo homem...", "o filho de um casal...", o que naturalmente leva o leva o leitor a duvidar da veracidade de tais narrativas.
Após a historinha há uma breve explanação no sentido de motivar o leitor.

Nesse livro inexistem introdução, desenvolvimento de ideias e conclusão, que ao meu ver é o que se espera de um livro com esse título.

A proposta é boa, os textos harmonizam-se com livros de reflexões e meditações diárias, mas não com um livro com esse título. Em minha opinião, a escolha do título foi do tipo caça-níqueis muito infeliz. Para ser mais honesto, poderia haver um subtítulo como "conheça a história de pessoas que conseguiram superar seus problemas".

Posso estar enganada, mas penso que pessoas que compram um livro com esse título não estão tão interessadas em ler historinhas...


Minha conclusão  

O título é excelente... para outro livro.
O conteúdo é razoável... mas não combina com o título.

Enfim, para mim essa combinação não vale o quanto custa.


terça-feira, 9 de agosto de 2016

Uma breve reflexão que dispensa apresentações


“Pregue sempre o Evangelho e quando necessário, use palavras.”
São Francisco de Assis



Bíblia

 
Créditos da imagem: digidreamgrafix - Free Digital Photos


terça-feira, 19 de julho de 2016

Duas fatias de pão integral contêm 2 colheres de açúcar?


Na semana passada, um artigo no excelente site Green Me me deixou perplexa: duas fatias de pão integral possuem mais de duas colheres de açúcar. Embora haja grande quantidade de farinha refinada na composição desse pão, imaginem como deve ser o pão totalmente branco em relação a essa questão...



Pão integral

Há alguns anos me senti desconfortável ao saber que os níveis de glicose são elevados de forma significativa após a ingestão dos carboidratos simples do pão branco, um produto aparentemente salgado. Acredito inclusive, que a maior parte das pessoas desconheça esse fato.


Segundo o mesmo post do Green Me, a composição da farinha de trigo foi sendo modificada de uns 40 anos para cá - e “coincidentemente” os casos de diabetes foram aumentando... Para piorar a situação, a farinha de trigo contém glúten, uma substância altamente inflamatória. Ou seja, é um produto que sobrecarrega o pâncreas e ainda causa ou piora as “ites” de todos os tipos: esofagite, faringite, sesamoidite, sinusite, bursite, gastrite etc.

É triste ver crianças e adolescentes com diabetes adquirida, que necessitam de monitoramento e aplicações diárias de insulina. É triste ver tantos adultos diagnosticados com diabetes emocional. Após ler a matéria, fiquei pensando se a causa de muitos desses casos foi realmente a parte emocional, o excesso de farinha de trigo ou a combinação dos dois.

Nossos avós, nossos pais e nós fomos ensinados a ver o excesso de doces como causadores dessa doença e não o inocente pãozinho do café da manhã.
Quando criança, quantas vezes você já ouviu: “Coma menos doces, que fazem mal”? E quantas vezes você ouviu: “Coma menos pão, que faz mal”?
Eu ouvi muito a primeira advertência, mas nunca a segunda.

Geralmente quem consome pães integrais são pessoas que se preocupam com a saúde e com o bem-estar, até porque eles passam uma imagem proposital de serem mais saudáveis.

Infelizmente, assim como as rações para cães (veja aqui e aqui), os pães integrais não são tão maravilhosos quanto parecem.

Para complicar ainda mais a situação, quais alimentos figuram na base da pirâmide alimentar? Pães, bolos, bolachas, macarrão. Também há tubérculos e grãos, mas quais são os mais consumidos diariamente por nós?

Diante de tudo isso, com muito equilíbrio e sabedoria, acredito que seria muito útil colocarmos em xeque esse hábito que está tão enraizado em nós, mas que pode trazer consequências desastrosas à nossa saúde e qualidade de vida.

Recomendo fortemente a leitura do artigo que inspirou esse post e pesquisas sobre o assunto, pois acredito que esse é aquele tipo de conhecimento que levaremos conosco por toda a vida.


Até breve!




Créditos da imagem: everydayplus - Free Digital Photos



terça-feira, 14 de junho de 2016

Civilização


Primeiro derrubaram a árvore e construíram o prédio.
Depois, destruíram as casas ao lado e ergueram outro prédio - que reduziu minha visão do céu.
Quem compra uma porção de terra adquire o direito de calar os passarinhos?
Quem compra uma porção de terra pode me roubar esse pedaço de céu?

(autor desconhecido)


Cidade grande



Créditos da imagem: pazham - Free Digital Photos

terça-feira, 17 de maio de 2016

O colecionador de lágrimas 4


Para encerrar essa série, mais algumas frases de “O colecionador de lágrimas” do Augusto Cury. O livro é muito bom, quem tiver a oportunidade de ler, creio que não se arrependerá.
Pensar é um mistério. Perturbar-se também.

Nós amamos a certeza, mas a existência é uma fonte interminável de dúvidas.
 

O conhecimento que abranda a emoção é o mesmo que pode excitar a ansiedade.
 

Tudo o que é raro se torna especial.
 

O caos é dramático, mas pode ser um momento único para novos começos.  Quem tem medo dele se enterra nos pântanos do conformismo.


Think different


Boa semana!


Créditos da imagem: Stuart Miles - Free Digital Photos



sexta-feira, 6 de maio de 2016

Relação entre orgulho e competição - reflexão


O prazer do orgulho não está em se ter algo, mas somente em se ter mais que a pessoa ao lado. 
Dizemos que uma pessoa é orgulhosa por ser rica, inteligente ou bonita, mas isso não é verdade. As pessoas são orgulhosas por serem mais ricas, mais inteligentes e mais bonitas que as outras. 
Se todos fossem igualmente ricos, inteligentes e bonitos, não haveria do que se orgulhar. 

É a comparação que torna uma pessoa orgulhosa: o prazer de estar acima do restante dos seres. Eliminado o elemento de competição, o orgulho se vai. E por isso que eu disse que o orgulho é essencialmente competitivo de uma forma que os outros vícios não são.
 

C. S. Lewis

Equilíbrio


Créditos da imagem: Stuart Miles - Free Digital Photos


terça-feira, 19 de abril de 2016

O colecionador de lágrimas 3


Conforme prometido, mais algumas frases do excelente livro “O colecionador de lágrimas” do Augusto Cury.
Os frágeis usam a agressividade e os fortes a generosidade.

O poder das armas domina o corpo, o das palavras domina a mente.

Na vida, períodos de calmaria se alternam com turbulências; tranquilidade se alterna com ansiedade.

Nunca pise na cabeça de um derrotado; um dia ele se recupera e se torna uma serpente para envenená-lo.

A dor da humilhação é mais penetrante do que a física: esta se alivia com o tempo, aquela se torna inesquecível.

O caos é dramático, mas pode ser um momento único para novos começos. Quem tem medo deles se enterra nos pântanos do conformismo.

Pensamento


Boa semana!


Créditos da imagem: Stuart Miles - Free Digital Photos



terça-feira, 5 de abril de 2016

Amish - você já ouviu falar sobre eles?


Há pouco tempo li um texto sobre os amish, comunidade que eu não conhecia e que me impressionou muito pela solidez de crenças, valores e hábitos simples. O objetivo desse post é ressaltar algumas características intrínsecas desse povo que achei interessantes e não me ater àquelas que soam um tanto estranhas para todos nós, como barbas que não podem ser cortadas após o casamento ou utilização de carruagens para transporte. 


Amish


Para aqueles que também não os conhecem, os amish fugiram da Europa e chegaram à Pensilvânia (EUA) em 1727, sendo que muitos continuam vivendo nessa região.
Achei bem peculiar o fato de não utilizarem eletricidade, celular, televisão, rádio, automóvel, enfim, nada de tecnologia, exceto geladeira (mesmo assim, movida a gás), habitando em cidades com pessoas que utilizam esses produtos, mas não demonstrando interesse por nada disso.

Aos 16 anos, antes do batismo, todos eles têm a opção de sair e conhecer o mundo, viver normalmente em outro lugar com todas essas facilidades. A maioria deles nunca volta certo?
Errado! 95% voltam, pois seus valores e costumes são tão sólidos que se sentem estranhos em um mundo consumista, ilusório e com tantas distrações inúteis. Para eles, a felicidade não está nas coisas, mas sim na obediência a Deus, na boa convivência familiar, na harmonia com a natureza.

Os amish são donos de imensas plantações sustentáveis, pagam impostos como todos nós e são ricos não porque possuem muito, mas porque gastam pouco. Acredito que essa seja uma lição importante para todos nós: compramos por que realmente precisamos ou queremos de verdade ou por termos sido induzidos ao consumo? Consumimos, pois a sociedade cobra e muitos se sentem inferiores ou fora de moda, mas se formos consumir a cada nova atualização tecnológica ou novidade...

Os amish não se deixam fotografar. Para eles o importante é guardar os bons momentos, os sorrisos, os abraços na memória. Enquanto isso, nós vivemos em uma sociedade na qual é mais importante o registro do momento e não a vivência dele em si. Dois modos de viver totalmente opostos. Acredito que podemos aprender com eles a viver mais o momento em sua plenitude, fotografar com moderação e não com o principal objetivo de mostrar aos outros. Parece que a limitação da câmera analógica em oposição à quantidade ilimitada de fotos que podem ser tiradas na câmera digital ajudou a criar o hábito desse tipo de exagero.

Percebemos que os amish formam uma comunidade que vive na contramão do mundo, com costumes tão peculiares com os quais jamais nos acostumaríamos, mas notei que possuem valores morais muito mais sólidos, hábitos simples e união, características infelizmente bem pouco desenvolvidas em nosso país. Quem sabe como sociedade, um dia consigamos chegar um pouquinho mais perto de tais qualidades.  Como a mudança começa em nós, que tal darmos o primeiro passo?

A a próxima!



Créditos da imagem: vectorolie - Free Digital Photos