terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Você sabe estudar? – Cláudio de Moura Castro - Resenha (Parte 1)


Quem nunca passou pela situação de estudar muito uma matéria, mas perceber ao final do estudo que o aprendizado foi muito abaixo do esperado?
Pior ainda quando o esforço e o tempo gastos não foram suficientes para que a nota esperada (ou necessária) fosse alcançada.


Você sabe estudar? – Cláudio de Moura Castro

O livro Você sabe estudar? objetiva ser um auxílio nesse sentido. Na própria capa está escrito:
“Quem sabe (estudar), estuda menos e aprende mais”.


Acredito ser esse um dos sonhos de todo estudante: aprender mais em menos tempo.


O livro, da editora Penso, possui 176 páginas. Como a minha resenha ficou um pouco extensa, dividirei em 2 posts.
 

Divisão do livro
O livro é dividido em 7 partes subdivididos em capítulos, que não precisam ser necessariamente lidos em sequência.
Eu, por exemplo, comecei a leitura pelo capítulo 4, item D: “Como ler um livro”.
Nada melhor do que começar a ler um livro aprendendo na prática a melhor maneira de leitura.

Um ponto positivo é o projeto gráfico, que proporciona uma leitura agradável e dinâmica, com tópicos e frases importantes bem destacadas. Nada de monotonia!
Outro ponto que gostei é a presença constante de exemplos e a parte prática, o que é muito bom como auxílio inicial para colocar a teoria em prática.



Introdução
O livro inicia falando sobre a importância do treinamento contínuo.
“Aprender é coisa que se aprende”, pois através da execução contínua e disciplinada de técnicas, aprende-se muito com o mínimo de esforço possível, o que resulta em motivação e maior interesse no assunto estudado, que facilitam ainda mais o aprendizado, formando um círculo virtuoso. Além disso, muitas vezes o estudante acaba gostando do que aprendeu, pois fica satisfeito com os resultados alcançados.

 

Capítulo I - Aprendi, mas já esqueci!
Quanto maior for o interesse ou a utilização do assunto aprendido, maior será a sua fixação na mente. É algo que será levado durante a vida. Quando isso não ocorre, é sinal de que o assunto foi apenas superficialmente aprendido e não perdurará por muito tempo na mente.

 

Capítulo II - Preparativos: o ambiente é para ajudar, não para atrapalhar
O ambiente deve ser organizado e limpo para facilitar o bom aproveitamento do estudo. A cadeira deve ser confortável, mas não tanto para não favorecer cochilos frequentes. A mesa e a iluminação também precisam ser adequadas ao estudo.

A organização externa influencia a organização interna: ”mesa arrumada, cabeça arrumada”.
“A ordem (ou desordem) física ao nosso redor condiciona a ordem (ou desordem) que reina em nossa cabeça. Se a mente está confusa e não conseguimos arrumar os pensamentos para começar a estudar, um ambiente bagunçado só pode atrapalhar”.

Outro problema muito prejudicial ao rendimento do estudo são as interrupções. Há momentos em que isso não pode ocorrer, caso contrário, afetará os estudos.

Para melhorar a concentração, há algumas dicas valiosas, como respiração profunda ou pensar em coisas agradáveis que serão feitas posteriormente. Cada pessoa se identifica melhor com uma técnica, então, a melhor coisa é focar nessa técnica específica para obter melhores resultados em relação a concentração.

 

Capítulo III – O tempo é a sua maior riqueza, há que administrá-lo
Aqui novamente é abordada a organização, pois o tempo precisa ser particionado de forma para que todas as tarefas previstas sejam executadas de forma eficaz e o resultado alcançado.
Geralmente gastamos muito tempo com atividades não tão importantes enquanto as prioridades ficam para segundo plano. Por isso devemos fazer uma lista numerada por ordem de importância.
E segui-la.
Essa atitude fará uma grande diferença em relação ao tempo diário mal aproveitado.

Urgente x Importante
É necessário priorizar o que é importante para que não se torne urgente. De urgência em urgência o tempo passa, o que era importante torna-se urgente e a vida se resume a “apagar incêndios” em vez de preveni-los.

Esse capítulo também aborda a importância do hábito de criar listas ou agendas. Dessa forma, o cérebro fica liberado da tarefa de lembrar-se continuamente de algo, resultando em concentração e maior rendimento. Eu costumo fazer essas listas há algum tempo e funcionam mesmo! Em breve farei um post sobre esse assunto.

“Disciplina é fazer o que precisa ser feito quando não estamos com vontade”.
Você conhece alguém que já nasceu com essa predisposição? Eu não.
Quantas vezes você começou algo e abandonou pela metade, falando (para si ou para outros) que vai terminar, mas nunca termina?
A disciplina (de forma geral) é um hábito que precisa ser aprendido e praticado para surtir efeito.

Descansar e dormir também são bons hábitos para aumentar a capacidade do cérebro em absorver o conteúdo estudado. Tudo deve ser feito com equilíbrio e se nas últimas décadas dormir foi considerado “perda de tempo”, felizmente os cientistas têm conseguido provar que não é bem assim que as coisas funcionam e que o cérebro precisa sim de descanso adequado para funcionar de forma plena. Caso contrário, o aprendizado e a produtividade são prejudicados.



Aguardem a continuação no próximo post.



Até mais!

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