terça-feira, 25 de abril de 2017

Por que precisamos de tantas novidades?




Será que precisamos mesmo de tantas novidades?
Para que tanta tecnologia se nos tornamos cada vez mais escravos dela?


Para que tanto conforto se não conseguimos dormir em paz à noite?
Será que não temos perdido muito tempo com o excesso de coisas materiais e com a ansiedade por novidades?


Por que o TER se tornou mais importante do que o SER?


Por que tantas facilidades e comodidades não nos têm trazido a paz e a tranquilidade tão almejadas?
Por que há tantos olhares tristes e vazios enquanto as pessoas estão usando celulares e automóveis caríssimos e de última geração?
 

Por que não temos mais tempo para contemplar a criação de Deus, o mundo que Ele fez para nós? 
Por que não temos mais interesse e vontade em contemplar a natureza, o nascer da lua, o pôr do sol? 
Será mesmo que nos falta tempo ou isso é apenas uma desculpa muito bem aceita mental e socialmente?

Por que as coisas simples, as que realmente alimentam nossa alma, foram substituídas pelas que são complicadas e ineficientes para isso?


Será que precisamos mesmo de tantas "novidades"?




Pense nisso... 

Need and want balance


Créditos da imagem: David Castillo Dominici - Free Digital Photos



4 comentários:

  1. Rosana, muita verdade aí!

    Essa constante busca de novidades nos deixa cada vez mais ansiosos, preocupados, acelerados e doentes.

    E corremos depois para procurar novidades nos medicamentos ansiolíticos, antidepressivos, etc, etc...

    É um ciclo vicioso que a maioria das pessoas não consegue mais escapar...

    Abraço!

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    1. André,

      Infelizmente muitas pessoas estão tão acostumadas ao consumo sem reflexão, que não conseguem mais sair desse ciclo. O mais triste e desalentador é que isso atinge todas as idades, inclusive as pessoas idosas, que em outras décadas não eram tão consumistas - muito pelo contrário, criticavam os mais novos, com toda razão.

      Schopenhauer, que nasceu em 1788 possui uma frase muito atual sobre o assunto:
      "Vivemos entre a ânsia de ter e o tédio de possuir".

      Então pergunto: até quando?


      Abraços,

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