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O que aconteceu com a vida tranquila das gerações anteriores?

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A cena de uma pessoa idosa que todos os dias senta-se em uma cadeira de balanço para admirar a natureza, o pôr do sol ou o canto dos pássaros na varanda de uma casa com amplo quintal e muros baixos parece até coisa de séculos atrás. A cena de uma mulher de meia idade que tira o período de uma tarde inteira em um dia de semana para efetuar reparos em roupas da família ou criar alguma nova peça em sua máquina de costura parece até algo de outro mundo nos dias atuais. O adolescente ou o adulto que conversa com seu amigo em uma praça arborizada sem carregar consigo ao menos um telefone celular parece algo de décadas atrás. A criança que brinca  de pular corda, amarelinha, andar de bicicleta, de boneca, de carrinho, que tem realmente tempo livre e amplo espaço para as brincadeiras de criança, que vive sem estar sobrecarregada de atividades também parece algo que ocorreu somente em tempos muito distantes da atualidade. Sociedade dos excessos Não há dúvida de que a tecno...

Acumuladores digitais

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Você tem ideia de quantas fotos possui? E quantos vídeos? E quantos livros digitais? E quantas mensagens, músicas, receitas, dicas e artigos que foram armazenados para quem sabe um dia  talvez nunca  serem acessados novamente e talvez utilizados? A acumulação está tão intensa que discos rígidos de 1 terabyte tornaram-se praticamente básicos nos computadores. Alem deles, há inúmeras formas de armazenamento como pendrive, cartão de memória, hd externo, e-mail, nuvem, smartphone, rede social, etc. Fotos infinitas Até o início do século XXI, as câmeras fotográficas eram bem diferentes.  Havia um filme que, colocado dentro da câmera, precisava ser rebobinado corretamente para que a luz ambiente não estragasse as fotos. Usava-se o termo "queimar o filme", que significava fotos indecifráveis e escuras, apenas com vaga - ou nenhuma - aparência do que foi originalmente captado. Além disso, a revelação demorava mais de um dia. Saber se a foto ficou boa segu...

Como eu transformei R$ 600,00 em R$ 23,00

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Você não leu errado. E eu também não escrevi errado. Foi exatamente isso o que aconteceu. É muito importante sabermos em que estamos investindo , pois se conhecendo já corremos algum grau de risco, imagine então sem o mínimo conhecimento necessário. O cenário Todos sabem que no final de 2017 e início de 2018 as criptomoedas estavam em alta. Muitas pessoas do mundo inteiro conseguiram aumentar seu patrimônio com esse tipo de investimento. Alguns conseguiram até um aumento considerável, os conhecidos  "milionários do bitcoin" . Haviam vários sites e canais de vídeo relacionados ao assunto, sendo que muitos deles ainda existem. Nas exchanges (uma espécie de corretora de criptomoedas), havia até fila de espera para a o cadastramento de novos clientes. "Holdar" era um termo novo para mim. Uma adaptação tupiniquim do verbo "to hold" , que significa manter posição, não vender as criptomoedas.  Eram comuns vídeos com frases como "melhore...

O que o seu nickname diz sobre você?

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Há algum tempo fiz um comentário em um post do AA40  no qual ele entrevistou o Will Fire que me respondeu o seguinte: Eu ainda não havia reparado, mas comecei a prestar atenção dos nicknames e/ou nomes dos blogs. Concluí que a resposta do Will Fire faz muito sentido! Há alguns nomes bem enigmáticos, mas também percebi que em muitos casos há uma grande coerência entre as postagens e o nickname. E algo que é praticamente unânime: todos, absolutamente todos estão, ao seu modo, procurando melhorar a vida de alguma forma, sendo as áreas financeira, saúde, instrução e desenvolvimento pessoal as mais recorrentes. Isso é muito bom, pois são essenciais para uma vida significativa. Há também os blogs voltados à arte, fotografia e cultura que possuem nomes bonitos - muitos soam até poéticos. Comparando com a construção de uma casa, os primeiros citados (finanças, instrução, etc) seriam a estrutura e os relacionados à arte seriam a pintura, a decoração e os detalhes que proporcionam um ...

Eu ou nós - por que usamos um ou outro?

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Imagine que você está em um evento e o palestrante pergunta: - Quem quer ganhar um brinde? Tenho quase certeza de que a sua resposta será: - Eu! Agora imagine que nesse mesmo evento foi apresentado um problema, mas todos da plateia não acertaram a resposta. E todos têm ciência de que todos erraram. Então o palestrante pergunta: - Quem errou a resposta do problema? É bem provável que todos - ou quase todos - respondam em uníssono: - Nós. Reparou a diferença? O mais conveniente Nos dois casos usamos o que mais nos favorece ou minimiza os erros ou características negativas que possuímos. No exemplo do brinde,  eu quero ganhar . E se você ganhar - ou não - isso não fará diferença nenhuma para mim, pois o " eu " está em primeiro lugar. No exemplo do problema, errar não é algo agradável. Por isso, se você errou também, nada mais "palatável" para mim do que dividir meu erro com você . De forma inconsciente, essa divisão torna o erro mais sua...

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