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Ignorância Seletiva

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O excesso de informações e estímulos mentais aos quais somos expostos diariamente é enorme, mas não costumamos dar muita – ou nenhuma – atenção a essa questão. Muitas vezes, isso ocorre não por falta de interesse, mas simplesmente por falta de conhecimento. Para melhor compreensão sobre o assunto, sugiro um exercício: pense na quantidade de informações irrelevantes para a sua vida que tomaram o seu tempo nas últimas 24 horas. Ou faça esse teste nas próximas 24 horas. Tenho quase certeza que irá se surpreender com a grande quantidade de informações irrelevantes ou até mesmo inúteis que fizeram parte desse curto período de tempo de sua vida . Agora, pense nisso de forma mais ampla. Meses. Anos. Décadas. Acredito que se fosse possível somarmos a quantidade de tempo que perdemos com coisas inúteis, ficaríamos chocados. Se aprofundássemos o pensamento para o fato de que a vida é formada por tempo (segundos, minutos, dias, anos), acredito que ficaríamos mais do que chocados. ...

Entretenimento x contentamento

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Há algum tempo, em uma conversa entre colegas, ouvi algo que acho merecer um post.  Era manhã de segunda-feira e um deles falou, todo sorridente: - Passei o fim de semana inteiro assistindo o seriado X no Ne....ix. - Que legal! Eu também preciso (precisa mesmo?) assistir o seriado Y – outro respondeu.   Aparentemente todos aprovaram a maneira como o fim de semana fora utilizado. Menos eu, que obviamente fiquei quieta, mas me sentido deslocada, vivendo em uma sociedade com hábitos aparentemente comuns, mas para mim tão estranhos e distantes da minha essência. Veja aqui a diferença entre comum e normal. Essa não foi a primeira pessoa que ouço dizer ter gasto suas horas sua vida assistindo de forma sucessiva vários episódios de temporadas de seriados. Então, fiquei pensando: será que após 5 horas assistindo televisão ininterruptamente, a pessoa ainda está se divertindo de verdade ? Ou será que continua assistindo, na esperança de obter a mesma sensação de divertimento que...

Como aumentar a produtividade e o foco

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Você já reparou que quando há algo importante a fazer, frequentemente o cérebro fica nos lembrando da tarefa pendente? Por exemplo, procurar um documento, pagar uma fatura, agendar uma consulta médica, anotar uma ideia, comprar algo não habitual no supermercado, verificar o extrato bancário... enfim, são várias “pequenas” tarefas importantes que não fazem parte do cotidiano que ficam “martelando” na mente.   Se a tarefa puder ser concluída em pouco tempo, o ideal é executá-la logo, resolvendo assim a questão. Se isso não for possível, o ideal é anotá-la em uma Lista de Tarefas ou em uma Agenda , pois dessa forma o cérebro fica “liberado” da obrigação da lembrança contínua da questão pendente. O resultado? A concentração, o foco e a produtividade melhoram significativamente. Simples e eficaz. Em minha vida esse hábito tem proporcionado excelentes resultados e espero que aconteça o mesmo para você. Recomendo também a leitura da resenha do livro Você sabe estudar? – Parte 1 e ...

Shopping Center

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Nunca gostei de shoppings centers. Como o próprio nome diz, sempre os vi em primeiro lugar como locais de consumo, muitas vezes impulsivos ou compulsivos. Locais onde o layout, a iluminação, a temperatura, os sons e os perfumes são minuciosamente planejados de forma a proporcionar sensações de bem-estar e tranquilidade, que por sua vez geram um tipo meio difuso, confuso e irreal de confiança e otimismo que induzem muitos ao consumo. Nunca entendi muito bem o motivo das pessoas gostarem tanto de shoppings centers, ainda mais em pleno século XXI, no qual grande parte das compras são feitas online. Mesmo neste cenário, a quantidade de empreendimentos desse tipo continua a crescer no Brasil. Porque as outras opções de atividades e passeios aos finais de semana não conseguem atrair muitos dos frequentadores dos shoppings centers? Encontrei uma resposta bem coerente e adequada na crônica Lugar de Passear , de Ivan Ângelo. Inicialmente ele cita que há aproximadamente 50 anos eram comuns p...

É para isso que você trabalha

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Há alguns meses vi uma propaganda de um automóvel com a frase-título deste post. Então pergunto: É? É para isso mesmo que você trabalha? Frase simples, comum, muito conhecida. Frase afirmativa, quase imperativa. Frase daquelas que tocam emocionalmente as pessoas, incentivando-as ao consumo – uma das principais atribuições do tão poderoso marketing da atualidade. Fiquei pensando no impacto dessa propaganda (a frase e a imagem) na mente das crianças, que desde muito cedo começam a associar trabalho com consumo. Inicialmente e por motivos óbvios, não o seu próprio trabalho, mas o de seus pais. Trabalhou? Compre! Trabalhou? Compre! Trabalhou mais? Compre mais! Trabalhou menos? Ah, mesmo assim, vamos consumir como de costume! Consumir... Indefinidamente. Sem muitos critérios ou sem nenhum critério. Sem reflexões. O importante é estar atualizado, é trocar o velho pelo novo. O consumismo cada vez mais exagerado na época de final de ano nos mostra o legado que cada geração tem deixado: t...

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